Antes de mais, desejo-vos um feliz ano novo!

Após a época festiva e, numa altura em que se fala tanto na alteração das políticas públicas sobre alimentação, proponho a discussão sobre o tema da obesidade.

Factos
A obesidade é evitável.
Em 2014, mais de 1,9 bilião de adultos, com 18 anos ou mais velhos, estavam acima do peso ideal. Destes, mais de 600 milhões eram obesos.
39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2014, e 13% eram obesos.
A maioria da população do mundo vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que o baixo peso.
42 milhões de crianças menores de 5 anos apresentavam excesso de peso ou obesidade em 2013.
O que causa a obesidade e excesso de peso?
Obesidade é definida como aumento de gordura anormal ou excessivo que pode prejudicar a saúde.
O Índice de massa corporal (IMC) é um índice simples, relação peso altura, que é comummente usado para classificar o excesso de peso e a obesidade em adultos. É definido como o peso de uma pessoa em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros (kg / m2).
A definição da OMS é:
um IMC maior do que ou igual a 25 é excesso de peso.
um IMC maior do que ou igual a 30 é a obesidade.
A causa principal da obesidade e do excesso de peso é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. Globalmente, tem havido:
um aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos que são ricos em gordura;
um aumento na inatividade física devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, mudando os modos de transporte, e a crescente urbanização.
As mudanças nos padrões alimentares e de atividade física são muitas vezes o resultado de mudanças ambientais e sociais associadas ao desenvolvimento e à falta de políticas de apoio em sectores como a saúde, agricultura, transportes, planeamento urbano, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição, marketing e educação.
Quais são as consequências de saúde comuns de excesso de peso e obesidade?
doenças cardiovasculares (principalmente doenças cardíacas e acidente vascular cerebral), que foram a principal causa de morte em 2012;
diabetes;
distúrbios músculo-esqueléticos (especialmente osteoporose – uma doença degenerativa altamente incapacitante das articulações);
alguns tipos de cancro (endométrio, da mama e cólon).

O risco para estas doenças não transmissíveis aumenta com o aumento do IMC.
A obesidade infantil está associada a uma maior probabilidade de obesidade na idade adulta, a morte prematura e incapacidade na vida adulta. Mas, além de um aumento dos riscos futuros, as crianças obesas sofrem também de dificuldades respiratórias, aumento do risco de fraturas, hipertensão, marcadores precoces de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e efeitos psicológicos.
O excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas, são em grande parte evitáveis. O ambiente e a comunidades onde estamos inseridos são fundamentais na formação das escolhas das pessoas.

Ao nível individual, as pessoas podem:

limitar o consumo de energia a partir de gorduras totais e açúcares;
aumentar o consumo de frutas e produtos hortícolas, bem como legumes, grãos integrais e nozes;
praticar atividade física regular (60 minutos por dia para crianças e 150 minutos por semana para adultos).

A responsabilidade individual só pode ter o seu efeito completo, onde as pessoas têm acesso a um estilo de vida saudável. Portanto, a nível da sociedade é importante:

apoiar os indivíduos no seguimento das recomendações acima descritas, através de um compromisso político sustentado e através da colaboração de diversos intervenientes públicos e privados;
promover a atividade física regular e ter mais escolhas alimentares saudáveis disponíveis e facilmente acessível a todos – especialmente os indivíduos mais pobres.

A indústria alimentar pode também desempenhar um papel significativo na promoção de dietas alimentares saudáveis :

reduzir a gordura, açúcar e teor de sal dos alimentos processados;
garantindo que as escolhas saudáveis e nutritivas estão disponíveis e acessíveis a todos os consumidores;
praticar marketing responsável, especialmente o destinado a crianças e adolescentes;
assegurar a disponibilidade de escolhas alimentares saudáveis e apoiar a prática de atividade física regular no local de trabalho.
Resumindo, o excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas com estes fatores, são em grande parte evitáveis. Assim, a prevenção é a opção mais viável para conter a epidemia da obesidade.
Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
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