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 Caros alunos,

Bem vindos ao Fórum/Blog deste mês sobre as Tecnologias, as Redes sociais e as Empresas!

obrigada pelos vossos comentários.Todos cumpriram os objetivos propostos de refletir sobre esta temática do ponto de vista social e pessoal.

A Internet é um fenómeno relativamente recente na nossa sociedade. Em Portugal a sua utilização corrente verificou-se apenas nas últimas duas décadas.

Pode dizer-se que a Internet é uma rede global “gigante” de computadores, ligados entre si, que permite aos utilizadores uma comunicação global, e o acesso a milhões de fontes de informação.

A World Wide Web –WWW como costuma ser designada, é uma parte da Internet, e é hoje popular por ser um suporte digital de ligação em rede, auto-sustentável, com a capacidade de facultar aos utilizadores o acesso a imagens, vídeos, sons, textos, bem como a documentos interativos. Depois de mudanças e melhoramentos, após a rádio, a imagem, a televisão em preto e branco, a televisão a cores, surge a internet como um meio que alia: som, imagem, entretenimento e interatividade.

No início dos anos 90, a internet ainda era um meio restrito a uma pequena parte da população. O Computador e internet, que antes eram considerados aparelhos de luxo, hoje tornaram-se produtos comuns e de primeira necessidade, a que todos podem ter acesso de uma forma ou outra, se não tiver em casa, tem um amigo, ou numa biblioteca, ou nas escolas e universidades, são cada vez mais necessários e indispensáveis.

Não é possível com rigor adiantar-se o número de utilizadores em todo o mundo. Admite-se no entanto que esse número atingirá os 2 bilhões de ativos em breve. Neste sentido a Internet poderá tornar-se num dos ambientes sociais e comerciais (de mercado) mais frequentados e atrativos do planeta, e poderá ser responsável por biliões de € em transações comerciais.

O avanço desta nova tecnologia está a fazer com que seja crescente o número de pessoas que no mundo utiliza a internet, para recolha de informação, consultas e para fazer as compras on-line.

O interesse assenta em dois motivos principais: o acesso a informação e a produtos ou serviços, que de outro modo seriam difíceis de adquirir; pois os preços dos produtos tendem a ser mais baixos. No entanto, o âmbito da recolha de informação e consultas ainda é o que cria maior frequência nos acessos dos públicos à web.

Criou-se um novo mundo de oportunidades, importante, paralelo e complementar à nossa realidade, mas como em tudo a sua utilização deve ser moderada, inteligente, correta e cívica.

Com o uso continuado desta tecnologia, pela consulta do correio pessoal, pela utilização comum de serviços, de comunicação e outros, surgiu uma proximidade cada vez maior das pessoas à rede, a esta realidade, que de alguma forma não deixa de ser virtual.

Eventualmente, o utilizador em determinada altura sente necessidade de criar um perfil, de se identificar nesse novo meio como sujeito ativo, participante e como elemento deste “ambiente social”. Surge aqui implícito o conceito de pertença ao grupo, que falámos ou vamos falar adiante no curso.

A partir deste momento passamos a “existir” também no mundo virtual.

A nossa personalidade deve ser refletida na rede da forma mais fiável, honesta e próxima da realidade possível, com as devidas limitações na exposição, para segurança do próprio indivíduo/utilizador. “Cria-se ou recria-se uma identidade”.

A fidelidade na criação do perfil do indivíduo deve ser a sua base segura, pelo que a recente existência da rede e a sua falta de regulamentação e políticas, pode permitir a utilização indevida, abusiva, ou menos correta dos seus dados.

A Internet pode ser considerada a nova tecnologia de comunicação de massas, que permite a interação e que já faz parte do quotidiano dos cidadãos. Integra os cidadãos, social e culturalmente.

São inúmeras as pessoas e as empresas que têm aderido à Internet.

Verifica-se também que, pelo avanço rápido das tecnologias, os outros meios de comunicação passaram também a marcar presença na web, estão a convergir para este suporte e alguns quase exclusivamente. Os jornais e as revistas já marcam a sua presença on-line, álbuns de música e filmes já estão disponíveis na web. O telemóvel hoje, por exemplo, com ligação à Internet reúne televisão, rádio, internet, camara digital, etc., num único aparelho.

A convergência para este novo meio virtual/tecnológico está a ocorrer nos aparelhos, nas marcas, com a sua presença cada vez mais marcada na web, nas empresas com os seus websites e blogs, e dentro do cérebro do consumidor.

