Blog Auxilar de Farmácia

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Este é um espaço de aprendizagem colaborativa com discussão de temas relevantes para promoção da reflexão e partilha de conhecimento, opiniões e experiências. Clique abaixo para aceder ao último tema.

CEAC Fórum de Junho – DPOC Clique aqui

CEAC FÓRUM DO MÊS DE JUNHO

DOENÇA PULMUNAR OBSTRUTIVA CRÓNICA – DPOC

CEAC Fórum: É uma doença que engloba a bronquite crónica e o enfisema pulmonar, problemas que provocam a obstrução ou aperto dos brônquios e a destruição do tecido pulmonar, podendo coexistir ou surgir separadamente.

Segundo o Serviço Nacional de Saúde, afeta cerca de 14% dos portugueses maiores de 40 anos, em particular fumadores. Fique a conhecer melhor esta doença e respetivos sintomas, assim como os tratamentos aconselhados e formas de prevenção.

Principais causas:

A principal causa da DPOC é o tabagismo. Para além disso a inalação frequente de alguns tipos de poluição ambiental ou profissional também podem provocar inflamação no aparelho respiratório, fragilizando a mucosa e contribuindo para a efetivação da doença.

Por outro lado, a deficiência hereditária de uma proteína denominada alfa 1-antitripsina pode igualmente estar associada ao aparecimento da DPOC.

Sintomas e diagnóstico:

Ainda que se trate de uma patologia silenciosa até à ocorrência de um problema pulmonar significativo, estão entre os sintomas mais recorrentes a tosse e expetoração praticamente diárias, pieira e falta de ar associada a esforços físicos.

A par da observação médica, recomenda-se a realização de uma espirometria, um teste de respiração que mede a quantidade de ar expirado pelos pulmões e que demonstra o estreitamento das vias aéreas.

No entanto, como os sinais têm uma progressão lenta, acaba por haver a uma desvalorização dos mesmos e consequentemente a uma intervenção médica mais tardia.

Complicações:

Caso não exista uma intervenção rápida e assertiva face ao diagnóstico, a DPOC pode dar origem a outros problemas. Os mais comuns são a tensão elevada ao nível das artérias pulmonares ou tumores no pulmão.

Por outro lado, a incapacidade para realizar exercício físico decorrente da dificuldade em respirar conduz a um quadro de enfraquecimento dos ossos e músculos, sendo comum em pessoas com DPOC a osteoporose e a perda de massa muscular.

A depressão é outro cenário possível, principalmente causada pela impossibilidade de manter uma vida ativa devido às dificuldades respiratórias.

Tratamento da DPOC:

A forma de combater a DPOC depende dos sintomas e gravidade, ainda que a cessação tabágica seja o primeiro passo.

  • Nos quadros mais ligeiros, faz-se apenas tratamento nas fases de agudização dos sintomas.
  • No caso de um doente com sintomas regulares, aconselha-se o recurso a inaladores que reduzem o estreitamento das vias aéreas e relaxam os músculos destas vias.
  • Em doentes com obstrução grave das vias aéreas e com agudizações habituais, recomenda-se o recurso a corticosteroides inalados para reduzir a frequência.
  • Em situações mais graves, a solução passa por corticosteroides orais.
  • Em pacientes cuja DPOC tenha mais agudizações, pode mesmo ser necessária a administração de oxigénio, seja durante as crises ou nos casos de insuficiência respiratória crónica, durante pelo menos 16 horas diárias.

Como prevenir?

Uma vez que a DPOC é uma doença intimamente relacionada com o tabagismo, a melhor forma de prevenção é nunca fumar ou deixar de o fazer o mais rapidamente possível, pois esse ato reduz o declínio da função pulmonar e o risco de infeção.

Outra estratégia importante é utilizar proteção respiratória, como máscaras, caso a profissão obrigue a exposição a poeira, fumos e agentes químicos.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Identifique os principais riscos da DPOC e como é possível viver com a doença. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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Fórum Maio: Depressão – Clique aqui

 

O que é?

A depressão é uma das doenças psiquiátricas mais comuns. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a depressão é um dos principais problemas de saúde no mundo desenvolvido.

Estima-se que uma em cada quatro mulheres e um em cada dez homens possam ter crises de depressão em alguma fase da sua vida e as crianças também podem ser afetadas.

Não existem dados concretos em relação à sua frequência em Portugal, mas as estimativas referem valores de 2 a 3% para os homens e de 5 a 9% para as mulheres para as formas mais graves de depressão e valores superiores a 20% para formas mais ligeiras da doença.

 

O que distingue uma depressão da tristeza?

A depressão constitui uma patologia que pode passar despercebida, uma vez que os seus sintomas podem ser atribuídos a outras causas (como doenças físicas ou stress).

É importante perceber que todos podem estar tristes, mas que esses sentimentos duram pouco tempo, pelo contrário, na depressão ocorre interferência com as atividades do dia-a-dia associadas a um sofrimento intenso. Como tal, a depressão, embora comum, é uma doença grave.

Muitos doentes com depressão não procuram tratamento, embora existam formas eficazes de a tratar.

Sintomas

A depressão é uma perturbação do humor que não deve ser confundida com sentimentos de tristeza, geralmente reativos a acontecimentos da vida, temporários e que, de um modo geral, não são incompatíveis com uma vida normal.

