O verde dá emprego

Nos últimos quatro anos, enquanto a crise deixava sem trabalho milhares de portugueses, o emprego ligado à sustentabilidade aumentou 7,3 por cento. Até 2030, já daqui a 15 anos, deverá haver 70 mil novos postos de trabalho na área do ambiente.

Na União Europeia, o número sobe para os dois milhões de empregos. Já a Organização Internacional do Trabalho estima que, a nível mundial, haja mais mil milhões de empregos verdes daqui a 15 anos. A questão que se coloca é se temos profissionais para tanto.

Não estamos a falar só de engenheiros; o verde precisa de pessoas com as mais diversas qualificações. Quer saber quais são e quem já começou a trilhar esse caminho?

10 profissões verdes:

Nos últimos quatro anos, enquanto a crise deixava sem trabalho milhares de portugueses, o emprego ligado à sustentabilidade aumentou 7,3 por cento. Até 2030, já daqui a 15 anos, deverá haver 70 mil novos postos de trabalho na área do ambiente.

O futuro está aqui. Encontramo-lo no turismo de natureza, um segmento em expansão e onde falta oferta de serviços; nas energias renováveis, que vão precisar de quase 50 mil pessoas nos próximos 15 anos; no novo caminho da construção, mais sustentável; na eficiência energética, com cada vez mais empresas preocupadas em reduzir custos.

São estas as áreas do verde destacadas por Matilde Moreira, consultora de recrutamento da Hays. “Espera-se, nos próximos anos, a criação de um número considerável de novos empregos verdes”, refere. Mais exatamente 70 mil, calcula o Governo, no Compromisso para o Crescimento Verde, onde coloca a meta de duplicar os postos de trabalho até 2030.

Na União Europeia, o número sobe para os dois milhões de empregos. Já a Organização Internacional do Trabalho estima que, a nível mundial, haja mais mil milhões de empregos verdes daqui a 15 anos. A questão que se coloca é se temos profissionais para tanto. “Se as faculdades nada fizerem para introduzirem de forma séria os temas da economia verde nos cursos de gestão, economia e finanças, iremos ser obrigados a, daqui a uns cinco anos, importar pessoas, ou pior ainda, nem sequer seremos capazes de criar esse mercado, e as empresas que surgirão serão maioritariamente estrangeiras”, alerta a economista Sofia Santos. O que seria trágico num País rico (sim, o nosso) em recursos naturais.

E na sua perspectiva? Que futuro está reservado para a Energia Verde e para os seus colaboradores? Como tal afectará a construção de infra-estruturas ou Edifícios?