Foi tema da Tertúlia que encerrou o mês de junho no atmosfera m

 

A encerrar o mês dedicado aos mais jovens no atmosfera m realizou-se, na passada segunda-feira, mais uma Tertúlia da Sociedade Civil, desta feita sob o tema “Castigos e recompensas: como gerir?” que, sob moderação de Fernanda Freitas contou com a participação de João Guerra, Pedopsiquiatra na CUF – Porto e de Sofia Ramalho, Coordenadora do Serviço de Psicologia – Colégio de Nossa Senhora.

Não há fórmulas mágicas nem receitas eficazes. Há antes uma descoberta entre pais e filhos, um percurso comum de aprendizagem, onde se criam regras e se descobrem truques para a educação de um futuro adulto, foram reflexões que os oradores-convidados trouxeram a debate, partilhando da ideia de que “os melhores especialistas sobre crianças são os seus pais e não os pedopsiquiatras ou os psicólogos”.

Valorizar o que a crianças fazem bem, as mudanças positivas no comportamento, o mérito em uma atividade, em suma, praticar o elogio parece ser regra de ouro para quem procura orientação na árdua tarefa de educar uma criança.

Sofia Ramalho sabe que a “falta de tempo” que os pais tantas vezes referem os torna mais permissivos, mas quando é necessário recriminar atitudes lembra que retirar privilégios pode ser um bom ponto de partida. “Não poder ver televisão, não poder jogar, por exemplo” são algumas soluções, mas sublinha que os pais devem levar até ao fim as batalhas que querem travar, não caindo em erros clássicos, como refere o médio pedopsiquiatra, e dizer “se não fazes isto não vais ter festa de anos ou não vais ter prendas no Natal”, por que por norma os pais não conseguem cumprir com estes castigos.

Não ter receio de contrariar, saber que fazê-lo pode desencadear atritos, mas manter presente que são estas as atitudes que as crianças precisam e esperam e que, por essa razão, testam limites, são diretrizes que reforçam o papel dos adultos – de orientação e amparo – na sua vida.