A depressão  pode apresentar diferentes formas e graus de gravidade e os seus sintomas podem prolongar-se no tempo, podendo incluir:

  • Sentimentos de tristeza e aborrecimento
  • Sensações de irritabilidade, tensão ou agitação
  • Sensações de aflição, preocupação, receios infundados e insegurança
  • Diminuição da energia, fadiga e lentidão
  • Perda de interesse e prazer nas atividades diárias
  • Perturbação do sono e do desejo sexual
  • Variações significativas do peso por perturbações do apetite
  • Sentimentos de culpa e de autodesvalorização
  • Alterações da concentração, memória e raciocínio
  • Sintomas físicos não devidos a outra doença (dores de cabeça, perturbações digestivas, dor crónica, mal-estar geral)
  • Ideias de morte e tentativas de suicídio

 

A depressão afeta de modo significativo o rendimento no trabalho, a vida familiar e escolar e todas as atividades do doente, causando grande sofrimento.

Nas formas mais graves, os sintomas podem surgir sem relação aparente com acontecimentos traumáticos da vida e duram diversos meses.

Nas formas mais ligeiras, a intensidade dos sintomas é menor e permite a manutenção das atividades diárias, embora esteja presente a sensação de fadiga, tristeza e desinteresse, e tende a prolongar-se durante anos.

Em alguns casos, a depressão não se manifesta sob a forma de tristeza, mas através de sintomas como a fadiga, dores inespecíficas, sensação de opressão no peito, insónias, perturbações digestivas (náuseas, vómitos, diarreia), o que coloca a hipótese de uma doença diferente, dificultando e retardando o diagnóstico.

A depressão pode fazer parte da doença bipolar, na qual ocorrem episódios de depressão alternados com períodos de excitação e euforia. Nas fases eufóricas, a autoestima dos doentes está muito elevada com perda da noção da realidade, podendo ocorrer gastos excessivos e a realização de negócios impossíveis.

Causas

De um modo geral, a depressão resulta de uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos:

  • Existe tendência hereditária para alguns tipos de depressão.
  • Os acontecimentos traumáticos da vida contribuem para o aparecimento da depressão, podendo funcionar como desencadeantes ou facilitadores de episódios depressivos.
  • O tipo de personalidade e a forma como cada indivíduo lida com os problemas também se associa a uma maior ou menor predisposição para a depressão.

Tratamento

  • O tratamento é importante de modo a que a depressão não se prolongue e se agrave. Se os sintomas não forem reconhecidos como fazendo parte de uma doença, a avaliação negativa feita pelos outros tenderá a acentuar a fraca imagem pessoal e a reduzida autoestima.
  • O suicídio é uma possibilidade que não deve ser esquecida e o tratamento é essencial para reduzir esse risco e permitir a melhoria dos sintomas da depressão.
  • Existem diversos tratamentos possíveis para a depressão, incluindo-se os medicamentos antidepressivos e a psicoterapia, que deverão ser escolhidos pelo médico de forma individualizada. De um modo geral, são tratamentos que devem ser prolongados durante um período de tempo significativo de modo a serem eficazes.
  • O suporte familiar e social é um complemento importante do tratamento selecionado pelo médico.
  • O prognóstico da depressão é bom e depende essencialmente do tratamento instituído e de um adequado controlo de todos os fatores de risco presentes em cada caso.
  • Através das terapias não convencionais e em conjunto com os tratamentos médicos, utilizando a Acupuntura e a Homeopatia para reduzir a ansiedade, as insónias, utilizando a Naturopatia, reforçando o sistema imunitário, através de suplementos, fitoterapia, recomendações alimentares, entre outros.

 

Prevenção:

Embora não seja possível prevenir a depressão, existem alguns hábitos de vida que pode adotar para a manutenção da sua saúde mental:

  • Encontrar formas de gerir o stress e melhorar a autoestima.
  • Cuidar bem de si: dormir o suficiente, adotar uma alimentação saudável e praticar exercício físico com regularidade.
  • Procurar apoio na família e amigos nas alturas mais difíceis.
  • Fazer consultas de rotina com regularidade e consultar o seu médico assistente se não se sentir bem.
  • Procurar ajuda se se sentir deprimido; não espere, pois poderá pior a situação.

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CEAC Fórum Abril: Desafios profissionais e pessoais do Covid 19 – Clique aqui para aceder

CEAC Fórum Abril: Desafios Profissionais e Pessoais do Covid 19

CEAC Fórum: Este mês, seria inevitável falarmos desta pandemia que nos atormenta e transforma os dias, e veio transformar este ano de 2020 num ano estranho, atípico, que nos alterou as rotinas, que está a destruir famílias e que, infelizmente, tão depressa não nos deixará.

Vamos, então, comentar o CORONAVÌRUS!

Gostava muito de saber o que pensam sobre este assunto e quais as consequências diretas e indiretas que já existem e poderão existir para todos nós.

Sem dúvida que estamos perante uma calamidade de saúde pública (o mais importante), mas também outra calamidade do foro económico, e também esta irá demorar a passar. .

O que pensam?

Gostava que refletissem nos vários aspetos e que partilhassem as vossas experiências particulares, referindo de que modo tudo isto vos está a afetar (ou não) e às vossas famílias.

Acham que foram e estão a ser tomadas as medidas necessárias, do ponto de vista da contenção da propagação do vírus, que já se revelou bastante mortífero?

