Este é um espaço de aprendizagem colaborativa com discussão de temas relevantes para promoção da reflexão e partilha de conhecimento, opiniões e experiência.
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Janelas Inteligentes
Uma janela inteligente que poupa em cerca de 20% a energia dos edifícios.
Acresce que esta nova tecnologia “irá melhorar o conforto através do pré-aquecimento do ar de ventilação das fachadas norte, leste e oeste, e usando o ganho solar na fachada sul”. Já “para climas mais quentes, tem uma função de arrefecimento automático que permite a entrada da luz do dia, mas reduz o calor solar indesejado”.
Um projecto realizado na União Europeia por Universidades com o contributo da Universidade do Minho.
Leia o mais aqui nas ligações seguintes:
Ligação 1 – Clique aqui para abrir
Ligação 2 – Clique aqui para abrir
Leia estas notícias e indique, fundamentando se considera esta uma ideia de sucesso ou é mais fácil apenas abrir uma janela?
Já há dois anos que Portugal não gastava tão pouco carvão.
O consumo de carvão em Portugal sofreu uma queda acentuada no mês de abril, caindo 45% face ao volume consumido em março, de acordo com a Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
No mês de abril (o último para o qual a DGEG tem números detalhados) o país queimou 184 mil toneladas de carvão (183 mil toneladas para a produção de eletricidade). Trata-se do valor mais baixo dos últimos dois anos. É preciso recuar até abril de 2014 para encontrar um registo inferior (177 mil toneladas).
A queda na procura de carvão em abril esteve fortemente ligada ao impulso que a eletricidade de origem renovável teve nesse mês.
Em comparação com abril do ano passado, enquanto a produção elétrica das centrais alimentadas a carvão afundou 32%, a produção das barragens disparou 185% e a energia eólica aumentou 50% em termos homólogos, segundo as informações da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Considerando o consumo de carvão numa base anualizada (o período de 12 meses terminado em abril), a DGEG regista uma descida na procura deste combustível fóssil de 6% face ao consumo anualizado verificado em abril do ano passado.
Segundo a mesma fonte, em abril o carvão apresentava um custo de 54,1 euros por tonelada, abaixo dos 55,3 euros por tonelada de março, mas acima dos 50,3 euros da cotação de abril de 2015. Tendo em conta a descida de preço e de volume consumido, entre março e abril Portugal terá economizado 8,7 milhões de euros neste combustível.
Na sua estatística de combustíveis fósseis, a DGEG constata ainda que o consumo anualizado de gás natural cresceu 12% em termos homólogos, enquanto a procura de produtos petrolíferos recuou 1,1%.
De acordo com os dados da REN para o sector elétrico (que absorve a maior parte do consumo de carvão em Portugal), as centrais a carvão no primeiro semestre produziram menos 30% de energia do que em igual período do ano passado. Já a produção hídrica aumentou 105% e a eólica cresceu 16%. As centrais de ciclo combinado a gás natural baixaram a produção de eletricidade em 4% até junho.
Nesta notícia fica bem patente como as energias renováveis têm cada vez um papel mais central na produção energética do país.
Este mês queremos que pesquise e caracterize qual a taxa de penetração da energia solar fotovoltaica para a produção de energia eléctrica em Portugal. Qual a electricidade produzida anualmente? Quais as razões que encontra pela tímida representação desta energia face a outras fontes?
Drones na Construção Civil e Inspeção de Infraestruturas
O recurso a drones na construção e gestão de activos de infraestrutura para recolha de vídeos e imagens aéreas para obtenção de dados para suas decisões estratégicas é já uma realidade.
Ao contrário do que já acontece há algum tempo na Agricultura de Precisão, onde as aeronaves tripuladas e orientadas por satélite já são realidade e estão facilmente disponíveis aos produtores. Na construção civil e nas inspeções profissionais historicamente haviam poucas opções.
Até recentemente o processo de planeamento de construção e documentação era 100% manual. Contratar helicópteros ou aviões para tirar imagens aéreas era demasiado caro ou logisticamente inviável devido às restrições de espaço aéreo. Então chegaram os pequenos drones, ou multirrotores particulares, que apareceram aos montes e quando bem operados e devidamente legalizados podem voar com segurança em altitudes mais baixas e bem mais próximos dos objetos, bem diferente de antigamente.
