CEAC FÓRUM – As Birras

Caros alunos,
No Fórum CEAC deste mês vamos refletir um pouco sobre como lidar com as birras.
As crianças entre os 18 meses e os cinco anos, fazem birras de variadas intensidades e feitios e pelos mais variados motivos, atingindo o seu auge entre os dois e os três anos.
De uma maneira geral, as birras são naturais, saudáveis e inevitáveis fazendo parte do normal desenvolvimento. Longe de ser um sinal de infelicidade é uma forma da criança crescer e adquirir uma visão mais madura acerca do funcionamento do mundo.
Como se manifestam?
Algumas crianças no segundo e terceiro ano de vida têm a tendência para tentar todas as espécies de comportamentos. A birra manifesta-se através de uma descarga explosiva de tensão, manifestada por rubor facial, aumento do ritmo respiratório e cardíaco associado a uma forte agitação corporal. Frequentemente gritam a plenos pulmões e podem deitar-se para o chão. Algumas experimentam a sensação de morder, dar beliscões, arranhar, atirar objetos para o chão, entre outros comportamentos.

Porque acontecem?
A partir do segundo ano de vida a criança adquire várias capacidades e aptidões, começa a andar, a falar sendo um período divertido e excitante. Começa a dar os primeiros passos na exploração da sua independência. Vive num contínuo vaivém, entre os seus desejos e progressos de independência e a sua necessidade de proximidade de segurança com os seus pais. Com a insaciável necessidade de conhecer e explorar o mundo que a rodeia, experimenta em simultâneo uma grande ambivalência interna e, surgem naturalmente as primeiras birras.
As birras não são mais do que um comportamento que reflete uma luta interior “quero ou não quero? Devo ou não devo?”. Na realidade, as birras tal como os acessos de humor do adolescente são sinais da luta para se separar, da luta para definir uma identidade.

Nestas idades, a palavra “não” torna-se numa das favoritas. O negativismo e a teimosia constituem características frequentes e próprias desta faixa etária (mais frequente entre os 18 meses e os 3 anos sensivelmente). Sentem muitas vezes necessidade de explorar os limites de tolerância de todas as pessoas que cuidam dela. Rapidamente aprende a agir e a aproximar-se do pai ou da mãe de maneiras diferentes.
É uma altura em que a criança se torna muito mais afirmativa e, pela primeira vez, começa a não obedecer. Os pais criam regras e os filhos naturalmente testam-nas. As birras são uma forma de descobrir se de facto as regras existem. Quando as crianças nestas idades ficam perturbadas têm tendência para reagir em vez de falar, o que significa que comunicam através do seu comportamento o seu mal-estar, sendo um desafio para os adultos decifrar as suas mensagens.
As birras podem se tornar assustadoras tanto para quem as vive como também para quem as observa. Assim, os pais embaraçados, envergonhados e até assustados são por vezes tentados a fazer de tudo para evitar que as birras aconteçam, ou seja, acabam por ceder aos desejos e caprichos dos seus filhos.

Tipos de birras
Apesar de existirem vários tipos de birras, são reconhecidas que a maior parte delas são basicamente desencadeadas por duas situações principais:
1 – Existem birras que estão relacionadas com a própria incapacidade da criança em levar uma atividade até ao fim para o qual ainda não está preparada. Quando as crianças estão cansadas, com fome, com sono, ou quando lidam com mudanças de hábitos ou rotinas podem se sentir frustradas e por isso explodir facilmente. A criança, que por exemplo, ainda não consegue gatinhar pode exibir uma birra por não suportar a frustração de não conseguir obter o objeto que busca. Os comportamentos agressivos como morder, dar pontapés, puxar os cabelos ou atirar objetos para o chão num acesso de fúria, estão habitualmente relacionados a períodos de sobrecarga emocional sendo uma forma de reagir ao stresse perante uma situação nova ou de algum modo especial. Também é frequente este tipo de birras ocorrerem no final do dia ou quando a criança se encontra demasiado cansada ou aborrecida, sendo uma forma de descarregar e descomprimir as emoções acumuladas.
