O novo T-Roc da Volkswagen, made in Portugal

O Volkswagen T-Roc é a continuação da aposta da marca germânica no segmento SUV, agora em termos de compactos, apostando num visual semelhante ao do futuro Polo, estando a sua produção afecta à fábrica da Autoeuropa, em Palmela. Assim se percebe que este é um modelo também com muita relevância para o nosso país.

Concebido sobre a plataforma mais usada da Volkswagen, que serve para praticamente tudo, do Golf ao Passat, passando pelo Tiguan – entre outros modelos das restantes marcas do grupo –, o T-Roc é exactamente o que se esperava. Um veículo com as dimensões próxima do Audi Q2, ou seja ligeiramente mais pequeno do que o Tiguan, mas muito mais feliz sob o ponto de vista estético. Estreia a nova face do construtor, com uma grelha mais rasgada, grupos ópticos mais finos e a assinatura luminosa em LED, proporcionada pelas Daytime Running Lights, a abandonar os faróis e a descer para envolver as entradas de ar na frente do pára-choques.

SUV “português” já mexe. Eis o Volkswagen T-Roc, fabricado na Autoeuropa

Novo modelo da VW vale 24% das exportações da Autoeuropa este ano

O T-Roc promete dar um novo fôlego à fábrica de Setúbal e às exportações nacionais, principalmente em 2018, mas produção aos sábados está a provocar conflito laboral e conta já com uma greve, com contornos inéditos na Autoeuropa.

Os trabalhadores da Autoeuropa cumpriram um dia de greve contra os novos horários de três turnos e trabalho aos sábados.

 

As compensações financeiras prometidas pela administração da Autoeuropa, um adicional de 175 euros por mês e mais um dia de férias para além das regalias previstas na legislação para o trabalho por turnos, não foram suficientes para demover os trabalhadores da Autoeuropa, que não aceitam a obrigatoriedade do trabalho ao sábado.

Manipulação Sindical?

O antigo líder da Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa, António Chora, mostra-se “espantado” com a greve de 24 horas — a primeira paralisação na história da empresa — agendada para esta quarta-feira pelos trabalhadores da fábrica de Palmela. Numa entrevista ao Jornal de Negócios, António Chora lamenta que a Comissão de Trabalhadores esteja a ser tomada pelo SITE Sul, um sindicato afeto à CGTP, que chegou à empresa pela mão de “quatro ou cinco populistas”.

 

Greve na Autoeuropa. António Chora lamenta “populismos” na Comissão de Trabalhadores

 


A produção do novo modelo acaba de se iniciar em Portugal mas é agora assombrada com divergências entre a administração da empresa e a comissão de trabalhadores; os trabalhadores recusam as condições de trabalho aos sábados e a administração questiona os aumentos dos custos de produção.

Sabendo que o impacto da permanência da Autoeuropa em Portugal representa cerca de 1% do Produto Interno Bruto Português, acha que este impasse é benéfico, que soluções se poderiam propor? E quando ao trabalho aos sábados, qual a sua posição, acha-o mesmo necessário no ramo automóvel?

 

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Manuel Bernardo

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https://www.publico.pt/2017/09/05/politica/noticia/a-greve-na-autoeuropa-e-assim-tao-chocante-1784306

https://www.publico.pt/2017/08/27/economia/noticia/novo-modelo-da-vw-vale-24-das-exportacoes-da-autoeuropa-este-ano-1783482