Eficiência, a dor de cabeça das emissões há 25 anos

870 milhões de toneladas de emissões de carbono evitadas. Este é o resultado do investimento que tem vindo a ser feito globalmente na eficiência energética, desde 1990 até 2014, revela o mais recente relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) Energy Efficiency Market Report 2015.

As melhorias na eficiência energética, ao longo dos últimos 25 anos, diminuíram a utilização de energia primária, em 2014, em mais de 760 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, detalha o mesmo documento. A par disso, esta aposta na eficiência permitiu aos consumidores dos países membros da AIE poupar 550 mil milhões de dólares — um valor que ascende aos gastos da União Europeia na importação de combustíveis por ano.

Dado que dois terços das emissões de CO2 resultam da queima de combustíveis, a AIE defende que “a eficiência é uma ferramenta essencial para minimizar os custos de redução da emissão de gases com efeito de estufa”, sendo que “não só reduz emissões e as faturas energéticas dos consumidores, como também melhora a segurança energética e as balanças comerciais”.

Prova disso são os 80 mil milhões de dólares poupados em importações de combustíveis fósseis nos países membros da AIE, advoga o relatório, através de exemplos. Só a Alemanha evitou despesas na ordem dos 30 mil milhões de dólares no ano passado aumentado o seu saldo comercial em 12%, enquanto o Japão cortou o seu défice comercial em 8%, poupando 10 mil milhões.

Em contagem decrescente para as negociações no âmbito da ação climática, na Conferência das Partes da ONU (COP 21), a realizar em Dezembro, em Paris, o relatório da AIE evidencia que “o ritmo das melhorias na eficiência energética faz crescer o otimismo em torno da transição para um sistema energético alinhado com o limite de aquecimento [global] de 2 graus”.

De salientar, ainda, que a intensidade energética — a quantidade de energia requerida para produzir o produto interno bruto — melhorou 2,3%, em 2014, nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), estando a um passo de atingir o target de 2,6% por ano que consta do programa “Energia para Todos” das Nações Unidas.

Em termos acumulados, sublinha o Energy Efficiency Market Report, foi evitada a emissão de 10 mil milhões de toneladas de CO2 ao longo dos últimos 25 anos, o que representa aproximadamente o equivalente às emissões anuais e atuais de todos os países membros da AIE.

 

Este mês queremos falar sobre eficiência energética; como sabemos e como é objecto de estudo neste curso é consensual que o futuro energético passará sempre pela utilização das energias renováveis, em particular a energia solar. Contudo não basta que se faça a captação da energia solar; é necessário que essa captação se faça da forma mais eficiente possível.

Queremos que faça uma reflexão sobre a eficiência dos sistemas Solares Térmicos na transformação da energia solar em energia térmica; onde ocorrem as principais perdas? Os materiais do futuro (outras ligas) poderão tornar estes sistemas mais eficientes ou acha que estamos já muito perto do ideal?