Qual a explicação para os nossos números (embora altos), mas substancialmente abaixo de outros países europeus, supostamente mais avançados e desenvolvidos do que nós?

Estamos preparados? Vamos estar? A situação vai melhorar ou acham que ainda vai piorar?

Estão a cumprir o isolamento social? Porquê?

Como se explica que todos os dias sejam detidas pessoas por incumprimento do confinamento?

Acham que a União Europeia está a fazer a sua parte? E as medidas de apoio do Governo? São suficientes para as empresas e famílias? O que podia ser melhorado?

Partilhem connosco as vossas opiniões sobre este assunto, de grandes implicações económicas e de saúde pública, a nível mundial!

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COVID-19. Teletrabalho: Que direitos e deveres?

Estatísticas

 


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Fórum Março: Vírus do papiloma humano – HPV – Clique aqui

Vírus do papiloma humano – HPV

O que é?

O vírus do papiloma humano (HPV) é responsável por um elevado número de infeções que, na maioria, das vezes não apresentam sintomas e são de regressão espontânea. Esta é uma das infeções de transmissão sexual mais comuns a nível mundial.

O vírus do papiloma humano engloba mais de 200 vírus relacionados. Os tipos de HPV transmitidos sexualmente enquadram-se em duas categorias:

HPV de baixo risco: não causam cancro, mas podem causar verrugas nos órgãos genitais e ânus (os tipos 6 e 11 do HPV são os mais frequentes)
HPV de alto risco: podem causar cancro (cerca de 12 tipos de HPV de alto risco foram identificados, de entre os quais, os tipos 16 e 18 do HPV)

Como se diagnostica a infeção por HPV?
A realização regular do teste de Papanicolau ajuda a identificar alterações precoces das células do colo, permitindo o seu tratamento e vigilância. Este teste citológico de rotina é uma ferramenta de rastreio importante, pois não há forma de saber previamente em que pessoa o vírus vai persistir e evoluir para cancro.

 

Se estas alterações não forem identificadas precocemente, existe a possibilidade de evoluírem para lesões mais graves e, eventualmente, para cancro.

 

O teste do HPV-DNA, que possibilita a caracterização genética do vírus, está disponível em Portugal, mas não faz parte de um rastreio regular. Este teste mais específico pode estar recomendado em situações de alterações do colo, detectadas pelo teste de rastreio.

Quais são os sintomas?

O HPV provoca frequentemente uma infeção silenciosa em que muitos dos infetados não têm sintomas nem sinais óbvios. Por vezes as verrugas estão presentes, mas não são visíveis por se encontrarem numa parte interna do corpo ou por serem muito pequenas.

Como se transmite?

As infeções genitais por HPV são, geralmente, transmitidas por via sexual, através do contacto com a pele ou a mucosa. Menos frequentemente, o vírus é transmitido durante o parto.

A infeção por HPV é mais frequente nos mais jovens e nos primeiros anos após início da atividade sexual, sendo a infeção de transmissão sexual mais frequente nestas idades.

Na população sexualmente ativa, 50 a 80% dos indivíduos adquirem infeção por HPV nalguma altura da sua vida, apesar de, na grande maioria dos caos, não haver evolução para doença sintomática.

Como posso prevenir?

A prevenção do HPV faz-se através de várias medidas:

utilização do preservativo
fazer a vacina do HPV, consoante recomendação médica
falar com o parceiro(a) sobre as infeções de transmissão sexual e a sua prevenção
realização regular por parte da mulher de um exame ginecológico e de a uma colpocitologia (teste papanicolaou) e/ou teste de HPV-DNA, se recomendado e disponível, mesmo que tenha feito a vacina

Qual é o tratamento?

Existe tratamento para as lesões (verrugas) provocadas pela infeção por HPV, de acordo com a orientação médica. Pode variar entre eletrocoagulação, laser, crioterapia ou excisão cirúrgica.

Existe vacinação?

Sim. A vacina contra infeções por HPV faz parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV). Está recomendada para administração aos 10 anos de idade, aplicável para raparigas, num esquema de duas doses (0, 6 meses) e a partir de Outubro de 2020, também para os rapazes.

Que tipos de cancro são causados pela infeção por HPV?

A infeção por HPV pode originar vários tipos cancros como:

cancro do colo do útero
cancro vaginal
cancro anal
cancro da vulva
cancro orofaríngeo
cancro peniano

 

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Identifique os principais riscos do HPV e como é possível viver/conviver com a doença em que medida poderá afectar a vida sexual do casal / parceira(o) (s) . Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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Fórum Fevereiro: MONONUCLEOSE – Clique aqui para aceder

MONONUCLEOSE

O que é?

A mononucleose é uma infeção viral causada pelo vírus Epstein-Barr (da família dos Herpes). É também conhecida como doença do beijo, por se transmitir pela saliva e secreção nasal.

Pode afetar pessoas de várias idades contudo é mais comum em crianças e jovens.

Quais são os sintomas?

A mononucleose infecciosa pode causar:

  • febre
  • dor de garganta
  • dificuldade em engolir
  • amigdalite
  • dor de cabeça
  • aparecimento de gânglios no pescoço
  • cansaço
  • tosse,
  • erupção cutânea
  • mal-estar
  • náuseas e vómitos

 

Por vezes, esta doença pode provocar também o aumento de tamanho do fígado e baço.

Quanto tempo pode durar?

A mononucleose pode durar entre 1 e 4 semanas.

Como prevenir?

