CEAC Fórum: Dezembro – Energia Elétrica Fotovoltaica – Clique aqui para aceder

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CEAC Fórum: A Energia Fotovoltaica tem registado um crescimento notável nos últimos anos. Apesar do interesse que ela desperta, apenas 1,5% da energia usada na Europa provém do sol. Várias razões explicam esta percentagem reduzida. A energia solar é descontínua, é difícil armazená-la e há, ainda, o custo elevado dos painéis solares.
No centro de Eletrónica e Microtécnica (CSEM) em Neuchatel, na Suíça, os investigadores testam novas tecnologias para melhorar a eficência da energia solar e torná-la mais atrativa para o mercado.

Quanto mais barata e eficiente for a energia solar, mais pessoas estarão dispostas a comprar painéis solares.

A longo prazo, esses fatores poderão permitir uma redução de custos devido às economias de escala.

Menor uso de metal, redução de custos e aumento do nível de absorção da luz do sol são algumas das melhorias em estudo.

“Há duas grandes diferenças entre os antigos e os novos painéis. Uma é visível, a outra é invisível. Nesta célula podemos ver três bandas de cobre que permitem a extração da corrente, estão cheios de linhas de prata. Neste caso, temos trinta linhas de cobre e menos prata, há um ganho de cinco por cento em termos de custo de produção. É a primeira diferença. A segunda diferença é invisível. Aqui acrescentámos uma camada nanométrica de uma outra forma de silício que permite um aumento da tensão de quinze por cento, ou seja, um aumento do rendimento de 15 por cento”, explica Christophe Ballif, director do Centro Fotovoltaico do CSEM.

“Outra vantagem: quando colocamos esta geração de painéis solares ao sol, verificamos que eles aquecem mas o rendimento diminiu muito menos em relação a este tipo de painéis, que são duas vezes menos rápidos. Em consequência, fazemos mais quilowatts por hora”.

Uma das etapas importantes do processo, é testar a resistência do painel solar. Para tal, são utilizadas bolas de gelo de quatro centímetros produzidas por um frigorífico especial. As bolas são lançadas contra o painel a uma velocidade de 27 metros por segundo. Trata-se de uma forma de verificar a resistência da estrutura, em particular da camada fina de silício. Para passar o teste, as capacidades elétricas devem manter-se inalteradas.

É também fundamental testar a capacidade dos painéis solares para suportar pesos.

Os tijolos de metal são colocados no painel até se atingir um peso total de mil quilos por metro quadrado. O teste do peso serve para simular ventos fortes e nevões.

Os testes são uma base para selecionar os melhores materiais para a construção dos painéis.

“Além dos testes de fiabilidade, há também testes de desempenho elétrico. São muito importantes porque vão permitir quantificar a eletricidade que é produzida pelo módulo, que é de facto a informação importante que queremos possuir. Para tal, utilizamos mesas de luz, como vemos aqui atrás que estimulam o espetro do sol e que permitem quantificar a eficácia da eletricidade. Este tipo de medida permite também saber se há defeitos na fabricação do módulo, nomeadamente ao nível das interconexões elétricas”, acrescenta o investigador.

Os painéis solares são muitas vezes criticados por razões estéticas. Por isso, os investigadores suíços criaram este painel chamado ‘terracota’ com uma cor que combina com grande parte dos telhados das casas europeias.

O projeto do Centro Suíço de Eletrónica e Microtécnica é desenvolvido com parceiros industriais.

Para os investigadores, a diminuição do custos das tecnologias e a melhoria da eficiência energética dos módulos fotovoltaicos é essencial para expandir o uso dos painéis solares.

Como é do conhecimento geral, Portugal é um dos País da Europa que mais Sol tem durante todo o ano. Neste contexto, seria de considerar que o nosso país integrasse a utilização massiva destes painéis solares que nos poderíamos tornando-nos assim progressivamente independentes na produção de energia elétrica, diminuindo assim as importações, que tanto pesam na nossa economia.

Fonte: Euronews


Como todos sabemos Portugal é um país muito soalheiro; de facto, na Europa, Lisboa é a terceira cidade com mais horas de sol, à frente de Madrid ou Atenas:

The 10 sunniest cities in Europe (hours sunshine per year)
1. Valletta, Malta – 2,957
2. Marseilles, France – 2,858
3. Lisbon, Portugal – 2,799
4. Madrid, Spain – 2,769
5. Athens, Greece – 2,771
6. Nice, France – 2,724
7. Monaco, Monaco – 2,724
8. Tirana, Albania – 2,544
9. Barcelona, Spain – 2,524
10. Podgorica, Montenegro – 2,480

fonte: Telegraph

Portugal, apesar de todo o sol que recebe, tem uma produção de Energia eléctrica a partir do sol (Fotovoltaica) continua a ser muito baixa; ocupamos a 30ª posição mundial abaixo de vizinhos nossos como a Espanha (10ª posição) ou Grécia (14º lugar):

Posição
País
1
 China
2
 Japan
3
 Germany
4
 United States
5
 Italy
6
 United Kingdom
7
 India
8
 France
9
 Australia
10
 Spain
11
 South Korea
12
 Belgium
13
 Canada
14
 Greece
15
 Thailand
16
 Czech Republic
17
 Netherlands
18
 Switzerland
19
 Chile
20
 South Africa
21
 Taiwan
22
 Romania
23
 Austria
24
 Bulgaria
25
 Pakistan*
26
 Israel
27
 Philippines
28
 Denmark
29
 Turkey
30
 Portugal
31
 Honduras*
32
 Algeria
33
 Mexico
34
 Malaysia
35
 Sweden
36
 Norway
37
 Finland

fonte: wikipedia

Considerando a exposição solar de portugal, poderíamos tornar-nos independentes na produção de energia eléctrica a partir da energia Fotovoltaica. Neste contexto levanta-se uma questão: porque razão a produção eléctrica a partir da energia solar é ainda tão baixa?

Comente a anterior pergunta incluindo ainda na sua resposta alguma pesquisa relativa aos dados seguintes:

  1. Na sua zona de residência (2 km raio) quantos edifícios/residências com energia fotovoltaica consegue identificar?
  2. Consideraria mudar para este sistema na sua residência?

Sites de pesquisa:

Simulador Autoconsumo

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/energia/detalhe/energia_solar_vai_crescer_20_vezes_nos_proximos_anos_em_portugal

https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia_solar_fotovoltaica

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Manuel Bernardo


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