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CEAC Fórum de Maio – Automedicação: Clique aqui

CEAC Fórum de Maio – Auto-medicação

CEAC Fórum: Automedicação, um grave problema de saúde pública?

Um dos maiores riscos de se utilizar erradamente medicamentos é tomar doses desadequadas e excessivas que podem originar efeitos colaterais indesejáveis, os quais originam quadros clínicos atípicos que podem, por vezes, ser interpretados de forma errada. Um mesmo medicamento, na mesma dose, ao ser tomado durante o mesmo período de tempo por duas pessoas distintas com diagnósticos similares, pode no entanto ter resultados diferentes, podendo ser bastante eficaz para uma e pouco eficaz na resolução dos problemas da outra. O ideal seria que as pessoas não se automedicassem: a vida saudável não se encontra nos anúncios de produtos farmacêuticos que prometem a cura para todos os males, mas sim numa boa alimentação, hábitos saudáveis e numa vida sã.

Os remédios atuam no organismo de formas diferentes

Quanto maior for o número de medicamentos ingeridos, será igualmente maior a probabilidade de reações dispépticas, como azia ou dores de estômago.
A utilização indiscriminada de antibióticos pode levar a que algumas bactérias se tornem imunes a estes últimos. Quando isso acontece torna-se necessário recorrer a outros antibióticos mais fortes e cria-se progressivamente uma resistência aos antibióticos, o que constitui um sério problema de saúde pública.
Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta para os perigos decorrentes de uma ingestão de medicamentos de forma não vigiada, tais como:

  • Diagnóstico incorreto da patologia assim como atraso e possível agravamento no tratamento da mesma.
  • Escolha de tratamento desadequado.
  • Administração da dose de medicamento incorreta (quer seja pela sub-dosagem quer pela sobredosagem).
  • Duração inadequada do tratamento.
  • Possibilidade de reações alérgicas.
  • Possibilidade de aparecimento de efeitos secundários.
  • Possíveis interações medicamentosas.
  • Armazenamento de medicamentos em condições propícias à sua deterioração.
  • Nunca podemos dissociar a automedicação dos grupos de risco a ela agrupados:
  • Crianças: Quer pela sua fragilidade física, quer pelo seu organismo ainda em desenvolvimento deve evitar-se que os adultos mediquem as crianças sem consultar um médico.
  • Idosos: Devido à sua constituição física vulnerável e frágil devem abster-se ao máximo desta prática. Aqueles que padecem de doenças mais graves em caso algum devem recorrer a uma terapêutica de automedicação.
  • Grávidas: As mulheres grávidas apenas poderão tomar medicamentos prescritos pelo seu médico assistente uma vez que, ao agirem de outra forma e optarem por se auto medicar, poderão estar a pôr em risco a vida do feto

Texto retirado de: https://advancecare.pt/artigos/saude-e-bem-estar/automedicacao-um-mal-dos-nossos-dias

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Identifique os principais riscos da automedicação e se concorda ou não. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

O post de cada formando deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

Para participar neste Fórum CEAC basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e curso para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum! E não se esqueçam, caso queiram ver algum tema em debate e/ou gostassem de escrever um artigo para ser publicado, podem enviar por email e será publicado no mês seguinte!


INFORMAÇÃO CEAC: Cotação: 20% da média da Unidade em estudo.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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CEAC Fórum de Setembro – Atendimento

CEAC Fórum: Atendimento

CEAC FÓRUM – temos de compreender o atendimento como um acto de comunicação e aí reside todo o segredo de um bom relacionamento com o cliente.

A forma como abordamos o paciente pode ser decisiva para a aquisição de um serviço ou produto e para a imagem que o cliente leva da clínica que gerimos ou da equipa da qual fazemos parte. O cliente nem sempre tem razão, ao contrário da máxima que diz precisamente o contrário. No entanto, a forma como abordamos o cliente e como fazemos passar a informação, é crucial para que haja um entendimento entre o prestador e o consumidor.

A capacidade de comunicação é uma característica fundamental a ter em conta na contratação ou na formação das pessoas que formam uma equipa. Assuntos desagradáveis transmitidos de uma forma honesta, segura e principalmente educada podem ter um impacto completamente oposto ao que a sua essência poderia provocar. A comunicação é portanto outro factor a ter em conta no atendimento. Clientes bem informados, são clientes que dificilmente ficarão insatisfeitos.

Há ainda que ter em conta os tipos de clientes.

Conseguir, à partida, identificar que tipo de pessoa temos à nossa frente e que comportamento deve ser esperado, é meio caminho andado para conseguirmos uma resposta adequada em termos de atendimento.

Para qualquer cenário que possamos esperar da abordagem ao cliente, é necessário ter sempre presente que o comportamento gera comportamento, e que a nossa postura será sempre catalisadora da resposta que o cliente nos dará..

