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Caros alunos e alunas,

Aqui fica uma pequena conclusão sobre este tema, de forma a retermos alguns conceitos sobre esta questão .

A mentora deste projeto é Sandra Fisher-Martins, diretora executiva da Português Claro, participou no TEDxO’Porto em 2011. Em outubro desse ano, a sua apresentação, intitulada “O direito a compreender”, foi selecionada para aparecer no site TED Global, onde continua disponível.

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O vídeo da palestra foi exibido na homepage  do TED, já foi visto por quase 250 mil pessoas e recebeu comentários vindos de todo o mundo, em reconhecimento da necessidade de uma comunicação mais clara.

É um forte contributo para a simplificação da linguagem em Portugal.

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Deixo-vos aqui alguns conceitos teóricos sobre o tema.

Sem entrarmos muito no campo da Psicolinguística* ou metalinguística, o desenvolvimento da linguagem implica a compreensão plena de um sistema linguístico que nos permite a inserção num meio social, a possibilidade de assumir a nossa identidade, além do desenvolvimento dos aspetos de relação com o outro, cognitivos, de aprendizagem e conhecimento.

Vejamos a importante equação linguística da comunicação humana:

língua + linguagem = comunicação

Nesta Era de globalização, onde existem inúmeros protocolos, contratos, medias, etc. faz-se necessário compreender como todos, os falantes ou qualquer comunicador – que emite e recebe mensagens, veem o funcionamento do processo de comunicação dos seres humanos.

Desde a Antiguidade, o pensamento e a linguagem estão ligados num processo de pensar e dizer.

Segundo Rotins, em Pequena História da linguística, “a língua de um povo é o espírito, e seu espírito é sua língua”, ou seja, o modo de pensar e o modo de falar de determinadas comunidades estão indissociavelmente ligados.

Na teoria do significado, os teóricos consideram a palavra, que tem seu significado próprio, como símbolo essencial e imediato de uma ideia.

A linguagem representa a forma de pensar, de dizer algo, de passar a mensagem.

A linguagem é fator determinante na existência humana, sendo a responsável pela comunicabilidade e, por consequência, pela vida em sociedade.

É na linguagem (sistema de regras e relações), respeitando a língua portuguesa, que se tem que intervir, e melhorar.

Porque comunicação é a troca verbal entre um falante, que produz uma mensagem destinado a outro falante, o interlocutor de quem ele escuta solicita e e/ou uma resposta explícita ou implícita.

A comunicação será mais efetiva se respeitarmos a língua e melhorarmos a linguagem, no sentido da compreensão.

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Falar e escrever de forma cuidada sim! Mas de forma objetiva, curta e acessível a sua compreensão a todos.

As consequências de não compreender são calamitosas!

“Quando há défice de se compreender, qualquer coisa mínima que seja, abre uma frente da batalha. Para evitar o pior, alguém mais sensato cala-se e recua. (o não compreender o tratado em questão, tem sempre as suas consequências agravadas).”

 

Há quem diz: “Em primeiro lugar temos de compreender a nos mesmos, para podermos compreender os demais.”

Para isso temos que ter em conta:

– Diferença da linguagem, em que cada país têm a sua própria cultura linguístico representativa dos povos inevitável.

– Diferença culturais das pessoas, que tornam à maior desequilíbrio na compreensão dos indivíduos.

– A linguagem materna cujo peso no desenvolvimento na vida das pessoas é muito importante, porque deixa traços para toda vida.

– Diferença ambiental e psicossocial dos indivíduos.

– Diferença dialéticas de cada região, que têm muito importância no entendimento dos cidadãos entrem uns e outros nos seus próprios países.

– Diferença de grau de formação escolar entre os de mais, têm um grande desequilíbrio em nível de compreensão. Estes desequilíbrios resultam os maus compreensões, gerador de conflitos.

-O uso e abuso de palavras difíceis, que só pode encontra o significado consultando Dicionário, etc.

 

A teoria da linguagem de Heidegger consiste na reflexão filosófica sobre a linguagem e sobre a comunicação.

Em termos de conclusão, esta defende que “o indivíduo precisa de se enraizar na ontologia do ser-com-outros para transpor os limites da metafísica do sujeito e da subjetividade, e para alcançar uma compreensão profunda do fenómeno da intersubjetividade.” Ou seja: Quando comunicamos, precisamos de pensar no outro, o que está a ler, ou a ouvir, a receber a mensagem, e como ele a interpreta.

Assim todos, através de uma linguagem eficiente, podem comunicar melhor com o mundo em que vivem.

Depois de termos pensado neste tema, de certeza que, doravante, veremos a forma de falar e comunicar de forma diferente!

Neste fórum, não tivemos a pretensão de esgotar o assunto, tão rico e amplo, procurámos agregar ideias e perspetivas que explorem este tema tão importante da compreensão e da linguagem nos dias de hoje.

Concordo plenamente convosco, quando referem que este deveria ser um projeto levado muito a sério.

E, “para fazer a população levar isto a serio?

Uma solução seria:

Fazer campanhas de sensibilização tanto nas escolas como em anúncios televisivos ou até mesmo petições.

Por nós,

Proponho que todos partilhem esta iniciativa, e da forma que vos for possível.

Porque na realidade todos temos o direito de compreender!

Sites sugeridos no Fórum:

http://www.ted.com/talks/sandra_fisher_martins_the_right_to_understand

http://portuguesclaro.pt/clinicaclaro/

Foi um ótimo Fórum!

Obrigada.

Ana Rita