No mundo da inspeção os drones proporcionam um custo muito mais baixo para o serviço. A grande vantagem é que o trabalho é realizado com 100% de segurança, evitando o uso de profissionais qualificados em rapel, utilizando cordas, escadas, andaimes.
Uma inspeção tradicional (com cordas) para aceder a um parque eólico pode envolver dois ou três trabalhadores, que precisam de pelo menos metade de um dia para começar o trabalho e conseguir produzir uma série de fotos para um relatório que deve ser feita a cada 12 ou 18 meses. Já com os drones é bem diferente.
Existem muitos outros exemplos dos benefícios que os drones podem oferecer comparados às abordagens tradicionais; uma inspeção padrão de uma ponte custa leva de oito a dez horas, utiliza uma equipe de quatro pessoas e equipamentos pesados. A mesma inspeção com um drone precisa de apenas duas pessoas e é realizada em apenas duas horas a um custo significativamente mais baixo.
Considerando a notícia apresentada, gostaríamos de saber que no seu contexto pessoal ou profissional já observou um Drone em acção? Que inconvenientes ou ameaças encontra para a utilização destes equipamentos?
https://www.youtube.com/watch?v=KCDGBx_1_cU&w=560&h=315
A associação de defesa do consumidor DECO testou alguns dos produtos à venda no mercado que se anunciam como economizadores de energia. São inúteis, enganosos e perigosos para o consumidor.
A DECO testou em laboratório o Eco-Saver, Energy Saver Pro, Mister Plugins, Inteligent Power Saver, Eletricity Saving Box, ELECEQ, produtos que se anunciam como economizadores de energia, e concluiu que falham nas suas duas promessas (poupar energia e estabilizar a corrente), além de apresentarem problemas de segurança.
Autênticas cópias uns dos outros, segundo a associação, estes aparelhos prometem poupar 30 a 75% de electricidade e custam entre 10 euros, como o ELECEQ, e quase 80 euros, no caso do Electricity Saving Box, e não cumprem a função de poupar energia.
Segundo a DECO, mesmo quando os electrodomésticos estão desligados, os aparelhos de “poupança de energia” apresentam eles próprios consumo energético – e o consumidor paga o mesmo na factura final.
Os aparelhos testados “não apresentam nenhuma tecnologia revolucionária” que sustente os resultados anunciados e, pelo contrário, apresentam risco de electrocussão nos terminais eléctricos.
Desde 2012 que a DECO testa estes produtos, com resultados semelhantes. “As conclusões mantêm-se, os modelos que já existiam continuam a poder ser vendidos e continuam a aparecer novos aparelhos no mercado”, diz a associação.
Ainda segundo a DECO, em Itália a Energy Saver Pro foi sancionada com uma multa de 30 mil euros por publicidade enganosa e práticas comerciais desleais.
A associação de defesa do consumidor apresentou entretanto nova denúncia de publicidade enganosa à Direcção-Geral do Consumidor e exigiu à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica que retire estes produtos do mercado por não serem seguros.
Imagine que, como profissional, um cliente lhe pediria para instalar estes aparelhos de poupança energética em casa, como lhe justificaria que estes equipamentos ou quaisquer outros “filtros economizadores” simplesmente não funcionam? Que alternativas de poupança poderia recomendar ao seu cliente?
Considerando o artigo anterior, este mês gostaríamos de conhecer a sua perspectiva como profissional ou conhecedor do sector como se apresenta o mercado em Portugal? Nota um crescimento ou não do sector da Construção? Quais as áreas nas quais existe mais procura? Acha que a internacionalização, nomeadamente em África, ainda é uma opção.
Aguardamos os seus comentários.
Actualmente com uma sociedade cada vez mais digital, do qual um exemplo muito próximo é o vosso curso, perde-se um pouco o contacto com algumas realidades de alguns anos atrás.
Neste momento temos muita facilidade de meios, nomeadamente a Internet, permitindo esta além de inúmeras outras possibilidades, as compras online.