2 – A birra também poderá estar associada ao conflito interno próprio da criança e à batalha para conseguir fazer as coisas à sua maneira. Este tipo de birra acontece quando a criança tenta manipular alguém de modo a obter o que deseja fazendo grande algazarra. Quando a criança insiste e faz uma cena aos berros, para obter por exemplo um brinquedo, está a afirmar o seu desejo e vontade.
Pontos Chave
A sensação de segurança de uma criança baseia-se no amor e na autoridade demonstradas pelos pais. A indecisão dos mesmos faz com que a criança se sinta insegura e essa insegurança repercute-se naturalmente através de problemas comportamentais. Quando se apercebem da falta de firmeza e consistência dos pais depressa assumem atitudes de manipulação e transgressão das regras.
Um segredo sensível é a capacidade dos adultos que cuidam da criança se manterem firmes, fazendo que as birras não compensem. As birras podem ser aproveitadas para ensinar e ajudar a criança a encontrar formas de se controlar e tolerar a frustração.
A maior parte das crianças tenta a sua sorte utilizando a manipulação através das birras . Os pais ao saberem lidar com elas, farão com que depressa desapareçam.
Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema das BIRRAS das crianças, pesquise ou identifique maneiras de lidar com esta situação ou partilhe a sua opinião/experiência.
Para participar neste Fórum CEAC basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.
Cotação: 20% da média da Unidade em estudo.
As Birras
As birras uma coisa que ninguém quer ter de lidar, mas que é inevitável.
Muitas das vezes o problema é as crianças não terem regras bem definidas, não saberem como agir em certas situações, o que podem ou não podem fazer nos diferentes lugares que frequentam.
Para começar deve-se falar com a criança e explicar que tipo de comportamento esperamos dela em determinada situação e que consequência pode haver se não o cumprirem. Mas nunca se deve ameaçar com castigos que não vai cumprir, pois a criança vai acabar por perceber que podem repetir aquele comportamento pois o castigo nunca acontece.
Durante a birra o adulto que está com a criança deve manter a calma, ter paciência, não alterar a voz. Nunca devem ceder às birras por vergonha do que os outros vão dizer ou por se sentirem culpados de algo que aconteceu antes, desta maneira vão mostrar á criança que ao fazerem a birra vão conseguir o que querem e apoiar este tipo de comportamento. Ao não ceder estamos a ensinar á criança que há regras, que não pode ter tudo o que quer quando quer, há limites que têm de ter, aprendem também a lidar com a frustração e que têm de trabalhar para terem o que querem.
No entanto se as pessoas souberem lidar com as birras, estas acabam depressa pois a criança percebe que não levam a lugar algum.
Para lidar com as birras deve-se ter regras claras, ser firme nas decisões se a pessoa diz não é não, manter a calma, não usar a força como por exemplo agarrar a criança por um braço e levá-la dali, deve ignorar a criança (birra) mesmo que a birra intensifique para chamar a atenção, não levantar a voz, não chamar a atenção para este comportamento. No fim deixar a criança um pouco sozinha para se acalmar e depois falar com ela sobre o que se passou e explicar a situação com clareza e de forma simples.
Quando era pequena a minha mãe tinha uma solução bastante simples e eficaz para lidar com as birras. Quando íamos às compras e eu queria algo e a resposta era não a birra começava, a minha mãe muito calma perguntava-me se eu tinha dinheiro para pagar, como não tinha não podia levar, porque a minha ma só tinha dinheiro para as compras dela. Posso dizer que resulta, faço o mesmo á minha afilhada, às vezes fica triste mas explico-lhe a situação e até dou o exemplo dizendo que também queria uma coisa mas não a posso levar e porque e lá passa.
As birras são a maneira de as crianças exprimirem através do seu comportamento o seu mal-estar, por isso deve-se estar atento.
