Se há locais na Terra onde o Sol bate com regularidade, então esses locais não estão a ser bem aproveitados para produção de energia. Mas isso vai mudar na Austrália, com um novo projeto que vai aproveitar o extenso território do país e dar origem a uma quinta solar com mais de três milhões de painéis, no que vai ser o primeiro passo para popularizar o uso de energia solar nos Antípodas.

Oficialmente, 18 por cento do território australiano é desértico, mas no total 35 por cento do território tem pouca vegetação, pelo que há um grande potencial para o uso da energia solar. O Grupo Lyon vai construir este ano a maior quinta de energia solar do mundo, no estado da Austrália do Sul, na zona de Riverland, que tem um clima mediterrânico. Esta quinta estará pronta até ao final do ano, e vai ter 1,1 milhões de baterias e 3,4 milhões de painéis solares.

A quinta vai ter uma capacidade de produção de 330 MW de energia. Uma quinta semelhante, na vizinha Roxby Downs, também está em construção, para ficar em 2018, vai produzir 120 MW, com 1,3 milhões de painéis e 1,1 milhões de baterias. O custo total das duas quintas solares é de 950 milhões de dólares australianos (674 milhões de euros).

Em Portugal prepara-se a terceira vaga da revolução das energias renováveis. As centrais solares previstas para os próximos anos implicam investimentos no valor de 500 milhões de euros.

A energia solar fotovoltaica corresponde apenas a 2,4% do total de potência instalada renovável em Portugal. Com as 15 centrais planeadas, este valor promete crescer dos 300 megawatts (MW) para os 900 megawatts, cruzando os dados da secretaria de Estado da Energia, promotores e processos de consulta pública.

O investimento mais elevado num só projecto vai ter lugar na central solar de Alcoutim, distrito de Faro. O consórcio sino-celta China Triumph International Engineering /Welink vai investir 200 milhões de euros para construir uma central com 220 megawatts de potência, que será, quando estiver concluída, a maior central solar em Portugal. Até agora, esse lugar é ocupado pela central da Amareleja com 45,8 megawatts.

Já a Hyperion, do antigo presidente da EDP João Talone, está a preparar-se para investir um total de 130 milhões de euros para construir 150 megawatts de energia solar fotovoltaica. São cinco centrais solares planeadas pela Hyperion no Alentejo, em Ferreira do Alentejo, Moura (duas), Évora e Sousel. Apenas a de Évora já tem luz verde para avançar, enquanto as restantes quatro estão actualmente em processo de consulta pública.

Outras cinco centrais solares fotovoltaicas estão a ser construídas também no Alentejo pela Expoentfokus, empresa de Santo Tirso. O investimento total deverá ficar entre os 100 e os 120 milhões de euros para construir centrais em Ourique, Évora e Nisa com uma potência total de 130 megawatts. Após construídas, estas centrais solares vão passar para as mãos de um fundo dinamarquês, revela ao Negócios Fernando Seixo, da Expoentfokus.

Sem surpresas, a maioria das centrais solares planeadas está localizada no Alentejo pois é nesta região, a par do Algarve, que se registam os maiores valores de radiação solar em Portugal Continental.

Também a portuguesa Exus Management Partners prepara-se para construir quatro centrais solares, cujos projectos já estão aprovados, com três delas localizadas em Alcácer do Sal, Castelo de Vide e Salvaterra de Magos.

Esta companhia – liderada pelo ex-vice-presidente da Iberwind, António Gellweiler, e pelo ex-administrador da EDP Renováveis, Pedro Adão Fonseca – quer investir 60 milhões de euros para construir estas quatro centrais com uma potência de 67 megawatts. A construção destes projectos deve arrancar no segundo semestre deste ano, devendo estar concluídos até 2018.

“As razões para esta aposta prendem-se com o facto de a energia solar fotovoltaica ser neste momento uma tecnologia madura e competitiva, e Portugal dispor de condições naturais muito favoráveis, permitindo reforçar o ‘mix’ energético renovável nacional, onde já tem bastante destaque a energia de origem hídrica e eólica”, segundo fonte oficial da Exus.

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Portugal parece agora acreditar em projectos de grande dimensão.

Que importância e impacto terá na empregabilidade do sector da Construção e Energias Renováveis? E para o país e o Ambiente? Será rentável ou considera que seria mais um “elefante branco” para aumentar a nossa dívida externa?

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