Ao invés de nos deslocarmos à loja do fundo da rua, comparamos preços e adquirimos produtos à distância de um clique.
A questão que pretendo ver respondida é se, quer no âmbito do vosso curso ou actividades profissional na construção civil quer em termos pessoais, efectuam compras online.
Exemplificando:
• adquirem ferramentas ou materiais de um site em Inglaterra ou na China e esperam que vos venham trazer por correio ?
• telefonam para uma loja e fazem um pedido de entrega (vulgar em peças automóveis de menor dimensão, em alguns materiais de construção, em refeições feitas – Pizza) ?
• dirigem-se apenas às loja e fazem compras presenciais ?
• usam site de compras como Continente Online, Fnac Online, etc ?
Pretendo que se baseiem quer na vossa experiência profissional quer pessoal.
Aguardo os vossos comentários!
A Vestas, uma empresa situada na Dinamarca, especialista em turbinas e geradores, lançou o maior gerador eólico do mundo, com a referência V164-8, números esses que dizem respeito às características impressionantes desta nova máquina dos céus!
Números impressionantes!
Esta grande e potente máquina tem um diâmetro total de 164 metros e cada hélice (ou lâmina) pesa 35 toneladas e mede 80 metros de comprimento! Construída para gerar enormes quantidades de eletricidade, mais precisamente, 8 megawatts (ou 8.000.000 watts), energia suficiente para alimentar cerca de 10 mil casas, este gerador consegue capturar enormes quantidades de vento, de uma área total superior a 21 mil metros quadrados.
A nacele deste novo gerador, o corpo principal onde é colocado o gerador, pesa 390 mil quilos e tem de comprimento 20 metros, por 8 metros de altura e 8 metros de largura, o dobro do tamanho de uma casa de tamanho médio!
Este mês queremos que investigue sobre a utilização da energia eólica em Portugal.
Qual a capacidade instalada? Estamos abaixo da nossa capacidade ou não? Quais as áreas com maior capacidade e rentabilidade de explorar as energias renováveis para a produção de energia eléctrica?
Fórum Abril – Diferenças Salariais
Este mês, porque estamos em abril, queremos reflectir um pouco na problemática que afecta a grande maioria dos portugueses; as elevadas diferenças salariais entre as diferentes profissões. Se antigamente as qualificações eram o motivo na origem das grandes diferenças salariais entre os empregados das mais variadas profissões, actualmente, e como o anterior artigo apresenta tal parece já não ser determinante. Efectivamente o excesso de qualificações (mestrados, doutorados) é muitas vezes dissimulados de candidatos à procura de emprego que recorrentemente recorrem a empresas de trabalho temporário ou em call center com vínculos contratuais precários. Por outro lado, profissões de técnicos, eletricistas, mecânicos, instaladores ou profissionais liberais mantêm uma procura relativamente estável no trabalho e começam a ganhar valor face a licenciados cursos como línguas, gestão ou mesmo advocacia.
Face ao exposto queremos que nos indique qual o intervalo médio do salário no seu sector profissional (não o seu), se o considera justo e porque razão pensa que certas profissões como advogados ou arquitetos ou professores são atualmente tão mal remuneradas.
Salários mais altos para soldadores do que engenheiros
Serralheiros, canalizadores e torneiros mecânicos podem conseguir ordenados mais altos do que arquitetos ou advogados, em três mil ofertas de emprego anteriormente disponíveis em Portugal, segundo o portal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Num estudo anteriormente feito sobre o portal “netemprego” era oferecido um lugar para um engenheiro mecânico, em Lousada, com conhecimento de três línguas (inglês, francês e espanhol) e um salário de 600 euros, inferior aos 800 euros pagos a um mecânico, em Alcobaça, um serralheiro mecânico, no Pombal ou a um montador de tubagens, em Valença.
Por 750 euros existiam também vagas para um eletricista, com o 4º ano de escolaridade, em Coruche, e 700 euros é quanto é oferecido a um canalizador ou um operário do fabrico de rolhas de cortiça, em Santa Maria da Feira. O mesmo salário é oferecido a engenheiros civis, em Faro e Lisboa, com a obrigação de falarem inglês fluentemente.
