Este é um espaço de aprendizagem colaborativa com discussão de temas relevantes para promoção da reflexão e partilha de conhecimento, opiniões e experiências. Clique abaixo para aceder ao último tema.
Fórum Julho
Ansiedade
“Todas as pessoas já se sentiram ansiosas. A ansiedade é um sentimento que experimentamos de vez em quando, perante situações em que nos sentimos ameaçados ou stressados. Por exemplo, perante o pensamento de ir fazer um exame, ir ao hospital ou a uma entrevista de emprego, é comum sentirmo-nos tensos, preocupados, nervosos, termos medo de fazer “figura de parvos” ou duvidarmos da nossa capacidade para sermos bem sucedidos. Estas preocupações podem afectar o nosso sono, apetite e capacidade de concentração. Mas, se tudo correr bem, a ansiedade desaparece. Este tipo de ansiedade até pode ser positiva e útil.
No entanto, se os sentimentos de ansiedade nos sobrecarregarem, se o nível de ansiedade for elevado durante longos períodos de tempo, o nosso desempenho pode ser afectado e torna-se mais difícil lidar com a nossa vida quotidiana. Podemos sentir que estamos a ficar sem controlo, que vamos morrer ou enlouquecer.
A ansiedade tem efeitos no nosso corpo e na nossa mente. Do ponto de vista físico, podemos experienciar tensão muscular, dor de cabeça, batimento cardíaco acelerado, náuseas e vómitos, vontade de ir à casa de banho, dificuldade em dormir ou sensação de “borboletas no estômago”. Do ponto de vista psicológico, a ansiedade pode tornar-nos mais receosos, alerta, nervosos, irritáveis, incapazes de relaxar e de nos concentrarmos.
A ansiedade pode afectar o nosso pensamento e as nossas relações com os outros. Se temos medo que aconteça o pior, podemos ficar muito pessimistas. Por exemplo, se um amigo se atrasa para um jantar, podemos começar a ficar preocupados se ele terá tido um acidente ou se não quer a nossa companhia, quando afinal esse amigo pode apenas ter perdido o comboio.
As pessoas respondem à ansiedade de forma diferente, por isso, quando a ansiedade invade as suas vidas, podem experienciar ataques de pânico sem razão aparente, desenvolver uma fobia de sair de casa, isolar-se da sua família e amigos e ter pensamentos obsessivos ou comportamentos compulsivos, como estar constantemente a lavar as mãos.
Enfrentar a ansiedade é o primeiro passo para quebrar o ciclo de medo e insegurança.”
Artigo retirado do site da Ordem dos Psicólogos.
Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.
Sabia que a ansiedade em doses moderadas pode ser benéfica e até necessária?
Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda, comentar as participações dos colegas.
O post de cada formando, não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta em 20% para a avaliação da Unidade.
Bom Fórum para todos!
Fórum Junho 2015
“Aqui ninguém toca”
Cerca de uma em cada cinco crianças é vítima de violência ou abuso sexual. Este tipo de situação pode acontecer a qualquer criança, independentemente do género, idade, cor de pele, classe social ou religião. Os agressores são, frequentemente, pessoas que a criança conhece e em quem confia. O agressor pode ser inclusivamente uma criança.
A Regra “Aqui ninguém toca” foi criada pelo Conselho da Europa para ajudar os pais e os educadores a falar sobre o abuso sexual de crianças e pode ser uma ferramenta muito eficaz para prevenir este tipo de crime. É um guia simples para ajudar os pais a explicarem aos seus filhos que partes do corpo não devem ser tocadas por outras pessoas, como reagir se isso acontecer e onde procurar ajuda.
Embora este guia tenha sido elaborado para pais e educadores, todos os profissionais de saúde devem estar atentos a esta situação, ajudar a preveni-la e denunciar se tiver conhecimento.
O que é a Regra “Aqui ninguém toca”? É simples: uma criança não se deve deixar tocar nas partes do corpo normalmente cobertas pela roupa interior assim como não o deve fazer aos outros.
Ver o livro para download aqui:
http://www.underwearrule.org/Source/PT/Book_pt.pdf
Este guia ajuda também a explicar às crianças que são elas as donas do seu corpo e que existem segredos bons e maus, assim como contactos físicos bons e maus.
Como ensinar a Regra “Aqui ninguém toca”?
A Regra “Aqui ninguém toca” foi criada para ajudar os pais e os educadores a começarem a falar sobre este tema com as crianças e pode ser uma ferramenta muito eficaz para prevenir o abuso sexual.
A Regra “Aqui ninguém toca” inclui 5 princípios importantes.