Débora Santos
Educação Infantil
As birras fazem parte do crescimento da criança, hão de existir sempre temos e que aprender a lidar com elas, o que nem sempre é fácil. Uma das manifestações mais comuns das birras é os gritos. o grito na realidade é uma manifestação da própria vida em si, força, intensidade, vitalidade etc… A verdade é que para os pais acolher os gritos dos filhos é muito difícil pois é algo que incomoda e perturba os outros. quem e que ainda não foi olhado de lado pelo o seu filho estar a fazer birras? Eu já não é nada agradável os comentários do género que criança mal comportada, nao sabem dar educação em casa etc…
O facto é que existem vários tipos de birras que podem ser devido ao próprio temperamento da criança, podem ser devido a forma de comunicação que tem em casa se os pais tiverem uma comunicação agressiva em casa a criança vai ter também um comportamento agressivo e também pode ser a forma de conseguir algo que quer, funciona como espécie de manipulação vence pelo cansaço. Existem estratégias que podem fazer com que o numero de birras diminuam, aceitar a criança tal como ela é no momento da birra não gritando, insultar ameaçar ou castigar. Quando a criança acalma conversar com ela e explicar que aquele comportamento nao e o mais correcto e que esta birra vai ter uma consequência, é importante entender que a criança naquele momento ainda tem dificuldade em lidar com determinadas emoções e principalmente com a frustração. Mas se o pais nao cederem vão aprender a conseguir gerir cada vez mais as birras. Para isso é preciso que valorizem o momento em que os filhos se conseguem acalmar. Os pais não devem de ceder as birras pois se os pais cedem a criança começa a perceber que se tiver este tipo de comportamento consegue o que quer. A criança tem de entender que existem regras e que essas regras são impostas pelos pais e que são para cumprir.
Ana Catarina
Educação Infantil
EL7302S
As birras fazem parte do desenvolvimento normal, surgindo entre os 18 meses e os três anos. A intensidade e frequência quase sempre resultam da interacção entre o temperamento da criança e a resposta dos pais no momento da birra e na forma como a ajudam a lidar com as emoções fortes e a frustração, essa idade tem tanto de fascinante como de desconfortante quando temos de lidar com essas birras em publico. Para atravessar esta fase com mais tranquilidade, os pais têm que compreender esta dinâmica e ajustar as suas expectativas e perceber as oportunidades de intervir. como pais e educadores temos de mostrar a nossa compreensão mantendo as regras sempre bem firmes.
Maria João Furtado
curso de educação infantil
EL9623R
BIRRAS
Uma birra na minha opinião é a manifestação da criança a uma contrariedade imposta por um adulto.
A criança mostra vontade de insistir no querer algo ou fazer algo.
A criança precisa de ter regras e limites nas suas vontades e afirmações de certo fica melhor preparada para a vida adulta´digo por experiência própria é preciso haver paciência e firmeza e não ceder ou corre-se o risco de se voltarem a repetir as birras.
À criança deve ser explicado quando possível o porquê de não poder fazer ou ter algo, se a birra continuar é não voltar atrás na primeira decisão,assim de certo a criança irá perceber rapidamente que não vale a pena fazer birras.
Digo aos meus filhos muitas vezes não é não percebem perfeitamente que não vale a pena insistirem.
MARIA GUERREIRO
PUERICULTURA
As birras começam como foi dito para definir o comportamento.
As crianças vão ao supermercado vem um produto que gostam pede aos pais e os pais disse que não e as crianças começam a fazer birra e a sentarem- se no chão.
E a dizer aos pais que são maus eu vejo isto desde em quando nos supermercados.
E quando vão a loja de brinquedos . ao parque ou a outro lugar não querem irem embora começam a fazer birra.
As pessoas quando vem a criança a fazer birras começam a olhar e começam a comentar.
As birras são “normais” mas quando acontece a primeira vez os pais tem de fazer de tudo para não acontecer outra vez.
Tem de haver regras , respeito pelos pais e explicar que não podem fazer e por as crianças de castigo para aprenderem.
E quando eles crescerem temos de explicar isto tudo para eles perceberem.
E devemos ter calma em todo o momento como é óbvio.
Temos tentar de tudo para evitar as birras.
Mas a birras fazem parte das crianças.