A principal medida de prevenção passa por evitar beijar a pessoa infetada. Não é necessário o isolamento das pessoas doentes para evitar o contágio.

Como se trata?

Não há nenhum medicamento para o tratamento da doença, mas pode tomar paracetamol ou ibuprofeno para melhorar os sintomas que esta infeção produz. Os antibióticos não são úteis, já que esta é uma infeção produzida por vírus.

Deve repousar e evitar fazer desporto.

Com todos estes sintomas, é normal que o apetite diminua. Comer pode ser mesmo um sacrifício. No entanto, uma alimentação adequada é crucial para aumentar a imunidade e recuperar da infeção, o que pode durar algumas semanas. Também se recomenda a ingestão de líquidos para aliviar os sintomas e evitar a desidratação. A adoção destas medidas, juntamente com muito descanso, contribui para impedir o aparecimento de complicações.

 

O que devo e o que não devo comer?

  • Adote uma dieta variada, equilibrada e ricado ponto de vista nutricional, com vista a reforçar o seu sistema imunitário. Inclua alimentos de todos os grupos alimentares, mas escolha os melhores para ajudar o seu organismo a combater o vírus.
  • Prefira refeições mais leves e alimentos mais moles, como sopa, canja, leite, iogurtes e gelados, pois são mais fáceis de engolir e de digerir. Desta forma conseguirá alimentar-se bem, apesar dos problemas na garganta que são característicos desta infeção. Por outro lado, como é desaconselhada a prática de desportos, as refeições mais ligeiras, embora em maior número, permitem que não se sinta demasiado “pesado”.
  • Os alimentos ricos em ómega 3, como o salmão, ajudam a combater a inflamação. Para cozinhar, o azeite é a gordura de eleição. Não coma fast foode alimentos com muita gordura, especialmente produtos processados, como batatas fritas de pacote. Assim não irá sobrecarregar órgãos que estão mais vulneráveis por causa da infeção, como o fígado. Não ingira alimentos ácidos, salgados e condimentados, que podem igualmente agravar a dor e o desconforto.
  • Eleja alimentos não refinados.Por exemplo, coma cereais integrais em vez de pão branco ou biscoitos. Como fonte de proteínas, dê preferência a carnes brancas, ovo, peixes e leguminosas (como o feijão e as lentilhas). Aumente o consumo de alimentos ricos em antioxidantes, como os hortofrutícolas, de modo a fortalecer as defesas do organismo.
  • Ingira bebidas frescas, de preferência água. Garanta uma ingestão de pelo menos 8 a 10 copos por dia. A desidratação é uma complicação frequente por causa das febres altas e da falta de vontade de beber. No caso das crianças, incentive-as a beber em pequenos goles ou com uma palhinha.
  • Os batidos e sumos de frutas são uma boa escolha.Além de serem muito nutritivos, também contribuem para manter o corpo hidratado. Mas atenção: os sumos de citrinos podem irritar ainda mais os tecidos já inflamados da garganta. Evite as bebidas gaseificadas e o café.
  • Os chás também são uma boa opção para hidratar.Alguns estudos mostram que o chá verde pode ser especialmente aconselhável, devido a propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

 

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Fórum Janeiro: ANOREXIA Clique aqui para aceder

Anorexia

O que é a Anorexia?

A anorexia corresponde à perda ou ausência de apetite. É diferente da anorexia nervosa, transtorno alimentar em que ocorre recusa constante de alimentos mesmo quando se sente fome.

 

A diminuição do apetite pode ser sintoma das mais variadas condições.

 

Quais as causas da Anorexia?

– Doença

A lista de doenças que podem reduzir o apetite é vasta, destacando-se as seguintes: alcoolismo, hepatites, Doença de Addison, pneumonia, infeção pelo VIH/SIDA, outras doenças infeciosas, depressão, ansiedade, cancro, insuficiência renal, insuficiência cardíaca, doença de Crohn, tuberculose, colite ulcerosa.

 

– Medicação

Diversos medicamentos podem causar anorexia, como os antidepressivos, os opiáceos, as anfetaminas, alguns antidiabéticos, a suspensão súbita de fármacos estimulantes do apetite e os corticosteroides.

 

– Outros fatores

No que se refere à anorexiaenquanto perda de apetite, a sua resolução e tratamento estão diretamente dependentes da causa e, como tal, será no diagnóstico e na correção do fator que a originou que estará a chave para o seu controlo.

O que é a Anorexia Nervosa?

A anorexia nervosa é uma perturbação caracterizada por uma distorção da imagem corporal, com um medo extremo da obesidade, a incapacidade em manter um peso mínimo normal dentro dos 15% do peso corporal ideal e, nas mulheres, a ausência de períodos menstruais durante, pelo menos, três meses consecutivos.

 

– Taxa de incidência de anorexia nervosa

Em cerca de 95% dos casos, a anorexia nervosa atinge o género feminino. Geralmente, começa na adolescência, por vezes antes, e mais raramente na idade adulta.

 

A anorexia nervosa afeta sobretudo pessoas de classe socioeconómica média e alta. Na sociedade ocidental o número de pessoas com esta perturbação tem vindo a aumentar.

