Como em todos outros sectores a Construção Civil tem de se socorrer sempre de tecnologias e materiais de ponta; os nossos clientes procuram construções com materiais resistentes, económicos, versáteis que possibilitem a elegância e o conforto.

O que podemos esperar dos desenvolvimentos futuros? Este mês deixamos algumas sugestões com 7 novas possibilidades. Queremos que escolha um deles e justifique como acharia que o poderia tornar interessante incluir nos seus trabalhos futuros (uma vez que ainda não estão em comercialização.

Existe uma distância que separa a ciência dos materiais e a construção de edifícios reais. Podem passar décadas até que um avanço em engenharia passe do laboratório para um estaleiro de obras. Mas, à medida que arquitectos, engenheiros e encarregados enfrentam maiores desafios –  sismos, crises no sector de construção, escassez de materiais, – emerge uma nova geração de materiais inteligentes.

Compilamos aqui uma conjunto de estudos fascinantes, alguns dos quais ainda estão muito longe da realidade fora do laboratório. Ainda assim, estes projetos mostram os rumos da ciência dos edifícios, e como nossos prédios podem ser daqui a alguns meses, anos ou mesmo décadas.

Tinta que pode sentir fendas numa estrutura

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Uma equipe da North Carolina State University e da University of Eastern Finland está a desenvolver uma tinta condutora de eletricidade para detectar fissuras num edifício. Num estudo publicado em junho, os investigasdores  explicam como funciona o sistema; Primeiro, os elétrodos são colocados na superfície do edifício. Em seguida, a tinta condutora é aplicada sobre eles. Depois disso, passa-se uma corrente através dos eletrodos em diferentes combinações, e um algoritmo complicado pode determinar se o potencial elétrico mudou – e onde isso aconteceu. Este tipo de tinta pode ser de valor inestimável para edifícios mais antigos ou em zonas sísmicas. Ou, como aponta o Global Construction Review, ela poderia ser usada para monitorar fissuras estruturais em instalações nucleares.

Cabos de fibra de carbono que duplicam a altura dos arranha-céus

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Um grande entrave para arranha-céus chegarem a alturas maiores é a tecnologia de elevador: a partir de uma certa altura, a corda de aço necessária para puxar as pessoas para cima torna-se muito pesada, e isso faz disparar o número de elevadores necessários para chegar ao topo. A Kone, uma empresa finlandesa, desenvolveu uma alternativa: um cabo feito de fibra de carbono que é 90% mais leve e poderia sustentar elevadores até duas vezes mais altos que o limite atual. Chama-se UltraRope, e poderia permitir elevadores com até um quilómetro de altura. Esta vai também mudar a manutenção dos elevadores, pois dura o dobro do tempo que cabos de aço comuns.

Plástico que brilha com o vento

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Certos materiais brilham após passarem por algum tipo de esforço físico (mecanoluminescência). Uma equipe do Instituto de Ciência e Tecnologia Daegu Gyeongbuk (Coreia do Sul) criou um material assim combinando plástico a um “fosforescente colorido, feito de sulfeto de zinco envernizado com cobre”, de acordo com o PhysOrg. Para os não-químicos, a combinação resulta em uma luz branca quando passa por tensão mecânica. A fim de aproveitar a energia eólica, os pesquisadores moldaram o plástico em tubos: quando o vento bate, a superfície dos tubos agita-se e aparece a luz. É fácil imaginar como este material, embora ainda longe de ser uma realidade fora do laboratório, poderia mudar os edifícios. Imagine fachadas que se acendem ao vento, ou sinalizadores que brilham para transmitir informações sobre as condições meteorológicas.

Células solares completamente invisíveis

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Se já esteve numa sala com painéis fotovoltaicos nas janelas, sabe que é fácil reconhecê-los pela cor de arco-íris cintilante das células. Pesquisadores da Michigan State University (EUA) desenvolveram um tipo totalmente diferente de “concentrador solar”, que pode ser disposto em camadas sobre qualquer janela. O material tira vantagem de comprimentos de onda não-visíveis de luz – ultravioleta e infravermelho próximo – direcionando-os para as células solares embutidas nas extremidades dos painéis. O resultado é um material que pode obter energia da luz solar em qualquer situação prática: nas telas de smartphones, em janelas e até portas.

Bambu que pode ser tão resistente quanto aço e cimento

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O bambu tem custo baixo, cresce rapidamente e é surpreendentemente forte. É por isso que uma equipe do MIT estuda como usá-lo na construção. Liderado pela professora Lorna Gibson, o projeto testa como e por que o bambu é tão estruturalmente avançado. Eles descobriram que o material nas extremidades de uma haste de bambu é, na verdade, mais denso e mais forte do que o material no meio. Assim, eles planeiam usá-lo para criar um material secundário de construção, como madeira compensada, para fazer casas e edifícios mais resistentes, mais baratos e com menor impacto ambiental.

Foto: meanep/Shutterstock

Tijolos inteligentes que agem como Lego

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O Lego, além de ser divertido, é uma solução muito brilhante para arquitetura pré-fabricada. Não só se encaixam rapidamente e deixam zero resíduos, como os pinos poderiam fornecer espaço extra para fiação, encanamento, e até mesmo reforço estrutural. É por isso que uma empresa chamada Kite Bricks quer usar o Lego como base para um material de construção real chamado Smart Bricks. Estes tijolos de cimento moldado encaixam-se entre si – assim como o brinquedo – e possuem uma camada de material semelhante à argamassa para ficarem firmes. Os “pinos” de cada tijolo, no entanto, são abertos e podem conter vergalhões para darem um maior reforço estrutural. Além disso, um dos lados de cada tijolo pode ser removido para que possa aceder a fiação e tubulação interna. A empresa ainda está ainda na fase de levantar o capital para produzir estes blocos, mas é projeto fascinante.

Papel de parede que carrega o seu smartphone

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O som pode transmitir energia, e uma nova empresa (startup) chamada uBeam quer transformar essa tecnologia em um produto real. Funciona assim: um transmissor transforma a energia elétrica em ultrassons. Um receptor no seu dispositivo sem fio – um smartphone, por exemplo – capta este áudio e transforma-o novamente em energia elétrica. Assim seria capaz de carregar qualquer dispositivo enquanto anda por sua casa. O uBeam está se concentrando em colocar esta tecnologia no papel de parede, e é fácil imaginar como estes transmissores poderiam, no futuro, ser incorporados em todo tipo de material e lugar – tornando-se tão onipresentes quanto o Wi-Fi.

Fonte http://gizmodo.uol.com.br/

O que podemos esperar dos desenvolvimentos futuros? Este mês deixamos algumas sugestões com 7 novas possibilidades. Queremos que escolha um deles e justifique como acharia que o poderia tornar interessante incluir nos seus trabalhos futuros (uma vez que ainda não estão em comercialização.