Birra, palavra pequena, atitude gigante, no entanto um comportamento decisivo para o crescimento e desenvolvimento de uma criança perante a sociedade. Como mera observadora, trata-se de um espetaculo ao qual a criança é a principal personagem, sendo os pais as personagens “ativas” ou “passivas”, ou seja, “ativas” porque foram os responsáveis da birra (por exemplo, um lugar muito agitado, compras demoradas, sono, cansaço, etc) ou “passivas” que compactuam com a criança cedendo sempre aos seus pedidos afim de evitar as birras. Contudo, quando esta é confrontada com um NÃO surge então a birra, que anteriormente não acontecera pois seus pais evitavam contraria-la. Trata-se então de um comportamento normal, visto que a mesma desconhecia a palavra não que consequentemente surge a desobediência e comportamentos como atirar objetos para o chão, agressões aos próprios pais, entre outros.
“Castigos, quando bem aplicados, atendem ao senso da justiça que todas as crianças têm. A falta de punição, pelo contrario, as desorienta. Um olhar quieto e sério para um filho é um tipo de punição eficaz.”
É muito importante que a criança tenha conhecimento da relação entre a atitude que fez que a sua consequência. A punição deve de ser imediata, visto que a criança não tem capacidade de pensar a longo prazo. Por outras palavras, facilmente se esquecem das birras e da importância que seus pais dão a elas.
A criança necessita de rotina, tomar o pequeno almoço, hora do banho, ir à escola, ter conhecimento do que pode ou não pode fazer. Precisa de se sentir protegida e amada pelos seus pais. São criadas regras importantes para que elas sejam realizadas e para tal é necessário a ajuda e compreensão dos seus pais para que estas sejam cumpridas. Não espere que uma criança se comporte em público se a deixa demasiado tempo num lugar agitado e barulhento.
Nunca é demais salientar que jamais se deve bater a uma criança independentemente da dimensão da sua birra, visto que são apenas crianças. Também não devemos esquecer que as birras são comportamentos para chamarem a atenção dos seus pais para que algo não está bem.
Bibliografia
MENEGUEÇO, Bruna (2013), Revista Crescer – “Birra da criança: tudo o que você precisa saber sobre ela”. Disponível em http://www.revistacrescer.pt, data da consulta: 16/07/18;
NUNES, Susana (2009), “Birras – Como reagir”. Disponível em http://www.educare.pt, data da consulta: 16/07/18
As birras fazem parte do crescimento da criança, todas as crianças fazem birras,umas são só para chamar a atenção dos pais ou de quem esta com eles,outras são birras próprias da idade porque todas as crianças entre os 18 meses e os 3 anos fazem birras que são próprias da idade porque eles nestas idade são quando eles começam a perceber as coisas e a querem que as coisas sejam a maneiras deles.
Eu falo por experiência própria porque tenho uma menina de 2 anos e ela também tem dias que faz birras e não é facil lidar com isso mas eu tento com que ela perceba que as coisas não são como ela quer,eu deixo que ela pare de chorar e de fazer a birra dela e depois tento explicar como são as coisas, às vezes é facil mas outras vezes não é mas tento fazer da melhor forma.
As crianças têm que perceber que quem manda são os pais e que eles têm que comprir.
Margarida Ribeiro
Educação Infantil
As birras são uma maneira que os bebés e as crianças arranjam para demonstrar que algo não está do agrado deles ou algo que eles querem muito.
Nos bebés as birras são mais “inocentes” e sem qualquer maldade, pois como eles não podem falar o que sentem ou o que querem, choram para lhe darem de comer, para lhe trocaram a fralda ou quando algo lhes está a incomodar. E quando eles vêm que chorar lhes traz o que eles querem, aprendem que chorar lhes traz o que ele quer.
Já as crianças que já falam usam outras maneiras de conseguiram o que querem, por exemplo, eu tive uma colega de escola que para a mãe lhe comprar uma roupa ou uma comida (sem necessidade) chorava sem fim e gritava, e a mãe com vergonha cedia, e isto é o pior que uma mãe faz.