 

Em Portugal, estima-se uma prevalência de anorexia nervosa na ordem dos 0,3% a 0,4%, ocorrendo 90% dos casos no género feminino. Embora esta prevalência não seja muito elevada, ocorrem formas parciais da doença em cerca de 12,6% das adolescentes, cerca de 7% apresentam uma perturbação da imagem corporal e 38% das adolescentes com peso normal referem desejo de perder peso. Estes números, todos referentes a Portugal, merecem uma atenção especial.

 

Esta doença pode ser ligeira e transitória ou grave e duradoura, sendo fatal em 10 a 20 % dos casos.

 

Quais as causas da Anorexia Nervosa?

A sua causa é desconhecida, mas a pressão social parece ser um fator decisivo. Existem também fatores genéticos envolvidos.

 

O desejo de ser magro é muito frequente na sociedade ocidental e a obesidade é considerada pouco atraente. Mesmo as crianças estão a par destas atitudes e um grande número de adolescentes segue regimes para controlar o peso. De facto, a anorexia nervosa é muito afectada pelo processo de globalização e pela difusão dos padrões das sociedades modernas no que se refere a beleza.

 

Como se manifesta a Anorexia?

Muitas das mulheres que mais tarde desenvolvem anorexia nervosa são meticulosas e compulsivas, ambicionando o sucesso e a realização profissional.

 

– Preocupações com a imagem corporal

Os primeiros sinais são uma crescente preocupação com a dieta e o peso corporal, mesmo sendo já magras, como é o caso da maioria das pessoas com anorexia nervosa. A preocupação e a ansiedade intensificam-se à medida que emagrecem.

 

Mesmo face a uma magreza extrema a pessoa insiste que está obesa, nega ter qualquer problema, não se queixa da falta de apetite ou da perda de peso e, em geral, resiste ao tratamento. Como tal, não recorre ao médico até que os familiares a obriguem.

 

– Controlo alimentar obsessivo

Embora anorexia signifique ausência de apetite, as pessoas com anorexia nervosa estão esfomeadas e preocupadas com a alimentação, estudando regimes e calculando calorias.

 

Cerca de 50 % das pessoas com anorexia nervosa ingerem uma quantidade excessiva de comida e a seguir desencadeiam o vómito ou ingerem laxantes ou diuréticos. A outra metade restringe simplesmente a quantidade de comida que ingere. A maioria pratica também um excesso de exercício para controlar o peso.

 

– Alterações hormonais

As mulheres deixam de menstruar, por vezes antes de terem perdido muito peso.

É comum uma perda de interesse sexual. Ocorre, ainda, frequência cardíaca lenta, pressão arterial baixa, baixa temperatura corporal, inchaço dos tecidos por acumulação de líquidos e cabelo fino e suave ou, pelo contrário, excessiva camada de pelos na face e corpo. A depressão é habitual na anorexia nervosa e ocorrem diversos tipos de alterações hormonais.

 

– Outra consequências (em caso de desnutrição grave)

Quando a desnutrição se torna grave, todos os órgãos principais são afectados. Os problemas mais perigosos são os relacionados com o coração, com os líquidos e com o sódio, potássio e cloro. O coração fica fraco e expulsa menos sangue. A pessoa pode desidratar-se e ter tendência para o desmaio. O sangue pode acidificar-se e os valores de potássio no sangue podem descer. Vomitar e tomar laxantes e diuréticos pode piorar a situação.

 

Pode ocorrer uma morte súbita devido ao aparecimento de ritmos cardíacos anormais.

 

Como se diagnostica a Anorexia Nervosa?

Para a anorexia nervosa não existe um diagnóstico específico.

 

Esse diagnóstico é feito com base numa perda de peso acentuada e nos sintomas psicológicos característicos. O doente típico é uma adolescente que perdeu pelo menos 15 % do seu peso corporal, receia a obesidade, deixou de menstruar, nega estar doente e parece saudável.

 

Como se trata a Anorexia Nervosa?

A anorexia nervosa requer acompanhamento psicológico e físico, este realizado por endocrinologistas e por nutricionistas. É essencial envolver no processo toda a família.

 

É possível recuperar da anorexia nervosa. Estima-se que cerca de metade das pessoas recuperam, muitas outras apresentam períodos de recuperação e recaídas e uma minoria mantém uma forma crónica, mas é difícil prever a evolução de cada caso.

 

Geralmente, o tratamento faz-se em duas fases: a primeira é a restauração do peso corporal normal; a segunda é a psicoterapia, muitas vezes completada com fármacos.

 

– Recuperação de peso

Quando a perda de peso foi rápida ou intensa (por exemplo, mais de 25 % abaixo do peso ideal) a recuperação de peso é crucial e o tratamento inicial é geralmente realizado num hospital. Raramente, a doente é alimentada por via endovenosa ou através de um tubo colocado no nariz e que chega até ao estômago.

– Psicoterapia

Quando o estado nutricional é aceitável, começa-se o tratamento a longo prazo, que deve ser feito por especialistas nas alterações do apetite e que pode incluir psicoterapia individual, de grupo e familiar, assim como fármacos.

Como se previne a Anorexia Nervosa?

A melhor prevenção da anorexia nervosa passa pela identificação precoce dos primeiros sinais deste distúrbio e a sua pronta correção. Uma perda de autoestima, insatisfação com a aparência, alteração nos hábitos alimentares são motivos para abordar este tema. O suporte, a atenção e o diálogo são, neste caso, boas ferramentas que devem ser exploradas.