Um dos principais objectivos do atendimento é proporcionar ao cliente uma experiência positiva no serviço. É esta experiência que irá determinar se o cliente gostou ou não do serviço, se irá ou não regressar à clínica e se irá ou não recomendar esse consultório no seu círculo de influência.

O atendimento faz parte da imagem de marca de uma clínica e como tal, um atendimento  deficiente pode contribuir para degradar essa mesma imagem, daí ser tão importante a escolha e formação das pessoas que irão desempenhar essa função na empresa. Concorda?

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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CEAC Fórum de Agosto – Ética Profissional

CEAC Fórum de agosto – Ética Profissional

 


CEAC FÓRUM – “Vigie os seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie as suas palavras, porque elas se tornarão atos; vigie os seus atos porque eles se tornarão os seus hábitos; vigie os seus hábitos, porque eles se tornarão o seu caráter; vigie o seu caráter, porque ele será o seu destino”.

O  termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e um bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Por outras palavras ser ético, nada mais é do que agir da forma certa, proceder bem sem prejudicar os outros.

A ética no ambiente de trabalho é de fundamental importância para o bom funcionamento das atividades da empresa/instituição e das relações de trabalho entre os colaboradores. A ética profissional é um conjunto de atitudes e valores positivos aplicados no ambiente de trabalho. As vantagens repercutem-se no maior nível de produção, no favorecimento para a criação de um ambiente de trabalho harmonioso, respeitoso e agradável, bem como no aumento do índice de confiança entre os colaboradores.

Cada profissão tem o seu próprio código de ética, que pode variar ligeiramente, graças a diferentes áreas de atuação.

No entanto, há elementos da ética profissional que são universais e por isso aplicáveis a qualquer atividade profissional, como a honestidade, responsabilidade, competência e etc.

Neste fórum, propomos-lhe uma reflexão sobre Ética. Identifique quais são os elementos que para si são mais importantes quando se fala de ética no local de trabalho. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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CEAC Fórum do mês de Junho – Como aprendemos? – Clique aqui para aceder

CEAC Fórum do mês de Junho – Como aprendemos?

CEAC FÓRUM – O nosso cérebro tem uma capacidade infinita de aprendizagem. É possível e é desejável aprender coisas novas todos os dias. O nosso cérebro agradece.

O que distingue então umas pessoas das outras? O que faz uns alunos terem excelentes notas e outros não? São as estratégias de aprendizagem utilizadas.

Como aprendemos?

 

Está provado que as pessoas memorizam mais facilmente o que conhecem.

Ou seja, uma pessoa com experiência numa determinada área vai memorizar mais facilmente informação relacionada com essa área.

Atribuem um significado. É mais fácil memorizar quando atribuímos um significado à informação.

É por isso que temos que praticar!

É importante, como técnica de estudo, praticar os conhecimentos adquiridos ao longo de vários dias, quer seja lendo, fazendo apontamentos e esquemas que facilitam a aprendizagem.

Também relaxar e fazer exercício físico são importantes para a aprendizagem.

Como estratégia para aprender, devemos fazer uma pausa quando aprendemos algo novo.

É como uma parede de tijolo e cimento se não a deixarmos secar e continuarmos a construir por cima ela, se não cair, vai ficar toda torta.

O nosso cérebro também precisa cimentar os conhecimentos. Por isso, convém fazer uma pausa e não amontoar conhecimentos.

Também dormir é importante no processo de aprendizagem.

Durante o sono, o cérebro faz uma limpeza e retira o que não é importante e que está a bloquear a capacidade de aprender.

Mas atenção, é nestas alturas que pode surgir a procrastinação.

Procrastinar é adiar uma ação.

Conclusão:

Todos temos a capacidade de aprender.

Existem estratégias certas e estratégias erradas.

Tem que se praticar o que se aprende, não se aprende tudo no mesmo dia.

Quanto mais se praticar, mais sólida fica a informação no nosso cérebro.


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CEAC Fórum de Maio – Importância da Higienização das Mãos – Clique aqui para aceder

CEAC Fórum do mês de Maio – Higienização das mãos

CEAC FÓRUM – Lavar as mãos é uma das medidas mais importantes para impedir a propagação de doenças. A higienização adequada das mãos pode impedir que uma pessoa fique doente e também é capaz de interromper a transmissão de infeções virais, bacterianas e parasitárias para outras pessoas.

Grande parte das infeções comuns, tais como constipações, gripes, intoxicação alimentar, hepatite A, parasitoses intestinais e muitas outras, são transmitidos habitualmente por mãos contaminadas. Mesmo as infeções respiratórias, que podem ser transmitidas através da tosse ou do espirro, são, na verdade, transmitidas com mais frequência pelas mãos do que pelo ar.