No mesmo portal, existiam também duas outras vagas para advogados com salários de 840 e 850 euros, em Odivelas e Viana do castelo. O ordenado mínimo nacional, cerca de 500 euros, é a oferta para um engenheiro agrónomo, em Trancoso, o mesmo proposto a um trabalhador agrícola para a apanha do tomate, em Mora, no Alentejo, e metade dos 834 euros oferecidos a um tratorista agrícola, em Viana do Castelo.
No setor agrícola destacam-se os 1.500 euros oferecidos a um casal que queira ser feitor/caseiro numa quinta da Covilhã. Os salários mais altos, entre as ofertas disponíveis, são propostos a um mecânico de máquinas, com o 9º ano, a ganhar 1.500 euros, em Alvalade, e um lugar permanente de dois mil euros mensais para uma interprete de alemão e inglês, com conhecimento de finanças, banca e seguros, em Lisboa.
No maior número de ofertas prevalece o salário mínimo ou valores próximos, mas há também empresas dispostas a pagar 850 euros a um pasteleiro, no Sabugal, com alojamento, 800 euros a um cozinheiro, na zona de Tavira, e 700 euros a uma empregada doméstica, na zona de Barcelos.
A maioria das mais de três mil ofertas de emprego correspondem a contratos temporários e algumas são disponibilizadas ao abrigo de medidas de estímulo ao emprego, criada pelo Ministério da Economia para apoio à contratação nas empresas.
http://economico.sapo.pt/noticias/estas-sao-as-profissoes-mais-bem-pagas-em-portugal_236977.html
Fórum Abril – Diferenças Salariais
Este mês, porque estamos em abril, queremos reflectir um pouco na problemática que afecta a grande maioria dos portugueses; as elevadas diferenças salariais entre as diferentes profissões. Se antigamente as qualificações eram o motivo na origem das grandes diferenças salariais entre os empregados das mais variadas profissões, actualmente, e como o anterior artigo apresenta tal parece já não ser determinante. Efectivamente o excesso de qualificações (mestrados, doutorados) é muitas vezes dissimulados de candidatos à procura de emprego que recorrentemente recorrem a empresas de trabalho temporário ou em call center com vínculos contratuais precários. Por outro lado, profissões de técnicos, eletricistas, mecânicos, instaladores ou profissionais liberais mantêm uma procura relativamente estável no trabalho e começam a ganhar valor face a licenciados cursos como línguas, gestão ou mesmo advocacia.
Face ao exposto queremos que nos indique qual o intervalo médio do salário no seu sector profissional (não o seu), se o considera justo e porque razão pensa que certas profissões como advogados ou arquitetos ou professores são actualmente tão mal remuneradas.
Salários mais altos para soldadores do que engenheiros
Serralheiros, canalizadores e torneiros mecânicos podem conseguir ordenados mais altos do que arquitetos ou advogados, em três mil ofertas de emprego anteriormente disponíveis em Portugal, segundo o portal do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Num estudo anteriormente feito sobre o portal “netemprego” era oferecido um lugar para um engenheiro mecânico, em Lousada, com conhecimento de três línguas (inglês, francês e espanhol) e um salário de 600 euros, inferior aos 800 euros pagos a um mecânico, em Alcobaça, um serralheiro mecânico, no Pombal ou a um montador de tubagens, em Valença.
Por 750 euros existiam também vagas para um eletricista, com o 4º ano de escolaridade, em Coruche, e 700 euros é quanto é oferecido a um canalizador ou um operário do fabrico de rolhas de cortiça, em Santa Maria da Feira. O mesmo salário é oferecido a engenheiros civis, em Faro e Lisboa, com a obrigação de falarem inglês fluentemente.
No mesmo portal, existiam também duas outras vagas para advogados com salários de 840 e 850 euros, em Odivelas e Viana do castelo. O ordenado mínimo nacional, cerca de 500 euros, é a oferta para um engenheiro agrónomo, em Trancoso, o mesmo proposto a um trabalhador agrícola para a apanha do tomate, em Mora, no Alentejo, e metade dos 834 euros oferecidos a um tratorista agrícola, em Viana do Castelo.