 

Artigo retirado de : https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/anorexia

 

Fontes:

Manual Merck online, 2013
Mayo Foundation for Medical Education and Research, Março 2013
National Alliance on Mental Ilness, Jan. 2013
Anorexia em Portugal, Vânia Fachada, Licenciatura de Sociologia, Univ. Coimbra, 2004
Isabel do Carmo e col., Epidemiologia da anorexia nervosa – Prevalência da anorexia nervosa em adolescentes do sexo feminino nos distritos de Lisboa e Setúbal, Acta Med. Port., 2001: 14: 301-31

 

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ALZHEHEIMER

Alzheimer: o que é? Sintomas e como prevenir

O Alzheimer é um tipo de síndrome demencial, que está diretamente relacionado com perdas severas de memória, raciocínio e inadequação de comportamentos. Uma notícia lançada pelo JN em 2009 indicava que eram mais de 90.000 os indivíduos afetados por esta demência em Portugal e que os números tendem a duplicar nos próximos 30 anos. Faltam estudos mais recentes acerca da prevalência desta doença na população Portuguesa, embora esta síndrome demencial esteja a ser alvo de profundas investigações em todo o mundo, sendo um dos principais focos das investigações neurológicas relacionadas com o envelhecimento.

O Alzheimer, como qualquer outra demência, é causado pela degeneração de células cerebrais, desenvolvendo sintomas que se vão acentuando ao longo do tempo, até ao ponto de interferirem com as atividades de vida diária do utente. É uma demência que causa particulares incómodos na família e nos cuidadores informais.

Algumas informações sobre o Alzheimer

É uma das principais “formas de demência“, representando entre 60% a 80% destes casos
Está associado a um declínio constante – quer isto dizer que é uma doença progressiva que piora gradualmente ao longo do tempo, apesar de todas as abordagens terapêuticas que o corpo clínico poderá ter
O alzheimer não tem cura, mas existem tratamentos cada vez mais eficazes que poderão ajudar a atrasar o declínio do utente
O alzheimer não é “normal” no envelhecimento – o envelhecimento não é significado de alzheimer, apesar da idade ser o maior fator de risco conhecido. Também existe o risco de pessoas com idade inferior a 65 anos terem Alzheimer e existem, naturalmente, casos reportados em Portugal

Principais sintomas do Alzheimer

Normalmente, salvaguardando que cada caso é um caso, os primeiros sintomas do Alzheimer são a perda de memória de curto prazo, ou seja, a dificuldade em recordar informações recentemente adquiridas. Isto causa no utente alguma confusão e pode levá-lo a repetir questões inúmeras vezes, pelo facto de não ter capacidade de memória de curto prazo. Isto acontece porque, no caso deste síndrome demencial, a degeneração das células cerebrais acontece principalmente na zona do cérebro que afeta a aprendizagem.

A progressão da doença, no entanto, leva a outros sintomas que se manifestam de forma severa e cujo desenvolvimento pode ser muito rápido:

Desorientação e confusão
Mudanças súbitas no humor e comportamentos
Confusão e dificuldade em recordar datas, eventos, as horas e os dias
Criação de suspeitas sem fundamento acerca da sua família e dos seus cuidadores
Dificuldade em comunicar, engolir e caminhar

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Detetando o Alzheimer

Devido à natureza desta doença, a sua deteção não é realizada pelo próprio demenciado mas sim pelos cuidadores e a família. Quando os familiares reconhecem alguns dos sintomas e “desconfiam” de Alzheimer, recomendamos que agilize a marcação de uma consulta médica assim que possível.

Diagnosticando o Alzheimer

Não existe um teste objetivo ou biológico que permita fazer o diagnóstico do Alzheimer. O diagnóstico desta demência, ou qualquer outra, é realizada por médicos especialistas após realização de exames físicos, exames neurológicos, avaliação do historial clínico do utente, avaliação da progressão dos sintomas, entre outras avaliações. Existem ferramentas e instrumentos próprios que permitem o profissional ter uma ideia do estado de saúde mental do utente, mas o diagnóstico não é imediato nem simples de ser realizado.

Tratamentos para o Alzheimer

O Alzheimer, como indicado anteriormente, é um síndrome demencial sem cura associada. A morte das células cerebrais é um processo não reversível. No entanto, as opções terapêuticas cada vez mais disponíveis permitem ao utente controlar os sintomas, atrasando o aparecimento de novos sintomas, mas nunca controlando totalmente a doença.

Prevenindo o Alzheimer

Sendo naturalmente focados na prevenção e na educação, recomendamos que sejam adoptados determinados estilos de vida pelo adulto que possam ajudar a diminuir a incidência de síndromes demenciais, como o Alzheimer.

Evitar riscos cardiovasculares – para isso não deverá fumar, evitar ingestão de bebidas alcoólicas, manter o colesterol e a tensão arterial controlada e manter um peso saudável
Ter uma alimentação saudável – a dieta Mediterrânea, com o azeite como principal fonte de gordura, rica em vegetais e frutas e com ingestão controlada de laticínios pode ajudar a combater o envelhecimento cerebral
Estudos sugerem que indivíduos que ingerem mais de 2.100 calorias por dia duplicam o risco de diminuir a sua capacidade cognitiva
Instituir rotinas de exercício físico diário ou semanal, conforme indicações do médico especialista
Manter a mente ativa – realizando atividade profissional o mais tempo possível, ter hobbys indicados para a estimulação cognitiva, são exemplos de como pode manter o seu cérebro ativo por mais tempo

Em jeito de conclusão, recomendamos que mantenha o seu coração saudável para ajudar a manter o seu cérebro saudável. Prevenir não tem custos, já o diagnóstico do Alzheimer tem custos financeiros e especialmente emocionais muito grandes para a família e cuidadores.