Não é exagero, portanto, dizer que o simples hábito de lavar as mãos com frequência pode salvar vidas. Isto é especialmente importante se a pessoa for profissional de saúde, trabalhar com atendimento ao público ou tiver contacto próximo com bebes, idosos ou pessoas debilitadas.

Para que uma pessoa consiga eliminar de forma relevante os germes presentes nas suas mãos, o processo de higienização deve seguir alguns passos. Não basta lavar as mãos apenas com água, é preciso usar sabão. O sabão em barra é aceitável, mas a forma líquida é a melhor.

O processo de lavagem das mãos deverá durar pelo menos 30 a 40 segundos.

Em cima, mostramos a forma mais adequada de lavar as mãos e eliminar qualquer germe.


Participe neste Fórum CEAC e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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Fórum Abril – Trabalho em equipa – Clique aqui para aceder

Fórum do mês de abril – Trabalho em equipa

Neste fórum o desafio é refletir sobre o que é o trabalho em equipa e as vantagens de trabalhar desta forma.

Trabalho em equipa é um esforço coletivo para resolver um problema.

“Define-se como um grupo de pessoas que têm um objetivo comum que seja motivador e válido e que necessite da energia que todos os membros disponibilizam”.

Todas as atividades profissionais feitas com trabalho humano necessitam que sejam feitas com dedicação. O trabalho em equipa é fundamental para que qualquer tarefa seja realizada com determinação e dedicação.

O trabalho em equipa significa agrupar um conjunto de pessoas e desenvolver determinadas ações que visam um só propósito, um só objetivo.

Todos dentro da equipa são responsáveis pelas atividades exercidas. Portanto cada membro é responsável pelo sucesso de uma tarefa bem feita, ou pelo fracasso de uma tarefa mal sucedida.

Equipa é um grupo específico que…

Tem uma determinada orientação para uma tarefa concreta;

Partilha linguagem e objetivos comuns;

Possuiu capacidade de motivação;

Tem uma divisão de papéis, mas integra em cada profissional as competências de outros;

Assume a cooperação entre os vários elementos no sentido de operacionalizar, rentabilizar e utilizar de forma efetiva as competências individuais;

Possuiu uma determinada liderança;

Possuiu coesão entre os vários elementos.

É a partir das interações e da comunicação que cada equipa constrói que se estabelecem os limites e a entidade da mesma.

Na vida temos que enfrentar muitas adversidades, mas quando nos juntamos ao outro a coragem aumenta, o nosso potencial duplica e os nossos objetivos  são mais facilmente atingidos

Fatores de sucesso de uma equipa

Estabeleçam e identifiquem, de modo claro, objetivos coletivos;

Definam compromissos e negoceiem regras de modo a estabelecerem-se os limites da ação individual e coletiva;

Facilitem, a cada um dos técnicos, o ajustamento entre os papéis e as funções dos diversos técnicos;

Facilitem a partilha de informação, entre serviços e entre as equipas de intervenção;

Monitorizem a dinâmica de grupo identificando forças e fraquezas e tendo presente os resultados obtidos no desenvolvimento da tarefa;

Supervisionem as equipas procedendo aos necessários feed-backs individuais e coletivos;

Fomentem a valorização e o apoio da equipa por parte de todos os agentes da comunidade;

Promovam a formação dos profissionais das equipas sempre que possível conjuntamente com técnicos de outros serviços;

Facilitem o desenvolvimento de competências que permitam promover o trabalho em equipa e a auto-formação;

Facilitem e promovam a comunicação tanto na sua perspetiva lateral como vertical;

DICA = Estamos todos no mesmo barco!

Experimente acolher em vez de julgar, perdoar em vez de acusar e compreender as atitudes dos outros em vez de se vingar!

É difícil, sem dúvida! Mas é possível e extremamente gratificante.

A vida fica mais leve, o caminho fica mais fácil e a recompensa muito mais valiosa.

A EQUIPA FAZ A FORÇA!

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Fórum Março – Consumo de Psicofármacos – Clique aqui para aceder

Consumo de Psicofármacos em Portugal

Segundo um relatório de 2011 da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), 10 a 20% das pessoas que procuram os cuidados de saúde primários em Portugal revelam queixas psicológicas. Dados recolhidos entre 2008 e 2009 apontam para uma prevalência elevada de problemas psicológicos na população portuguesa, situada em 23% e acima da média da União Europeia. No mesmo sentido, de acordo com um relatório da Comissão Europeia de 2010, Portugal está entre os países da União Europeia onde mais aumentou a procura de ajuda psicológica entre Dezembro de 2005 e Março de 2010. Estes dados sugerem que os problemas psicológicos terão crescido consideravelmente em Portugal, em particular ao longo da crise económica, criando uma maior necessidade de intervenção na saúde mental.