- O teu corpo é só teu
Deve ensinar-se às crianças que elas são donas do seu próprio corpo e que ninguém lhes pode tocar sem a sua autorização. É preciso falar de forma aberta e direta com as crianças, enquanto estas são pequenas, sobre a sexualidade e as zonas íntimas do corpo, empregando os nomes corretos para os órgãos genitais e outras partes do corpo. Ao fazer isso, estamos a ajudar as crianças a compreenderem o que não é permitido. As crianças podem recusar que as pessoas as beijem ou toquem, mesmo que sejam pessoas de quem elas gostam. É necessário ensinar-lhes a dizer «Não», de forma imediata e firme, a contactos físicos impróprios, bem como a fugir de situações perigosas e a contar o que se passou a um adulto de confiança. É importante dizer às crianças que elas devem insistir até que alguém leve o assunto a sério.
Neste livro, a Mão pede sempre autorização a Kiko para lhe tocar, e Kiko dá-lha. Mas quando a Mão pergunta a Kiko se lhe pode tocar por baixo da roupa interior, Kiko responde: «Não!». Os pais ou os educadores podem aproveitar esta parte da história para explicar às crianças que podem dizer «Não» a qualquer momento.
- Contacto físico bom e contacto físico mau
As crianças nem sempre sabem o que é um contacto físico aceitável e um contacto físico inaceitável. Ensine ao seu filho que não deve aceitar que os outros lhe vejam ou toquem nas partes íntimas do corpo ou que lhe peçam para ver ou tocar nas de outra pessoa.
A Regra “Aqui ninguém toca” ajuda as crianças a estabelecerem uma fronteira evidente e fácil de memorizar: a roupa interior. Também ajuda os adultos a começarem a falar sobre este tema com os filhos. Certifique-se de que as crianças sabem pedir ajuda a um adulto de confiança, sempre que tenham dúvidas sobre o comportamento de uma determinada pessoa.
No livro, Kiko recusa que lhe toquem por baixo da roupa interior. Os pais podem explicar aos filhos que, em determinadas situações, alguns adultos (como os educadores, os próprios pais ou os médicos) podem precisar de lhes tocar, mas as crianças devem ser encorajadas a dizer
«Não» sempre que se sintam incomodadas.
- Segredos bons e segredos maus
O segredo é a principal tática dos agressores. Por este motivo, é importante ensinar a diferença entre segredos bons e segredos maus e criar um clima de confiança. Todos os segredos que geram ansiedade, desconforto, medo e tristeza não são bons e não devem ser guardados. Pelo contrário, devem ser contados a um adulto de confiança (pais, professores, polícias, médicos).
No livro, a Mão encoraja Kiko a denunciar as pessoas que lhe queiram tocar de forma imprópria. Esta parte da história pode ser aproveitada para ensinar às crianças a diferença entre um segredo bom (por exemplo, uma “festa surpresa”) e um segredo mau (situações que causam tristeza e ansiedade). Os pais devem encorajar os filhos a contar-lhes os segredos maus.
- Prevenção e proteção – Responsabilidade dos adultos
Quando sujeitas a abusos, as crianças sentem vergonha, culpa e medo. Os adultos devem evitar criar tabus sobre a sexualidade e garantir que as crianças sabem a quem se dirigir se estiverem preocupadas, ansiosas ou tristes. Por vezes, as crianças sentem que alguma coisa está mal. Os adultos devem estar atentos e recetivos aos sentimentos e comportamentos das crianças. Existem muitas razões que justificam que uma criança recuse contacto com outro adulto ou outra criança, e esta recusa deve ser respeitada. As crianças devem sempre sentir que podem falar com os seus pais sobre este assunto.
No livro, a Mão é amiga de Kiko. Compete aos adultos ajudar as crianças no seu dia-a-dia.
Também é da sua responsabilidade prevenir a violência sexual. É importante que não sejam as crianças a carregarem esse peso sozinhas.
- Outras indicações úteis e complementares à Regra “Aqui ninguém toca”
Informar e divulgar
As crianças devem saber identificar quais os adultos que podem fazer parte do seu círculo de confiança. Devem ser encorajadas a seleccionar adultos em quem possam confiar e que estejam dispostos a ouvir e ajudar. Do círculo de confiança, apenas um membro deve viver com a criança, o outro não deve fazer parte do núcleo familiar. As crianças devem saber como procurar a ajuda deste círculo de confiança.
Agressores conhecidos
Na maior parte dos casos, o agressor é uma pessoa que a criança conhece. É especialmente difícil para uma criança pequena perceber que uma pessoa conhecida a pode sujeitar a abusos. Lembre-se que os agressores utilizam estratégias de aliciamento para ganharem a confiança das crianças. Em casa, a regra de ouro para as crianças deve ser contar aos pais sempre que alguém lhes ofereça presentes, lhes peça para guardar segredos ou tente passar tempo com elas a sós.
Agressores desconhecidos
Em alguns casos, o agressor é desconhecido. Ensine aos seus filhos regras simples sobre o contacto com estranhos: nunca entrar num carro com um desconhecido nem dele aceitar presentes ou convites.