Na minha opinião, não devemos ceder a todas as birras, aliás não devíamos ceder a nenhuma, pois se as crianças vêm que resulta, elas vão fazer sempre. E para as crianças pararem com essa birra não é fácil.
Ana Canadinha
Puericultura
EL8713X
As birras são comportamentos que todos nós já assistimos, são muito comuns nas crianças principalmente com as idades entres os 2 e os 4 anos, pois é nesta altura que elas se apercebem que já se podem fazer ouvir e que tentam manifestar as suas próprias vontades e necessidades desta forma.
Não se deve ceder as birras das crianças, pois a melhor maneira de agir perante uma birra é manter a calma, tentar ignorar embora as vezes possa custar ouvir e ver a criança assim. E só depois de a criança parar com a birra e se acalmar deve-se então conversar com ela e explicar bem as coisas, o que é certo e errado para que não volte a acontecer o mesmo.
Portanto para que deixe de haver tantas birras por parte das crianças o melhor é mostrar-lhes que existem regras e limites que devem ser respeitados, pois têm de aprender a lidar melhor com as frustrações e que se têm de esforçar para alcançarem aquilo que querem.
Andreia Siquenique
Educação Infantil
EL7696T
As birras
Tenho uma opinião sobre este tema, mas depois de ler alguns artigos de várias pessoas entre educadores, psicólogos, e falar com pais, devo dizer que todos tem a mesma opinião que as “birras” são uma face normalíssima da vida das crianças, mas que tem diferentes maneiras de lidar com elas, algumas na minha opinião pouco assertivas, dou como exemplo os pais que preferem ceder a uma birra só para calar a criança.
Vou expressar a minha opinião e experiência enquanto mãe.
As birras são o resultado do modo que as crianças tem de se expressar perante as suas frustrações porque foram contrariadas perante algo que desejavam. Este comportamento faz parte do crescimento normal das crianças, porque todos os dias fazem descobertas novas e tudo que as rodeia é motivo de interesse, mas à limites que tem de ser definidos. As crianças ao fazerem as birras estão a testar os limites e as regras impostas pelos país.
Alguns pais numa maneira errada ( na minha opinião) de calar e controlar os filhos sedem ao que eles querem para os acalmar e acabar com o choro.
O mais importante é os pais se manterem firmes a dizer o não, deixando bem claro e evidente que não vão ceder, mas que os amam acima de tudo, manter sempre a calma, acho que é importante explicar o porque de os pais não acederem à vontade dos filhos, se não for possível explicar naquele momento deixar que a criança se acalme e não lhe dar muita importância, e mais tarde conversar calmamente.
Luciana Rosa
Puericultura
EL8185U
Bom dia na minha opinião as birras são um tema recorrente nas conversas com pais sobretudo com os que lidam com filhos mais pequenos.
A frequência com que as birras são abordadas é proporcional à preocupação e receio que causam nos adultos. As crianças desencadeiam as birras ao longo das diferentes situações do seu quotidiano e por vezes “decidem” também “fazer birras” em espaces públicos, outras vezes em casa ou na escola.
O que chamamos birra cumpre na maioria das situações um papel no desenvolvimento de crianças e adolescentes associado à construção e testagem de limites e regras, imposições ou orientações dos adultos e consolidação de auto-regulação e resiliência face à frustração, ou seja, como lidar com a não realização do que apetece ou não ter o que se quer no momento.
Quero sublinhar que não estou a desculpar ou minimizar as birras, estou apenas a tentar mostrar por que razão acontecem.
Desde logo é fundamental que saibamos usar o “não”, o “não” é um bem de primeira necessidade na vida dos miúdos que, nos testam continuamente. Por várias razões muitos de nós somos capazes de providenciar mimos e afecto mas expressamos dificuldades em estabelecer regras e limites de que as crianças precisam tanto como de respirar e alimentar-se.
Volto a referir que o “Nao” e muito importante para Educar bem uma criança.
Com os melhores cumprimentos:
Rafaela Afonso
Pericultura
EL8847X