UNE PERSONNE SUR SEPT A ACCÈS A DES MEDIAS LIBRES DANS LE MONDE

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« La liberté de la presse a connu son année la plus noire de la décennie, notamment en Egypte, en Turquie et en Ukraine mais également aux Etats-Unis sur les questions de sécurité nationale, dénonce une étude américaine publiée jeudi.
Selon le rapport annuel de l’ONG Freedom House, 14% de la population mondiale seulement a accès à une presse “libre”, soit une personne sur sept. 44% de la population mondiale vit dans des zones où la presse “n’est pas libre” et 42% dans des zones où les médias sont “partiellement libres”, pointe le rapport.
“Nous observons une régression générale de la liberté de la presse, avec des gouvernements et des acteurs privés qui s’en prennent aux journalistes, soit en leur barrant l’accès à des événements, soit en les censurant, soit en les licenciant sur des motifs politiques”, rapporte l’ONG.
Sur les 197 pays et territoires passés au crible en 2013, Freedom House recense 63 pays “libres”, 68 “partiellement libres” et 66 “non libres”.
L’appréciation générale de l’exercice de la liberté de la presse tombe à son niveau le plus bas depuis 2004 et le nombre de personnes ayant accès à des médias libres est à son plus bas depuis1996.
Le bilan est plombé par la Chine, considérée comme “non libre” et l’Inde, “partiellement libre” car ces deux pays pèsent pour plus d’un tiers de la population mondiale.
Les Etats-Unis voient ainsi leur note baisser par rapport à l’année passée, en raison “de la volonté limitée des hauts responsables de fournir des informations aux membres de la presse” et la prise pour cible de journalistes dans les enquêtes criminelles.
Les Pays-Bas, la Norvège et la Suède se distinguent comme les pays où les médias sont les plus libres. La Corée du Nord arrive dernière, juste derrière le Turkménistan et l’Ouzbékistan. »

© 2014 AFP Source : Washington (AFP) – 01.05.2014 18:06
Article publié par TV5 Monde

http://www.tv5.org/cms/chaine-francophone/info/p-1911-Une-personne-sur-sept-a-acces-a-des-medias-libres-dans-le-monde.htm &rub=13&xml=newsmlmmd.urn.newsml.afp.com.20140501.6175ccad.2251.4d39.b3d1.23e686f3cf18.xml

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Saviez-vous que le nombre de personnes dans le monde sans accès à une presse « libre » atteint aujourd´hui encore de chiffres aussi élevés ?
Dans un monde dit globalisé et moderne, où la communication entre les gens est de plus en plus rapide et directe, et où chaque individu peut facilement produire des informations, n’est t-il pas contradictoire qu´il puisse encore exister des barrières à l’information ?
À votre avis, cette tendance va-te-elle se maintenir, à savoir, la liberté de la presse et un meilleur accès à l´information libre n’accompagneront t-ils pas le développement d´une communication plus facile (“plus de communication / information, mais moins d’accès / liberté”) ? Où sera-t-il au contraire, une plus grande facilité de communication (à travers les réseaux sociaux, par exemple) qui pourra permettre une «résistance» plus organisée et efficace en matière de restriction à la liberté imposée par certains gouvernements et acteurs privés (“plus de communication, plus de liberté”), similaire à la situation qui a eu lieu récemment au Moyen-Orient et en Afrique du Nord à travers le soi-disant «printemps arabe»?

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TRADUÇÃO
UMA EM CADA SETE PESSOAS NO MUNDO TEM ACESSO A MÉDIAS « LIVRES »
” A liberdade de imprensa teve o seu ano mais sombrio da década, incluindo no Egito , Turquia e Ucrânia , mas também nos Estados Unidos em questões de segurança nacional , denunciou um estudo realizado nos EUA publicado quinta-feira .
De acordo com o relatório anual da ONG Freedom House, 14% da população mundial tem acesso a uma imprensa “livre”, o que corresponde a 1 pessoa em cada sete. 44 % da população mundial vive em áreas onde a imprensa “não é livre ” e 42% em áreas onde os meios de comunicação são” parcialmente livres ” aponta o relatório.
“Estamos perante um declínio geral na liberdade de imprensa, com os governos e atores privados a atacarem jornalistas, seja por restrição de acesso a eventos, seja por censura, seja por destituição assente em razões políticas “, diz a ONG .
Dos 197 países e territórios em análise, em 2013, a Freedom House lista 63 país “livres”, ” parcialmente livres ” 68 e 66 ” não livres”.
A avaliação global do exercício da liberdade de imprensa cai para o nível mais baixo desde 2004, e o número de pessoas com acesso a médias” livres” é a mais baixa em 1996.
O balanço é selado pela China, considerada “não- livre” e pela Índia, ” parcialmente livres “, porque estes países representam mais de um terço da população mundial.
Os Estados Unidos veem, assim, diminuir a sua pontuação em relação ao ano passado por causa de ” da vontade limitada dos altos responsáveis em fornecer informações para os membros da imprensa ” e dos ataques a jornalistas em investigações criminais.
Holanda, Noruega e Suécia, destacam-se como sendo os países onde os meios de comunicação são mais “livres”. A Coreia do Norte vem por último, logo atrás Turquemenistão e Uzbequistão.

© 2014 AFP Fonte: Washington (AFP) – 01.05.2014 18:06
Notícia publicada pela TV5 Monde 

http://www.tv5.org/cms/chaine-francophone/info/p-1911-Une-personne-sur-sept-a-acces-a-des-medias-libres-dans-le-monde.htm?&rub=13&xml=newsmlmmd.urn.newsml.afp.com.20140501.6175ccad.2251.4d39.b3d1.23e686f3cf18.xml

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Sabia que o número de pessoas no mundo sem acesso a uma imprensa “livre” era tão elevado ?
Num mundo globalizado, onde a comunicação entre pessoas é cada vez mais rápida e direta, e em que cada individuo pode facilmente gerar informação a nível global, não é contraditório que na última década tenha havido uma maior restrição no acesso à informação?
Acha que esta tendência irá continuar, ao seja a liberdade de imprensa e o maior acesso a informação livre não acompanham a evolução na facilidade de comunicação (isto é, “mais comunicação/informação mas menos acesso/liberdade”)? Ou, pelo contrário, a maior facilidade de comunicação (através das redes sociais, por exemplo) permitirá uma “resistência” mais organizada e eficaz às restrições da liberdade impostas por alguns governos e atores privados (isto é, “mais comunicação, mais liberdade”), à semelhança do que tem ultimamente ocorrido no Médio Oriente e no Norte de África através da chamada “primavera árabe”?