No setor agrícola destacam-se os 1.500 euros oferecidos a um casal que queira ser feitor/caseiro numa quinta da Covilhã. Os salários mais altos, entre as ofertas disponíveis, são propostos a um mecânico de máquinas, com o 9º ano, a ganhar 1.500 euros, em Alvalade, e um lugar permanente de dois mil euros mensais para uma interprete de alemão e inglês, com conhecimento de finanças, banca e seguros, em Lisboa.
No maior número de ofertas prevalece o salário mínimo ou valores próximos, mas há também empresas dispostas a pagar 850 euros a um pasteleiro, no Sabugal, com alojamento, 800 euros a um cozinheiro, na zona de Tavira, e 700 euros a uma empregada doméstica, na zona de Barcelos.
A maioria das mais de três mil ofertas de emprego correspondem a contratos temporários e algumas são disponibilizadas ao abrigo de medidas de estímulo ao emprego, criada pelo Ministério da Economia para apoio à contratação nas empresas.
http://economico.sapo.pt/noticias/estas-sao-as-profissoes-mais-bem-pagas-em-portugal_236977.html
Nicolau Copérnico ficaria orgulhoso da cooperativa criada em Lisboa, provavelmente em sua homenagem, 470 anos após a sua morte. E se o astrónomo polaco surpreendeu ao defender a teoria heliocêntrica, em oposição ao geocentrismo que colocava a Terra no centro do Universo, também a equipa da Coopérnico vê nas energias renováveis – e no Sol – a base de todo o seu projecto – ao invés de tudo o que damos como garantido nos nossos dias, como os combustíveis fósseis, e que não passam de recursos finitos e poluentes.
A história da Coopérnico – a portuguesa – iniciou-se em 2013, quando um grupo de 16 cidadãos apaixonados pelo desenvolvimento sustentável decidiu criar uma cooperativa dedicada à produção de energias renováveis.
Apesar de algum pioneirismo comunicacional sobre as renováveis, desde 2005, Portugal nunca conseguiu – ou nunca quis – realmente provocar nos seus cidadãos um entusiasmo que levasse as renováveis até um outro nível de relação com as pessoas. Este é, na verdade, o primeiro objectivo da cooperativa: envolver os cidadãos e empresas na criação de um novo paradigma energético – renovável e descentralizado – em benefício da sociedade e ambiente.
Numa primeira fase, estes 16 cidadãos juntaram parte das suas poupanças e investiram em projectos de energias renováveis, onde cada um é dono da parte que desejar. Tudo isto sem qualquer tipo de apoio estatal. “Tivemos, isso sim, o apoio de outras cooperativas europeias de renováveis, que participaram no investimento dos nossos primeiros seis projectos”, explicou ao Green Savers Nuno Brito Jorge, presidente da Coopérnico.
Hoje, a cooperativa tem 150 sócios e cresce ao ritmo de dois a três por semana – deverá fechar o ano de 2015 com o triplo dos aderentes. Todos os seis projectos desenvolvidos são na área da energia solar fotovoltaica – ou não se chamassem Coopérnico -, mas o grande desafio chega agora. “Estamos a desenvolver um outro tipo de projecto, mais ambicioso, [que passa pela] entrada no mercado livre de electricidade”, revelou Nuno Brito Jorge.
O modo de funcionamento da Coopérnico tem como pano de fundo a criação de uma comunidade de cidadãos e empresas interessados em contribuir para um novo modelo energético, social e empresarial. O objectivo da cooperativa é criar um núcleo por distrito. “No ano passado criámos dois núcleos regionais no Porto e Braga, a título experimental, e iniciámos o processo de criação de outros dois, em Santarém em Faro. Em Dezembro aprovámos o Regulamento de Núcleos Regionais e Iniciativas Locais e vamos agora iniciar a sua criação formal”, explicou o presidente da Coopérnico.
Um grupo de cidadãos criou uma “cooperativa” para produção de energia com um objectivo mais ambicioso de a comercializar.
Sabendo que se trata de uma pequena “empresa” e que o peso do Fotovoltaico na produção geral de energia em Portugal é inferior a 2%, que perspectiva poderemos ter sobre a evolução do mercado.