Fatores como o desemprego, a precariedade laboral e os cortes de rendimentos, potenciados pelas crises económicas, podem conduzir a situações de carência económicae de pobreza. Estas encontram-se associadas a um maior risco de problemas psicológicos, nomeadamente depressões e perturbações da ansiedade, podendo conduzir ao suicídio. De acordo com os resultados de um estudo recente, esta relação entre as condições de privação material e o risco de suicídio foi observada durante o período de crise em Portugal.

Nos últimos anos observou-se em Portugal um aumento da prescrição e do consumo de psicofármacos. Segundo o Plano Nacional de Saúde 2012 – 2016 da Direção Geral de Saúde (DGS), o consumo de ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos registou um aumento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) superior a 40% entre 2002 e 2009. No mesmo sentido, e de acordo com dados do Infarmed, entre 2000 e 2012 registou-se um aumento do consumo de antidepressivos e de antipsicóticos. Relativamente a estes dados, Portugal apresentou a maior taxa de consumo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos em comparação com países como a Itália, a Dinamarca e a Noruega. Segundo um relatório da Comissão Europeia, Portugal revelou a maior taxa de consumo de antidepressivos entre Dezembro de 2005 e Janeiro de 2010, correspondendo ao dobro da média da União Europeia. Estes dados ilustram bem o aumento substancial de problemas psicológicos na população portuguesa.

No entanto, a capacidade de encaminhamento de utentes para os serviços de saúde mental no SNS parece ficar aquém das reais necessidades, devido ao reduzido número de profissionais atualmente existente. Segundo declarações do bastonário da OPP, Francisco Miranda Rodrigues, à TSF, o SNS carece de pelo menos 500 psicólogos para conseguir dar resposta ao elevado número de casos, que nem sempre necessitam de tratamento psicofarmacológico ou de internamento. A falta de profissionais de saúde mental pode, assim, ajudar a explicar o aumento da prescrição de psicofármacos, dada a dificuldade por parte dos médicos em encaminharem utentes para as especialidades. Confrontados com as dificuldades no encaminhamento, os médicos encontram como alternativa a prescrição de psicofármacos. Sem o necessário acompanhamento psicológico, este tipo de intervenção coloca em causa a adequação da resposta do SNS face ao agravamento dos problemas de saúde mental.

Hoje em dia é questionável a opção por tratamentos exclusivamente psicofarmacológicos. A curto prazo, tanto a intervenção psicofarmacológica como a psicológica demonstram eficácia. No entanto, os efeitos positivos das terapias psicológicas são prolongados e verifica-se um menor número de posteriores ocorrências. Por seu lado, os benefícios dos psicofármacos apenas se mantêm enquanto continuam a ser consumidos, podendo, assim, conduzir a problemas de dependência crónica. Além disso, a literatura descreve um conjunto de efeitos adversos associados ao consumo de psicofármacos, nomeadamente a tendência para a somatização e o desenvolvimento de traços fóbico-obsessivos.

Outro aspeto particularmente relevante diz respeito ao potencial de reintegração socioprofissional dos tratamentos psicológicos que têm sido associados à redução do absentismo laboral, contrariamente ao que acontece nos tratamentos psicofarmacológicos. Deste modo, a opção por tratamentos psicológicos pode contribuir para a diminuição do número de atestados por doença e por invalidez decorrentes de perturbações psicológicas.

Por fim, está em causa um importante dilema ético quando ocorrem situações de médicos sem especialização em Psiquiatria a realizarem tratamentos psicofarmacológicos. A facilidade na prescrição de psicofármacos em Portugal por parte dos médicos de família pode ajudar a entender que, face ao aumento de problemas psicológicos na população, se tenha verificado um aumento no consumo destes medicamentos nos últimos anos.

Os resultados de um estudo exploratório realizado no Centro de Saúde de São João indicam que a consulta de Psicologia Clínica contribuiu de forma significativa para a diminuição do volume de trabalho dos médicos de família e o devido encaminhamento de casos. Neste sentido, a contratação de mais profissionais permitiria melhorar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde mental. Além disso, seria necessário que o SNS regulamentasse a prescrição de psicofármacos, nomeadamente criando entraves à prescrição por parte de médicos sem especialização em Psiquiatria, de forma a evitar em muitos casos o consumo excessivo e pouco justificado. É, assim, evidente a necessidade de um maior investimento na saúde mental por parte do SNS português.

fonte: https://ambienteterritoriosociedade-ics.org


À luz do artigo anterior queremos que reflicta sobre os seguintes aspectos, dando a sua opinião ou ponto de vista pessoal e/ou profissional.

Considerando que o papel do Auxiliar de Farmácia consiste também na promoção e venda do medicamento em considera que este deve ajudar a minimizar o consumo excessivo de substâncias psicotrópicas? Se concorda explique como, se não concorda justifique porquê.


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