Depois de quatro anos em queda, o índice de encomendas para construção de edifícios e obras públicas voltou a crescer. O segmento de construção de casas deu um contributo positivo, o que não acontecia desde 2006.

No ano passado, voltaram a crescer as encomendas para a construção de edifícios. É necessário recuar até 2006 para encontrar uma trajectória positiva neste índice: há oito anos.

 

O índice de novas encomendas para a construção de edifícios subiu 12,7% nos últimos quatro trimestres (2014), segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 20 de Fevereiro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). É uma inversão do comportamento negativo que vinha caracterizando este segmento de construção nos últimos anos.

 

Mesmo apesar deste avanço anual, o índice não atingiu os níveis de 2012. Ou seja, só melhorou face ao ano anterior, não chegando para recuperar aquilo que se foi destruindo no sector, pelo menos, desde 2001.

 

Este estudo do INE relativamente às novas encomendas pretende dar informação sobre a evolução da procura de produtos e serviços no sector, baseando-se em dados como o licenciamento de obras ou o lançamento de concursos públicos.

 

Além da construção de edifícios, o gabinete nacional de estatísticas também olha para as novas encomendas para as obras de engenharia, como pontos e viadutos. Neste caso, a evolução de 2014 foi positiva (3,3%), uma redução do ritmo que já em 2013 havia sido de avanços (15,5%). Assim, o segmento encontra-se acima dos níveis de encomendas de 2012 mas abaixo daquilo que se praticava nos anos anteriores.

 

Com o contributo positivo da construção e também das áreas públicas, 2014 foi um ano positivo para o índice geral de novas encomendas na construção e obras públicas, que ganhou 7,3%, depois da queda de 7,8% em 2013. Não havia uma subida destas encomendas do índice global há quatro anos. Contudo, o valor conseguido está ainda abaixo do verificado em 2012.

 

A construção foi um dos sectores mais castigados nos últimos anos (o que levou muitas empresas do sector a internacionalizar-se), nomeadamente deste o início do programa de ajustamento (que congelou investimentos), tendo conseguido aumentar o número de novas encomendas em 2014, período em que a economia portuguesa saiu da recessão com um avanço de 0,9% do produto interno bruto.

 

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