Uma das empresas que o tem feito e com enormes investimentos é a Swatch. Ainda recentemente esta empresa inventou e definiu um novo padrão de tempo: “o beat”, e lançou no mercado um relógio que mede o tempo simultaneamente em horas e em beats. Um dia no padrão beat tem 1000 beats, e é contado a partir de Biel na Suiça, cidade sede da empresa. Este padrão não tem fusos horários, pelo que 500 beats são 500 beats em Lisboa ou Pequim.

A Internet alia a informação à mobilidade, agilidade e interatividade. Evoluções seguidas de evoluções e, querendo ou não, vivemos na Era digital, em que quase tudo é virtual, computadorizado, está presente na Internet.

A par da presença das empresas na net, o e-commerce ou comércio eletrónico também tem crescido exponencialmente. O e-commerce define-se como o uso da comunicação eletrónica e digital, para o comércio e publicidade de bens, serviços ou empresas, criando valor entre as organizações (B2B) [1] ou entre estas e indivíduos (B2C) [2], ou entre vários indivíduos/consumidores (C2C) [3], mediando a aquisição de bens, produtos ou serviços, precedendo à liquidação financeira por intermédio de meios de pagamento eletrónicos ou digitais.

Neste contexto de mudança nas indústrias e nos mercados, os avanços tecnológicos permitiram o surgimento de novos modelos de negócio, e de novas estratégias de gestão e marketing em que as empresas criam, proporcionam e captam valor. Surge a transformação dos mercados existentes e o aparecimento de novos mercados.

As empresas que atualmente estão conscientes destas mudanças, utilizam a Internet como ferramenta. Estão presentes na web, comunicam, vendem, angariam clientes e contratam colaboradores. Simplesmente porque na web podem obter mais informação, sobre o que, ou quem procuram, mais rapidamente e de forma mais ativa e segura, sem tanta margem para erro.

Estes processos de gestão que as empresas desenvolvem, recorrendo à Internet como meio/ambiente de trabalho, não deixam de ser eficazes e mostrar visão sobre a realidade em que vivemos.

O facto de vivermos num mundo em que toda a informação é possível e pode ser produzida e noticiada num ambiente interativo, muda todo o cenário económico que vivemos.

Atualmente, o grande foco está nas redes sociais: Facebook, Twitter, YouTube, Flickr, MySpace, LinkedIn, etc e nos blogs.  Esta rede social, O Facebook foi fundada em Harvard, no ano de 2004, por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin, Chris Hughes, e Dustin Moskovitz.

A facilidade como a informação circula hoje em dia e a partilha de ideias e opiniões, são fatores importantíssimos a ter em conta.

Os blogs, por exemplo, são uma forma interativa que permite às pessoas “postarem” informação, mensagens, noticias, opiniões do seu interesse, sobre o que está a acontecer com o mundo e com elas mesmas. Para uma empresa, estas são formas de obter informações, dicas e sugestões sobre os seus futuros colaboradores, ou dos seus consumidores para poderem inovar e agradar os seus clientes e “prospects” (futuros clientes).

É naturalmente mais fácil para as empresas de tecnologia e de serviços web entender a importância da comunicação através de canais de media social, suportes digitais e tecnologia móvel, pois a base do seu negócio funciona nestas plataformas. Para as empresas que têm uma cultura de longa data de face a face, é mais dfícil passar a utilizar estas ferramentas e técnicas de comunicação fundamentais.

Não é que interação face a face não seja  importante, este ainda é o método mais feliz e eficaz para a construção de relações, e obter uma verdadeira compreensão das necessidades dos outros, mas o mundo mudou, globalizou-se e as empresas têm que considerar e adaptar-se a esta nova realidade para se manterem competivivas.

Vivemos numa nova realidade, num novo contexto em que a interatividade e a comunicação deixaram de acontecer apenas num contexto físico e real, mas também num contexto virtual, não deixando este de ser também real. A tecnologia evoluiu e a nossa cultura também.

Na prática, podemos dizer que ter uma presença discreta e cuidada na Internet, pode ser muito bom nos mais variados aspetos e tem a sua relevância, mas não ter presença definitivamente também o pode ser. Transmitir a nossa personalidade da forma mais fiável possível, através de um perfil, ou não ter perfil pode dizer muito.

Bom trabalho!

Ana Rita


[1] B2B (business to business)

[2] B2C (business to consumer)

[3] C2C (consumer to consumer)