CEAC FÓRUM JULHO 2018 – FENÓMENO FACEBOOK


COMO É VIVER LONGE DE GOSTOS, PARTILHAS E COMENTÁRIOS?


CEAC FÓRUm – Clicar na app, fazer login, andar a passear pelo feed e distribuir gostos e comentários pelas fotografias dos amigos é algo que, de certa forma, já se tornou numa rotina para quem tem uma conta (e vida) ativa nas redes sociais. Mas nos dias que correm ainda há quem, pura e simplesmente, prefira não expor a sua vida particular no Facebook ou em qualquer outra plataforma digital.

Catarina Gonçalves* é a única pessoa do seu grupo de amigos que não tem redes sociais. Apesar de ter feito parte do hi5 – lançada em 2004 e que, provavelmente, foi a primeira rede social de muitos jovens portugueses -, a verdade é que a moda passou e consigo se dissipou o desejo de aderir às diferentes plataformas digitais que foram aparecendo ao longo dos últimos anos e passaram a ocupar um lugar central na vida dos amigos.

“Sinto que as redes sociais acabam por ser uma forma fácil e ilusória de alimentar o ego às pessoas, quer seja pelas fotografias que partilham, quer seja pelos textos que escrevem”, afirma a jovem de 28 anos em entrevista ao SAPO Lifestyle sobre a escolha que fez para a sua vida. “Vejo-as como uma forma de ostentação e prova disso é estar com amigos nalgum sítio e grande parte deles estar preocupado em fazer diretos ou em tirar uma fotografias para pôr no Facebook.”

Se por um lado as redes sociais são ferramentas extremamente viciantes – há quem defenda que acabam por reduzir as interações cara a cara e promover o isolamento social – a verdade é que o Facebook, o Twitter e o Instagram também possuem algumas características capazes de impactar, de forma positiva, a vida dos seus utilizadores.

“As redes sociais instituem-se como plataformas onde as pessoas podem dar voz às suas opiniões, interagir com os seus pares (família, amigos, conhecidos e desconhecidos) e ídolos, promover e descobrir interesses pessoais e aceder a notícias a qualquer hora do dia. Estas plataformas permitem também conhecer novas pessoas, (re)encontrar amigos com quem já não falam há muito tempo e saber que atividades as outras pessoas fazem e que interesses têm”, explica a psicóloga clínica da Psinove, Ana Sousa, a propósito deste tipo de plataformas que têm crescido a olhos vistos nos últimos anos.

Mas, numa primeira instância, o que faz com que alguém queira aderir às redes sociais?
Já imaginou a sua vida sem redes sociais? Como seria?


Para participar neste Fórum CEAC basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e turma para que o seu contributo seja bonificado.

Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, no âmbito da formação. Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!

Sylvie Moreira
Tutora Apoio Pedagógico