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto o Alzheimer. Identifique os principais riscos e como é possível viver e conviver com a doença. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.

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DIABETES

O que é a Diabetes?

A Diabetes é uma doença metabólica crónica, que pode ter várias causas e que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue (glicémia).

Esta alteração é acompanhada por outras alterações do metabolismo.

O açúcar é necessário para o metabolismo de todas as células. Para que ele seja transportado para dentro das células o nosso pâncreas produz insulina, hormona que vai captar a glicose da corrente sanguínea e levá-la para as células de todo o corpo onde será utilizada como energia.   Qualquer pessoa pode sofrer de Diabetes, no entanto a exposição a fatores de risco pode aumentar a probabilidade do seu aparecimento.   As crianças e adolescentes sofrem essencialmente de Diabetes tipo 1. Geralmente o diagnóstico é precoce, quer pelos sintomas, quer pelas análises de rotina. Atualmente começam a surgir adolescentes obesos com Diabetes tipo 2, facto que ainda não é muito frequente no nosso país.

Como se manifesta a Diabetes?

Os sintomas da Diabetes são causados pelas quantidades de açúcar no sangue. Por isso, podemos ter sintomas associados ao aumento dos níveis de açúcar (hiperglicemia) ou à diminuição dos níveis de açúcar (hipoglicemia). Sintomas de Hipoglicemia A hipoglicemia geralmente ocorre em diabéticos que utilizam fármacos para controlar a Diabetes, sejam eles insulina ou antidiabéticos orais. Esta condição pode resultar da toma excessiva ou incorreta da medicação, jejum prolongado ou exercício físico inadequado. Os níveis de açúcar no sangue não devem ser inferiores a 70mg/dl. Quando se tomam medicamentos para controlar a Diabetes é necessário ter muita atenção com a alimentação para que os níveis de açúcar não desçam demasiado. O cansaço inexplicável, as tonturas, a visão turva e a dificuldade em raciocinar são os principais sintomas da hipoglicemia. Sintomas de Hiperglicemia A hiperglicemia pode acontecer nos diabéticos mal controlados ou quando existe ingestão de uma grande quantidade de açúcar. Esta condição pode causar sintomas como visão turva, sensação de boca seca, transpiração excessiva, cansaço.

Quais os fatores de risco para a Diabetes?

A Diabetes é um problema de Saúde Pública que resulta, muitas vezes, da forma como as pessoas vivem e dos hábitos que têm. A incidência da Diabetes tem vindo a aumentar. Em 2010, cerca de 34,9% da população portuguesa entre os 20 e os 79 anos apresentava Diabetes ou pré-Diabetes e cerca de 43,6% dos casos não estavam diagnosticados.   A Diabetes é responsável por várias complicações que diminuem a qualidade de vida, podendo provocar a morte precoce. É uma doença que não tem cura. No entanto, o avanço nos tratamentos e a compreensão da doença permitem aos diabéticos levar uma vida praticamente normal. Muitas vezes, o cuidado com a alimentação e a prática regular de exercício são suficientes para evitar a doença ou para a manter controlada.   Alguns fatores de risco são possíveis de controlar (fatores de risco modificáveis); outros, não podemos controlar (fatores de risco não modificáveis).   Fatores de risco modificáveis Hipertensão Arterial Obesidade Privação de sono Sedentarismo Tabagismo   Fatores de risco não modificáveis Doenças do pâncreas ou doenças endócrinas Historia Familiar Recém-nascido com peso superior a 4kg Sexo e idade: As mulheres acima dos 45 anos são as mais afectadas pela Diabetes

Como se diagnostica a Diabetes?

Um dos principais problemas no diagnóstico de Diabetes resulta dos sintomas passarem muitas vezes despercebidos, levando a um diagnóstico tardio. Para diagnosticar a Diabetes é necessária uma análise dos sintomas e dos fatores de risco. Geralmente é utilizado apenas um parâmetro para fazer o diagnóstico de Diabetes. Se forem utilizados dois, deverão ser concordantes e, caso não sejam, dever-se-á repetir a análise. Se não existirem sintomas é natural que o médico peça uma segunda análise duas semanas após a primeira.

Como se previne a Diabetes?

Embora a Diabetes não tenha cura, um bom controlo da glicemia pode prolongar a vida e evitar complicações nos diabéticos. A prevenção da Diabetes envolve três pontos importantes para o controlo da doença e essencialmente das suas complicações:   1 – Conhecer a Diabetes É importante que o diabético conheça bem o seu tipo de Diabetes, só dessa forma poderá cumprir e melhorar o tratamento. A forma como lida com a sua doença será o principal fator de sucesso no seu tratamento. 2 – Controlo da Glicemia O objetivo principal do tratamento da Diabetes é controlar os níveis de glicemia. Se os mantiver dentro de valores normais tem muito menor probabilidade de sofrer de complicações da Diabetes. 3 – Alimentação Uma das prioridades no diabético tipo 2 é melhorar hábitos alimentares e perder peso. Sendo este um dos fatores de risco que mais contribui para o desenvolvimento da doença e para o aparecimento de complicações, é também um dos fatores mais importantes a controlar. A medicação não será eficaz se não se melhorarem os hábitos alimentares.

