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Este mês recuperamos o tema dos Motores a Diesel e a sua viabilidade no futuro; Mais económicas, do ponto de vista do consumo, e mais duradouras as motorizações diesel parecem ter uma morte anunciada; Segundo um estudo os carros a diesel vão representar em 2020 apenas 30% de todo o mercado automóvel a nível continental e devem depois continuar a cair.

 

O domínio dos diesel na Europa, onde representavam cerca de metade da quota de mercado (em Portugal é superior a 60% VEJA AQUI https://www.statista.com/statistics/425113/eu-car-sales-share-of-diesel-engines-by-country/ ), está prestes a chegar ao fim. Segundo as previsões da analista de mercado JP Morgan Chase & Co., em 2020 vão representar apenas 30% (na Noruega é já 32%) de todo o mercado automóvel a nível continental e devem depois continuar a cair, algo que se explica pela conjugação de diversos fatores.

Esta alteração de paradigma será potenciada por três motivos diferentes, onde se destacam desde logo as dúvidas dos clientes relativamente às vantagens desta tecnologia e a transparência nos consumos e emissões que deriva do DieselGate da Volkswagen e também das suspeitas que têm recaído sobre outros fabricantes. Esta será uma situação com impacto nos lucros das marcas, com uma redução de 5% nos ganhos gerados, que assim devem redirecionar as verbas de projetos de desenvolvimento de novas soluções, como os veículos híbridos e elétricos alimentados a baterias. O motivo para a aposta nestas motorizações também se explica pela terceira “causa de morte” dos diesel na Europa, e que será precisamente a progressiva introdução de regras mais exigentes por parte das autoridades continentais, tanto através dos novos ciclos de testes como pela obrigação de cumprir limites de emissões progressivamente mais restritivos, algo que já tem vindo a ocorrer paulatinamente. Na vertente da legislação têm também impacto para muitos condutores as restrições à circulação nas cidades, com a ameaça de não ser permitida a entrada a veículos diesel nas grandes metrópoles.

Thomas Schlick, um especialista da empresa Roland Berger, explica que “a quota dos diesel tem vindo a cair progressivamente ao longo dos anos devido aos limites de emissões mais restritivos que tornam esta tecnologia mais cara”, recordando não apenas as regras comunitárias como as restrições à circulação em muitas cidades como outro motivo para o declínio das vendas. Este analista refere ainda impactos no mundo laboral, pois afirma que “as implicações da queda na procura dos modelos combustão são significativos para a indústria automóvel pois cerca de 1/3 dos postos de trabalho estão relacionados com as tecnologias de motorizações”. Também a Comissária Europeia dos Transportes, Elzbieta Bienkowska acredita que os diesel vão ser descontinuados, e afirma que apesar desta situação não ir ocorrer de um dia para o outro mas que “tenho a certeza de que vão desaparecer mais rápido do que poderemos imaginar”.

Outros artigos a consultar

https://www.sapo.pt/noticias/motores/mercados-antecipam-o-principio-do-fim-dos_5a969f4888cff5c6318e15b5

https://www.motor24.pt/cronicas/diesel-passou-bestial-besta/

Fim dos motores a Diesel e gasolina será em 2040?


Este mês queremos reflectir sobre este tema; segundo os textos anteriores o dieselgate iniciado pela Volkswagen parece ter deixado uma marca irreversível na confiança dos utilizadores e dos reguladores do mercado automóvel e, ainda segundo o artigo, as marcas ir apostar nas soluções híbridas/eléctricas (Leafs, Zoes e outros utilitários eléctricos são já visíveis um pouco por todo o lado). Por outro lado as regulações dos países começam a ser cada vez mais exigentes e a proibição de veículos com emissões poluentes é já anunciada.

Na sua experiência profissional/pessoal como tem sentido o mercado; Considera que as pessoas estão desconfiadas quanto às motorizações diesel? Denota um maior interesse pelos veículos híbridos ou eléctricos? Ou acha que o artigo anterior não faz grande sentido? Aguardo os vossos comentários !!

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Manuel Bernardo