Nós temos um papel importante na divulgação da informação.
As crianças devem saber que existem profissionais que os podem ajudar (professores, assistentes sociais, médicos, psicólogo da escola, polícia), bem como linhas de ajuda para as quais as crianças podem ligar para pedir conselhos.
O que fazer se suspeitar de abuso?
Se suspeitar que o seu filho foi vítima de abuso, é muito importante que não se zangue com ele. Evite que a criança sinta que fez alguma coisa errada.
Não sujeite a criança a interrogatórios. Pode perguntar-lhe o que aconteceu, quando aconteceu e com quem, mas não deve pedir justificações.
Tente não se mostrar perturbado à frente da criança. As crianças podem sentir-se culpadas e esconder informação.
Tente não tirar conclusões precipitadas com base em informação insuficiente ou pouco clara. Garanta ao seu filho que vai fazer alguma coisa e contacte alguém que possa ajudar, por exemplo, um psicólogo, um educador, um médico, um assistente social ou a polícia.
Em alguns países, foram criados centros e linhas de ajuda destinados a ajudar as crianças vítimas de violência sexual. Estas entidades também lhe podem dar orientações e devem ser contactadas nos casos em que uma criança possa ter sido vítima de violência sexual.
O Profissional que trabalha com crianças ou que está ligado profissionalmente a entidades sociais e estruturas sociais na comunidade, são, muitas vezes, os primeiros a ter conhecimento de uma situação de violência ou abuso.
Como técnicos, o que devemos fazer nesta situação? E se tivermos conhecimento fora do âmbito profissional?
Conhece as instituições a quem recorrer para denunciar estes casos?
Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.
O vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!
Cotação: 20% da média da Unidade em estudo.
Fórum de Maio_2015: Marketing Pessoal
Caros alunos e alunas,
Este mês o nosso tema é: Marketing Pessoal
O marketing pessoal pode ser considerado um conjunto de estratégias individuais para atrair e desenvolver contactos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes perspetivando a aceitação e o reconhecimento por parte de outros (Jesus, S.).
Irving Rein refere que o Marketing Pessoal está relacionado com o processo de se evidenciar, explicando o motivo pelo qual algumas pessoas ganham fama, atingindo o topo do sucesso, enquanto outras permanecem obscuras mesmo tendo capacidade para realizar um excelente trabalho.
No entanto, políticos, executivos, artistas, entre outros profissionais, procuram todos visibilidade principalmente no início da sua carreira, sendo que em seguida procuram mantê-la.
De acordo com Eliane Doin, uma pessoa que possua talento e competência suficiente para exercer a sua atividade, praticando e aperfeiçoando constantemente o seu Marketing Pessoal, pode chegar ao topo dos seus objetivos profissionais, elevando o seu nível de notoriedade e imagem e obter recompensas por esse facto.
No entanto, esta é uma tarefa que exige paciência, disciplina, perseverança, uma elevada auto-estima, determinação e um conjunto de crenças e valores que orientam as atitudes e comportamentos de forma a dar um uso correto das habilidades inatas e das habilidades que podem ser construídas e aperfeiçoadas.
Quando bem praticado, o marketing pessoal é uma ferramenta extremamente eficaz para o alcance do sucesso social e profissional. E o melhor é que, além de beneficiar quem o pratica, ele também proporciona bem-estar para os que estão próximos.
É importante mudar alguns velhos paradigmas e repensar o nosso próprio marketing pessoal. Já se sentiu nesta situação?
O stress trouxe implicações na a sua vida e bem-estar?
Será importante um ambiente satisfatório e equilibrado como fomento da saúde mental, social e física dos indivíduos?
Este mês vamos debater a necessidade da implantação de um plano de marketing pessoal na gestão de carreira profissional.
Acha importante trabalhar o Marketing Pessoal?
Já alguma vez aplicou técnicas de Marketing Pessoal para valorizar a sua imagem profissional?
Pense nestas questões e participe no Fórum enviando o seu comentário.
Bom Fórum!
Ana Rita
notícia: Depressão poderá ser diagnosticada por análise ao sangue
Um novo estudo sugere que um simples exame ao sangue poderá, em breve, permitir que os médicos consigam diagnosticar a depressão clínica tão facilmente como acontece, por exemplo, com o colesterol.
Ao medir os níveis de nove marcadores biológicos, o exame pode não só ajudar os profissionais de saúde a descobrir quais as pessoas com maior predisposição à depressão, como também identificar o tratamento mais indicado para cada indivíduo.
“Este teste traz o diagnóstico da saúde mental para o século XXI e oferece a primeira abordagem da medicina personalizada a pessoas que sofrem de depressão”, explica Eva Redei, autora do estudo e professora de psiquiatria e ciências comportamentais na Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
A investigação, publicada na revista Translational Psychiatry, contou com a participação de 64 pessoas, das quais metade estava com depressão, com idades compreendidas entre os 21 e os 79 anos.
