A estação-cascata

É sempre de louvar a aposta na mobilidade sustentável, por isso a ideia de construir uma estação ferroviária em Shijiazhung, na província de Hebei, China, foi bem recebida pela população, apesar do seu preço quase proibitivo: €505 milhões.

Porém, a qualidade da construção ou engenharia, tal como muitas na China, deixou a desejar. Em 2014, dois anos após a sua inauguração, uma chuva torrencial conseguiu passar pelo tecto da gigantesca estação, construindo uma cascata involuntária.

De acordo com o Daily Mail, esta estação serve alguns dos comboios de alta velocidade do território chinês, mas não conseguiu abrigar os seus passageiros – muitos deles ficaram encharcados.

Alguns passageiros culpam o design da estação pela cascata interior criada. A estação tem várias janelas no seu topo, mas muitas continuaram abertas muito tempo depois de a chuva começar. A chuva acabou por suspender dezenas de comboios, segundo o jornal.

Esta notícia relata uma obra aparentemente com com falhas grosseiras na sua construção da qual resultou um problema, felizmente apenas com danos materiais. Contudo tal não é sempre assim; este mês assinalam-se agora 15 anos sobre o trágico acidente (clique aqui) e de Entre-os-Rios que vitimou 59 pessoas por uma deficiente manutenção da obra.

No seu contexto pessoal e profissional conhece obras tenham ou possam apresentar falhas de construção ou na manutenção? Quais os principais factores que considera que poderão estar na origem de tais falhas? Que riscos tais falhas representam?