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Aqui estão 14 sinais de que você tem uma IE alta.

Sente curiosidade sobre pessoas que não conhece.

Gosta de conhecer novas pessoas e naturalmente tende a fazer muitas perguntas depois de ser apresentado a alguém?

Nesse caso, tem um certo grau de empatia, um dos principais componentes da IE.

Pessoas altamente empáticas – as que estão extremamente sintonizadas com as necessidades e os sentimentos dos outros, e agem de uma maneira sensível a essas necessidades – têm uma coisa importante em comum: são muito curiosas sobre estranhos e se interessam genuinamente em saber mais sobre os outros.

Ter curiosidade sobre os outros também é uma maneira de cultivar a empatia.

“A curiosidade expande a nossa empatia quando conversamos com pessoas de fora do nosso círculo social habitual, encontrando vidas e visões de mundo muito diferentes das nossas”, escreveu Roman Krznaric, autor do livro “Empathy: A Handbook For Revolution” [“Empatia: Um Manual para a Revolução”], no seu blog Greater Good.

É um ótimo líder.

Líderes excepcionais costumam ter uma coisa em comum, segundo Goleman.

Além dos tradicionais requisitos para o sucesso – talento, ética profissional e ambição, por exemplo -, eles possuem um alto grau de inteligência emocional.

Na sua pesquisa, comparando os que se saíram extremamente bem em papéis de liderança com aqueles que eram simplesmente medianos, ele descobriu que cerca de 90% da diferença dos seus perfis se devia à IE, e não à capacidade cognitiva.

“Quanto mais alta era a categoria de uma pessoa considerada um ator excelente, mais capacidades de inteligência emocional apareciam como motivo da sua eficácia”, escreveu Goleman na “Harvard Business Review”.

Conhece suas forças e suas fraquezas.

Um grande fator da autoconsciência é ser honesto consigo mesmo sobre quem você é – saber onde se sai muito bem e onde tem dificuldades, e aceitar estas verdades.

Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a identificar as suas áreas de força e de fraqueza, e analisa como pode trabalhar com maior eficácia dentro desse quadro.

Essa consciência gera a autoconfiança, que é um dos principais fatores da IE, segundo Goleman. “Se sabe em que é realmente eficaz, pode operar a partir dessa confiança”, diz ele.

Sabe prestar atenção.

É distraído por cada post, mensagem e pensamento que passa pela sua cabeça?

Nesse caso, pode estar a impedir-se de funcionar ao seu mais alto nível de inteligência emocional.

Por outro lado, a capacidade de suportar distrações e de se concentrar na “tarefa” é um grande segredo da inteligência emocional, diz Goleman.

Sem estar presente consigo mesmo e com os outros, é difícil desenvolver autoconsciência e relacionamentos fortes.

“A sua capacidade de se concentrar no trabalho que está a fazer, e deixar para ler uma mensagem ou fazer um telefonema quando terminar determina o seu nível de eficiência. Este aspecto durante a infância vem a ser um fator de previsão forte do sucesso financeiro quando adulto, mais do que o seu QI ou a riqueza da sua família”, diz Goleman. “E podemos ensinar as crianças a fazer isto.”

Quando está chateado, sabe exatamente por quê.

Todos nós experimentamos uma série de flutuações emocionais ao longo do dia, e muitas vezes nem compreendemos o que está a causar a onda de raiva ou de tristeza.

Um aspecto importante da autoconsciência é a capacidade de reconhecer de onde vêm as suas emoções e saber por que está chateado.

A autoconsciência também trata de reconhecer as emoções quando elas surgem, em vez de identificá-las mal ou ignorá-las.

Pessoas emocionalmente inteligentes recuam um passo diante das emoções, examinam o que estão a sentir e o efeito dessa emoção sobre elas.

Dá-se bem com a maioria das pessoas.

“Ter relacionamentos satisfatórios e eficazes – esse é um sinal [de inteligência emocional]”, diz Goleman.

Importa-se profundamente em ser uma pessoa boa e moral.

Outro aspecto da IE é a nossa “identidade moral”, que tem a ver com a extensão em que queremos ver-nos a nós mesmos como pessoas éticas e cuidadosas.

Se é uma pessoa que se importa em construir esse lado de si mesma (independentemente de como atuou em situações morais anteriores), pode ter um alto índice de IE.

Dá-se um tempo para desacelerar e ajudar os outros.

Se criar o hábito de desacelerar para prestar atenção aos outros, seja saindo ligeiramente do seu caminho para cumprimentar alguém ou ajudar uma pessoa idosa no metro, demonstra inteligência emocional.

Muitas pessoas, na maior parte do tempo, estão completamente concentradas em si mesmas. E frequentemente, porque estamos tão ocupados a correr, num estado de stress, a tentar fazer coisas, que simplesmente não temos tempo para perceber os outros, quanto menos ajudar.

“[Existe um] espectro que vai da total autoabsorção a perceber e a sentir empatia e compaixão”, disse Goleman em uma palestra TED sobre compaixão.

“O simples facto é que se estivermos focados em nós mesmos, se estivermos preocupados – o que muitas vezes estamos, durante o dia todo -, realmente não perceberemos totalmente o outro.”

Ser mais atencioso, em contraste com estar absorvido no seu mundinho, planta as sementes da compaixão – um componente crucial da IE.

É bom a ler as expressões faciais das pessoas.

Ser capaz de sentir como os outros se estão a sentir é uma parte importante de ter uma boa IE.

http://greatergood.berkeley.edu/ei_quiz/

Faça este teste da Universidade da Califórnia em Berkeley (em inglês) para descobrir a sua eficiência em ler as emoções dos outros.

Depois de cair, levanta-se rapidamente.

Como lida com os erros e reveses diz muito sobre quem é. Indivíduos com alta IE sabem que se há uma coisa que todos temos que fazer na vida é seguir em frente.

Quando uma pessoa emocionalmente inteligente sofre um fracasso ou revés, é capaz de se recuperar rapidamente.

Isto acontece em parte por causa da capacidade de experimentar com atenção as emoções negativas sem deixar que elas saiam do controle, o que oferece um grau mais alto de resistência.

“A pessoa resistente não fica presa às emoções negativas, deixa que elas fiquem lado a lado com outros sentimentos”, disse Barbara Fredrickson, autora de “Positivity” [Positividade], à “Experience Life”.

“Por isso, ao mesmo tempo que elas estão a sentir ‘estou triste por causa disso’, também tendem a pensar ‘mas estou grata por isto’.”

É um bom juiz de caráter.

Consegue sempre ter a sensação de quem uma pessoa é, desde o início – e suas intuições raramente se enganam.

Confia no seu instinto.

Uma pessoa com inteligência emocional é alguém que se sente à vontade a seguir sua intuição, diz Goleman.

Se é capaz de confiar em si mesmo e nas suas emoções, não há motivo para não ouvir aquela voz interior (ou aquela sensação na barriga) que lhe diz que caminho deve seguir.

Sempre foi automotivado.

Sempre foi ambicioso e trabalhador quando criança, mesmo quando não era recompensado por isso? Se é uma pessoa atuante e motivada – e consegue focar a sua atenção e a sua energia para perseguir os seus objetivos -, provavelmente tem um alto nível de IE.

Sabe dizer não.

Autorregulação, um dos cinco componentes da inteligência emocional, significa ser capaz de se disciplinar e evitar hábitos insalubres.

As pessoas dotadas de IE geralmente são bem equipadas para tolerar o stress (um gatilho dos maus hábitos para muitas) e controlar seus impulsos, segundo Goleman.