Os investigadores realizaram um exame de sangue e identificaram nove marcadores de RNA – moléculas responsáveis por interpretar o código genético do DNA e fazerem o organismo funcionar de acordo com as informações decodificadas -, cujos níveis eram significativamente diferentes entre os indivíduos com e sem
depressão.
Os participantes com depressão foram submetidos a um tratamento contra a doença. Ao longo das 18 semanas seguintes, a equipa foi monitorizando os níveis dos nove marcadores de RNA. Os resultados revelaram que os níveis foram sofrendo alterações, e que essa alteração estava relacionada com a eficácia, ou não, do tratamento.
“Não temos dúvidas de que o tratamento à base de medicamentos e a psicoterapia são eficazes, mas não para toda a gente. Ter um exame como este ajuda-nos a prescrever a melhor terapia para cada paciente”, afirma David Mohr, co-autor do estudo.
Atualmente, o método de diagnóstico da depressão é subjetivo, uma vez que se baseia em sintomas não específicos, como a fadiga e a alteração de humor, que podem ser associados a diversos problemas físicos e mentais. Este diagnóstico depende também da habilidade do paciente em reportar os seus sintomas e a do médico em interpretá-los.
CG, ZAP
Conclusões: “A Depressão e o Esgotamento”
_ Fórum de Abril
Conclusões:

A relação entre “depressão” e “esgotamento”
A relação entre “depressão” e “esgotamento”, é que a depressão é uma doença que precisa de um tratamento adequado. É tida como perda do interesse ou prazer para realizar as atividades diárias e caracteriza-se pelo cansaço físico, falta de energia e motivação, sentimentos de culpa ou falta de esperança.
Esgotamento é um termo comum, não clínico para designar um estado de “cansaço extremo”, ansiedade, um colapso nervoso, ou pânico, descreve a experiência de estourar sob pressão acentuada, uma exaustão física ou mental, lembrando por vezes, um estado físico e de humor semelhante ao verificado na depressão.
A designação “Esgotamento” pode ter origem num colapso mental ou ataque de pânico.
As causas de um Colapso Mental/Nervoso podem incluir:
Mágoa crónica e não-resolvida; problemas sociais, familiares, académicos, no trabalho, Stress social, Fome e pobreza, Insónia crónica ou outros transtornos do sono; uma doença séria de um familiar; morte de um familiar, divórcio, gravidez, deceção sentimental, carga muito alta de tarefas ao mesmo tempo, falta de compreensão e diálogo.
No entanto, problemas médicos ou pessoais capazes de disparar um colapso podem ser evitados com ajuda psicológica.
O súbito e agudo aparecimento, das seguintes doenças mentais pode ser considerado como colapso:
- Depressão;
- Transtorno bipolar;
- Transtorno da ansiedade;
- Psicose;
- Dissociação;
- Stress pós-traumático;
- Stress severo.
Quanto à depressão como patologia: O estado depressivo é mais do que um estado de humor “triste”, este estado surge devido a uma perturbação ou transtorno psiquiátrico que afeta indivíduos em qualquer idade.
Caracteriza-se pelo desinteresse, apatia e pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insónia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).
Ou seja, depressão não é tristeza.
O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor “triste”, por se tratar de uma condição duradoura (a pessoa sente-se triste a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa.
Alguns dos sintomas da depressão são a insónia (muito comum), a dificuldade de se concentrar, irritabilidade e descuido da higiene pessoal. As pessoas que estão deprimidas podem sentir-se oprimidas e exaustas deixando completamente de participar em certas atividades quotidianas.
Podem deixar de interessar-se por assuntos relacionados com a família e amigos. Deixam de importar-se com as suas vidas. Perdem o sentido de futuro, deixam de ter prazer nas coisas que anteriormente lhe eram significativas. Os pacientes costumam aludir ao sentimento de que tudo lhes parece fútil, ou sem real importância. Acreditam que perderam, de forma irreversível, a capacidade de sentir alegria ou prazer na vida. A pessoa deixa de acreditar que consegue dar a volta à situação e por consequência deixa de fazer planos para o futuro.
Tudo lhes parece vazio e sem graça, o mundo é visto “sem cores”. Em crianças e adolescentes, sobretudo, o humor pode ser irritável, ou “rabugento”, ao invés de triste. O sentimento de culpa é muito vincado. Certos pacientes mostram-se antes “apáticos” do que tristes, referindo-se muitas vezes ao “sentimento da falta de sentimentos”. Constatam, por exemplo, já não se emocionarem com a chegada dos netos, ou com o sofrimento de um ente querido, e assim por diante.
Algumas pessoas deprimidas podem chegar a ter pensamentos de morte ou suicídio, esta parece-lhes ser uma solução para os seus problemas, mas na verdade não passa de um erro de raciocínio. Um conjunto de caminhos deturpados pela condição em que a pessoa se encontra.
As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, rejeição, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença. Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina.
É necessário mencionar ainda, que existem dois tipos de depressão: a depressão reativa, que responde a um facto doloroso como a perda de um familiar, um divórcio, demissão do trabalho ou qualquer outro trauma emocional, e a depressão endógena que se deve a desordens biológicas e hormonais, que pode até ser hereditária.
Algumas dicas úteis:
🙂
- O exercício é tão poderoso como um antidepressivo, por isso é uma excelente ferramenta para apoiar o tratamento de uma depressão. Quando nos exercitamos, nosso corpo ativa a produção de endorfina e serotonina, hormonios do bem-estar, que ajudam a diminuir a ansiedade e elevar a autoestima. Pode praticar natação, correr, fazer ioga, pilates, etc.; as opções são infinitas e todas funcionam.
Enfrentar uma depressão a sós é muito difícil. Ligue para um/a amigo/a, desabafe, conte o que se passa e, principalmente, como se sente. Não está sozinho/a, milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão e conseguem seguir adiante, no entanto, precisa de apoio.
Quando desabafamos e falamos abertamente do que acontece, nosso corpo segrega oxitocina, hormonio produzido pela hipófise, e que no cérebro se relaciona com a confiança e as relações pessoais. Evite fechar-se, desabafar e compartilhar é parte da solução.
- O chocolate é um dos alimentos que também ajuda num estado de depressão, já que é rico em triptófano, um aminoácido que o corpo não produz e que intervém na produção de serotonina. Não é recomendável que coma uma barra de chocolate cada vez que se sentir deprimido, mas pode optar por comer um pouco durante alguma crise.
- Procurar um hobby também pode ajudar. Certeza que existe alguma atividade que sempre quis fazer e sem dúvida este é o melhor momento. Jardinagem, costura, aulas de inglês e até de artesanato, podem ser muito úteis para melhorar seu estado de ânimo.
Além disso, estas atividades são ideais para conhecer novas pessoas, fazer amizades, ocupar a mente e parar os pensamentos negativos que advêm da depressão.
Quando ajudamos os outros ajudamo-nos a nós mesmos, por isso fazer um trabalho social é sempre uma excelente ideia para se sentir bem, e perceber que não somos os únicos que passamos por momentos difíceis.
Entender que todos precisam de ajuda, inclusive nós mesmos, é necessário e importante.
Pode aderir a uma fundação ou projeto social na comunidade por exemplo. Em pouco tempo, verá que o conceito que tinha de si próprio, melhorará e sentir-se-á duplamente agradecido/a.
- A meditação é excelente para a introspeção, para se conectar consigo próprio, com as suas emoções, e ajuda a enfrentar e relacionar-se melhor com o mundo ao seu redor. São muitas as pessoas que apoiaram o seu tratamento na meditação.
Não esquecer que é recomendável procurar ajuda porque poderá ser uma depressão endógena.
Teoricamente a depressão reativa não deveria durar mais de seis meses, e quando passa este período de tempo é necessária um apoio ou assessoria psicológica ou psiquiátrica, para encontrar ferramentas personalizadas e adequadas para superar a depressão.
Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão.
Este tema sugere ainda uma reflexão teórica acerca do estigma da depressão no fenómeno social da doença mental.
Sobre o tratamento da depressão, é preciso articular as visões psicanalíticas com os temas sociais e ter em conta que a psiquiatria entende a depressão como um transtorno, a psicanálise por sua vez, compreende a depressão como um sintoma, inerente ao sujeito. Vários estudos indicam que o tratamento pela psiquiatria e outras abordagens terapêuticas, perece seguir determinada padronização. Todavia o tratamento psicanalítico privilegia a singularidade do sujeito, o caso a caso.
Este tema, defendem muitos autores, ainda vai constituir um diálogo fértil entre a psicanálise e a psiquiatria.
Os resultados de uma nova pesquisa reforçam que, excepto em casos crónicos da doença, a melhor forma de combater a depressão é aliar ou combinar doseadamente, remédios antidepressivos com sessões de terapia cognitiva, em comparação com tratamentos baseados unicamente em medicamentos. Segundo o estudo, o método combinado é até 30% mais eficaz do que o uso isolado do remédio.
CONHEÇA A PESQUISA:
Título original: Effect of Cognitive Therapy With Antidepressant Medications vs Antidepressants Alone on the Rate of Recovery in Major Depressive Disorder
Dados importantes:
A Depressão será a doença mais comum do mundo em 2030, diz OMS
Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, nos próximos 20 anos, a depressão deve se tornar a doença mais comum do mundo, afetando mais pessoas do que qualquer outro problema de saúde, incluindo cancro e doenças cardíacas. Segundo a OMS, a depressão será também a doença que mais gerará custos económicos e sociais aos governos, devido aos gastos com tratamentos para a população e às perdas de produção.
Foi um bom Fórum.
🙂
Obrigada.
Boa continuação dos estudos!
Ana Rita
Fórum de Abril: “A Depressão e o Esgotamento”
Neste mês de Abril apresentamos um tema interessante e que nos fará a todos pensar um pouco.
A relação entre “depressão” e “esgotamento”.
Os fatores de desgaste do dia-a-dia, trazem fadiga e stress.
E o excesso de cansaço pode significar alguma enfermidade ou até um distúrbio orgânico.
O desânimo e cansaço costumam estar relacionados com a rotina, pessoas que ficam presas no trânsito, se aborrecem em discussões, tendo ao mesmo tempo que dar conta de várias tarefas, tudo isto pode desencadear esgotamento físico e mental, e sentir-se exausto logo ao acordar, pode ser sinal de doença à vista.
Qual a diferença entre esgotamento e a depressão?
Ambas representam situações semelhantes, relacionadas com o stress, cansaço, incapacidade de reação, mau humor, frustração e com outras doenças. Mas serão a mesma coisa?
A depressão é tristeza?
Porque se diz que “estamos a ficar esgotados” com determinada situação? E porque se associa o termo “Depressão” a todas as instabilidades físicas e psicológicas do indivíduo?
Quais as diferenças a nível de sintomas relativamente a uma “depressão” e um “esgotamento”? Existe realmente o termo “esgotamento” psicologicamente falando?
Este tema sugere ainda, uma reflexão teórica acerca do estigma da depressão no fenómeno social da doença mental.
Por isso, é importante referir, as questões do tratamento da depressão, articular as visões psicanalíticas com os temas sociais e ter em conta que a psiquiatria entende a depressão como um transtorno, a psicanálise por sua vez, compreende a depressão como um sintoma, inerente ao sujeito.
O tratamento pela psiquiatria e outras abordagens terapêuticas, perece seguir determinada padronização. Todavia o tratamento psicanalítico privilegia a singularidade do sujeito, o caso a caso. Este tema, defendem muitos autores, ainda vai constituir um diálogo fértil entre a psicanálise e a psiquiatria.

Em que é que os estados depressivos influenciam o indivíduo no seu dia-a-dia, afetam o seu desempenho, comportamento, atitudes e emoções?
Este é o tema que vai ser tratado no fórum deste mês!
Nas unidades do Curso, abordamos este tema de forma mais exaustiva, mas não é o que se pretende aqui. Pretendemos que se levantem aqui algumas questões práticas e para que se compreendam estes conceitos.
Reflita sobre o assunto e se desejar, recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.
Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda, comentar as participações dos colegas.
O post de cada formando, não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta em 20% para a avaliação da Unidade.
Bom Fórum para todos!
Ana Rita
Notícia: Afinal quantas horas devemos dormir por noite? Os números foram atualizados.
Nem a menos nem demais.
O número de horas que devemos dormir está cientificamente estudado e varia de acordo com a idade. Uma fundação norte-americana atualizou o intervalo ideal.
Todos temos uma noite mal dormida de vez em quando, é um processo do qual se recupera com mais ou menos facilidade e de onde não surge mal maior. Já os distúrbios recorrentes mexem com a saúde e estão diretamente relacionados com problemas tais como a obesidade, défice de atenção ou disfunções psíquicas — além da estabilidade na memória e no raciocínio, já aqui escrevemos que o sono limpa o cérebro.
A necessidade fisiológica do sono está diretamente relacionada com a idade. À medida que envelhecemos vamos tolerando menos horas de sono, mas nunca menos de sete, sugerem os especialistas. O número de horas recomendadas é revisto com regularidade e foi agora atualizado.
Estes valores não são rígidos, muitas pessoas precisam de dormir mais e outras menos, a necessidade varia não só com a idade, é também influenciada por fatores tais como a condição física e o estado de saúde. Ao número de horas de sono juntam-se as recomendações do costume: evitar o consumo de cafeína e de álcool nas horas que antecedem a ida para a cama e claro, manter-se longe do telemóvel, tablet ou computador. E quando dormir menos bem, se puder compense com uma sesta.
A National Sleep Foundation é uma fundação constituída por um painel multidisciplinar de 18 elementos, especialistas de diversas áreas que se dedicam à avaliação de literatura científica sobre o sono. Esta equipa é responsável pela produção de relatórios anuais onde é analisada, por exemplo, a relação dos hábitos de vida com o sono.
Conclusões do Fórum: O Sono, a aprendizagem e os Sonhos
O sono é essencial para a vida e é a base de muitas funções fisiológicas e psicológicas do organismo, como sejam a reparação dos tecidos, o crescimento, a consolidação da memória e a aprendizagem.
Sempre ouvimos dizer que dormir o suficiente é fundamental para ter um bom desempenho e manter a saúde.
Não dormir bem coloca em risco a sua própria segurança. O fato de não dormir bem durante a noite pode causar sonolência durante o dia. O que tem um efeito direto sobre o quão bem pode operar máquinas pesadas ou conduzir um carro, e podem até mesmo induzi-lo a fazer alguns pequenos erros na execução de tarefas simples.
Uma boa noite de sono melhora o humor. Dormir bem permite ter mais paciência, mais concentração, e seremos menos irritáveis. Tem energia suficiente para aproveitar o dia, e as rotinas são mais suportáveis.
Uma boa noite de sono leva a uma melhor saúde do coração, o que permite que todo o organismo funcione melhor. Não dormir o suficiente pode causar hipertensão, altos níveis de stress, e batimentos cardíacos irregulares (arritmia). O stress crónico também é muito mau para a sua saúde, naturalmente.

Finalmente, o sono é um fator importante para a nossa saúde em geral. A falta de sono deprime o sistema imunológico de modo que eles se tornam mais provável ter doenças e até mesmo cancro.
Com uma boa noite de sono vai sentir-se melhor em todos os sentidos.
O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. Nesse momento o organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.
Mas, quanto precisamos, afinal, de dormir?
Trata-se de uma pergunta não só de interesse social, mas também científico que tem sido objeto de várias pesquisas. O número de horas anunciadas pela maioria dos especialistas é de 8 horas. Mas, enquanto algumas pessoas dizem que não se sentem descansadas com menos de 9 ou 10 horas de sono, outras sentem-se muito bem dormindo menos de 6 horas por noite. Então, a necessidade individual de sono depende de hábitos, ou dos nossos genes? Uma pesquisa publicada na revista Sciences refere a existência de influência genética no número de horas que cada individuo precisa para se sentir descansado.
O sono é uma necessidade do nosso organismo caracterizado principalmente quando o cansaço mental é prolongado e as concentrações de cortisona diminuem e as de melatonina acrescem, ocasionando a vontade de dormir. O organismo começa a reorganizar seus sistemas para retomar uma nova etapa de atividades. A imunidade é fortalecida, as células são restauradas e a memória é consolidada.
As crianças e os adolescentes necessitam de pelo menos 9 horas diárias de sono, os adultos precisam de aproximadamente 8 horas, mas estudos compravam que a carga horária de sono pode variar de indivíduo para indivíduo.
As crianças que não dormem corretamente podem apresentar sonolência excessiva durante o dia, irritabilidade, frustração, dificuldade de articular os impulsos e emoções e manter a atenção.
Estudos apontam o sono como uma importante ferramenta para a consolidação da aprendizagem, uma vez que permite a perpetuação e memorização de todo o conteúdo que foi aprendido durante o dia.
O processo de aprendizagem pode ser compreendido nas seguintes esferas: a primeira durante a prática, a segunda durante as horas iniciais de sono e a terceira e última durante o estágio final do sono, o denominado “o sono dos sonhos”.
Quando não dormimos bem, nossa memória fica falha, ficarmos irritadiços e isso acarreta cansaço, dor de cabeça e indisposição. Quando acontece uma brusca redução das horas de sono isso pode suceder à diminuição da produção de insulina e aumentar a de cortisol.
Uma boa noite de sono propicia um maior vigor físico e mental, previne a osteoporose e a flacidez muscular.

Sabemos que nem sempre se consegue um sono reparador e de qualidade.
Causa ou consequência disso são as perturbações do sono.
Entendendo-se como perturbação, o distúrbio que causa problemas ao indivíduo nas suas interações com o ambiente. Estas perturbações podem ter várias etiologias, e, de acordo com isso, podem dividir-se em quatro grupos:
- Perturbações primárias que não derivam de nenhuma causa externa, originando-se no próprio indivíduo;
- Perturbações decorrentes de transtornos psiquiátricos como a ansiedade, depressão, psicoses, etc.;
- Perturbações que decorrem de alterações físicas em geral, que prejudicam o sono, como falta de ar, dores, desconforto;
- Perturbações do sono induzidas pelo uso de medicação ou outras substâncias.
Falando de sono, não podemos deixar de referir o sonho, pela estreita relação existente entre ambos. E, tal como o sono, o sonho também pode ser bom e apaziguador, ou, pelo contrário, todos já experimentamos sonhos que nos causaram inquietação.
Freud, um dos autores que mais estudou esta temática, dizia que os sonhos, na sua maioria, são como que guardiões do sono e protegem a pessoa que dorme das excitações demasiado vivas e das tensões insuportáveis da vida quotidiana, que a impediriam de descansar (será por isso, segundo o autor, que a maior parte dos sonhos não nos acorda nem deles nos lembramos ao despertar), além de exprimir uma realização de desejos.
Foram muitos os discípulos de Freud que como ele se ocuparam do estudo dos sonhos. Wilhelm Stekel, dizia que “sonhar significa viver o passado, esquecer o presente e pressentir o futuro”. Jung, ao analisar inúmeros sonhos dos seus pacientes, concluía que o sonho possui forças naturais que auxiliam o ser humano no seu processo de individualização.
Ao longo do tempo foram dados diversos significados para o sonho.
Um significado, porém, bastante relevante foi o psicanalítico, usado até hoje para justificar a origem dos sonhos na terapia psicanalítica. Apesar das pequenas mudanças que ocorreram, o significado dos sonhos, para a psicanálise, continuou o mesmo.
Os sonhos, para a psicanálise, no sistema criado por Freud, são desejos reprimidos que se manifestam quando há junção do consciente com o inconsciente. Sendo o sono um estado de equilíbrio psíquico entre o real e o irreal, este torna-se propício para a manifestação do inconsciente, uma vez que o inconsciente aparece somente quando entra em contato com o consciente.
Considera que o sonho é a realização mascarada dos desejos e impulsos reprimidos.
A neuro-ciência explica de outro modo a existência do sonho, mas depois de comparado este significado com da teoria psicanalítica, perceberemos a grande congruência entre ambos os significados.
E, como tão bem diz o poema de António Gedeão, “O sonho comanda a vida”, serão os nossos sonhos, e a luta pela sua realização que nos ajudam a caminhar, crescer, e…viver?
Ana Rita
Fórum de Março: O Sono, a aprendizagem e os sonhos
O Sono, a aprendizagem e os sonhos
Neste mês de Março apresentamos um tema muito interessante e que naturalmente nos fará a todos pensar um pouco.
A importância do Sono para o indivíduo, em que é que o sono pode influenciar o processo de aprendizagem, das crianças, jovens e adultos, e os Sonhos, o que são e o que representam?
O sono passou a ser considerado FUNDAMENTAL para o desenvolvimento e bem-estar do indivíduo.
A aprendizagem é um processo contínuo de aquisição de conhecimento e que permite a integração completa do indivíduo no meio em que vive.
Quando dormimos, será que estamos apenas passivamente a recuperar de um dia cansativo, ou será mais do que isso? Será que estamos também num processo de consolidação da memória?
A minha avó costumava dizer que uma boa noite de sono era essencial para a aprendizagem. Ela insistia mesmo que o sono antes da meia-noite era o melhor. Normalmente, as crianças não se importam de ir para a cama quando têm sono, mas os adolescentes recusam-no como parte da sua emancipação sobre a influência parental.
E a nossa sociedade parece contribuir para isso: hoje em dia, dormimos menos 20% do que os nossos antepassados, porque trabalhamos mais horas e procuramos actividades sociais nocturnas (Hargreaves, 2000).
Freud criou a teoria da interpretação dos sonhos, baseia-se na conceção do inconsciente como um ente dinâmico, e no conteúdo latente e manifesto dos sonhos. Considera que o sonho é a realização mascarada dos desejos e impulsos reprimidos.
O que será que transmitem os sonhos, e que interpretação podem ter? Sabemos que este tema ainda é muito subjetivo, mas vamos abordá-lo.

“Os homens compartilham um único mundo, a não ser durante o sono, onde cada um habita o seu próprio.”. (Heráclito)
“O homem consagra ao sono mais de um terço de sua existência. Talvez esteja aí uma condição sine qua non do valor do investimento da parte ativa dos outros dois terços.” (Pierre Magnin)
Estes elementos contribuem e influenciam o indivíduo no seu dia-a-dia, afetam o seu desempenho, comportamento, atitudes e emoções. E nomeadamente, são fundamentais para o seu bem-estar e sobrevivência.
🙂
Isto e muito mais vai ser tratado no fórum deste mês!
No Curso, abordamos este tema de forma mais exaustiva, mas não é o que se pretende aqui.
Pretendemos que se levantem aqui algumas questões práticas e para que se compreenda como o sono pode ser fundamental para o ritmo biológico, as insónias, onde entra e como se relaciona com a aprendizagem, qual a importância do inconsciente e porque sonhamos?
Reflita de que forma é que estes elementos, o sono, a aprendizagem e os sonhos, podem influenciar os indivíduos.
Se desejar, recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Nota final:
«Respirar mais facilmente, dormir melhor» é o lema do Dia Mundial do Sono, que se assinala no dia 16 de Março.A iniciativa é promovida, a nível global, pela World Association of Sleep Medicine e pretende destacar a importância do sono e contribuir para a redução das perturbações do sono no seio da sociedade, através de uma melhor prevenção e gestão dessas perturbações.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.
Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda, comentar as participações dos colegas. O post de cada formando, não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta em 20% para a avaliação da Unidade.
Bom Fórum para todos!
Ana Rita