Como se trata a Diabetes?

Os diabéticos tipo 1 fazem tratamento com insulina (insulinoterapia), que é administrada por via subcutânea (por baixo da pele). A administração de insulina deve ser feita a par de uma vigilância correta da glicemia e de uma alimentação saudável e prática de exercício regular. As administrações de insulina nos Diabéticos Tipo 1 são sempre adaptadas a cada caso.   Os diabéticos tipo 2 controlam a glicemia com antidiabéticos orais. Por vezes não é necessária qualquer medicação já que, neste tipo de Diabetes, é possível controlar a glicemia controlando apenas o peso, alterando os hábitos alimentares e praticando exercício. Também pode ser prescrita Insulina nos diabéticos tipo 2, se o tratamento com antidiabéticos orais não for capaz de atingir os objetivos esperados.

Fontes: CUF – https://www.saudecuf.pt/mais-saude/doencas-a-z/diabetes

Portal da Diabetes (http://portaldadiabetes.pt)

Gardete-Correia L e col., First diabetes prevalence study in Portugal: PREVADIAB study, Diabet Med. 2010 Aug;27(8):879-81

Medscape Reference (http://emedicine.medscape.com)

 

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Fórum Outubro – A gripe

  1. O que é a gripe?

A gripe é uma infeção altamente contagiosa que pode afetar pessoas de qualquer idade. É uma infeção causada pelo vírus do género influenza dos tipos A e B.

É uma doença sazonal, que ocorre com maior frequência durante os meses de outono e inverno.

O vírus da influenza do tipo A é o mais patogénico para o Homem, e o responsável pelas epidemias. Sendo que de acordo com a Organização Mundial da Saúde e a European Centre For Disease Prevention and Control (ECDC) a variante predominante do vírus desta época é o H3N2.

 

  1. Como se transmite a gripe?

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas formadas e expelidas ao tossir ou espirrar, ou através do contacto direto, por exemplo pelas mãos quando em contacto com superfícies contaminadas.

Estas gotículas contêm o vírus que ao entrar em contacto com o nosso organismo irá dar origem à doença após o período de incubação – tempo desde o contágio até o surgimento dos primeiros sintomas.

O período de incubação pode variar entre 1 a 4 dias

O período de contágio, por sua vez, inicia 2 dias antes do começo dos sintomas e pode prolongar-se até 5 dias após, sendo que nas crianças este período pode ser superior a uma semana.

 

  1. Quais são os sintomas da gripe?
  • Mal-estar generalizado
  • Febre, com temperatura superior a 37,8ºC
  • Arrepios
  • Dor de cabeça (cefaleia)
  • Dor muscular e articular
  • Tosse seca ou tussícula
  • Dor de garganta

 

A febre é um dos sintomas mais comuns na gripe. Normalmente os doentes com gripe podem apresentar febre entre dois e cinco dias, acompanhada de dor muscular, e por vezes, sintomas de constipação, como por exemplo congestão nasal /nariz entupido, espirros, dor ou irritação da garganta. Habitualmente os doentes com gripe melhoram após cinco dias, embora em alguns casos a melhoria só aconteça após uma semana. Existem casos em que os doentes podem apresentar fadiga ou prostração durante algumas semanas após a resolução dos sintomas.

 

  1. Quais são as complicações da gripe?

A complicação mais frequente da gripe é a pneumonia, no entanto esta ocorre geralmente em grupos de risco, tais como:

  • Pessoas com idade igual ou superior a 65 anos
  • Doentes crónicos e imunodeprimidos – terapêutica de substituição renal crónica (diálise), submetidas a transplante de células precursoras hematopoiéticas ou transplante de órgãos, trissomia 21 e quimioterapia
  • Grávidas
  • Diabéticos
  • Pessoas com doenças respiratórias – fibrose quística, patologia do interstício pulmonar e doença pulmonar obstrutiva crónica.
  1. Qual o melhor tratamento para a Gripe?

O tratamento é sintomático, isto significa que o objetivo é controlar e aliviar os sintomas causados pela gripe.

Para uma rápida recuperação:

  • Não se automedique com antibióticos (a gripe é causada por vírus e os antibióticos não têm qualquer efeito)
  • Se estiver grávida: consulte ao seu médico ou ligue para a SNS 24 antes de iniciar qualquer medicação
  • Beba líquidos em quantidade suficiente
  • Fique em casa
  • Pode tomar paracetamol para aliviar sintomas como a febre e dor muscular
  • Utilize soro fisiológico para a congestão nasal
  • Mantenha o seu espaço com uma temperatura amena
  1. Em que situação devo procurar assistência Médica?
  • Se sentir dificuldades em respirar
  • Se sentir dor no tórax
  • Se tiver vómitos incontroláveis (dado que este sintoma pode provocar desidratação em especial nas crianças e nos idosos).
  • Diminuição do volume e frequência de urina

 

  1. Como posso prevenir a gripe?A vacinação contra a gripe é a principal medida de prevenção e tem como objetivo proteger as pessoas mais vulneráveis, prevenindo a doença e as suas complicações.

Cumpra com as medidas de etiqueta respiratória:

  • Tossir ou espirrar para um lenço descartável ou para o antebraço
  • Lave as mãos
  • No caso de estar com gripe é aconselhado o distanciamento social
  1. Onde, quando e como me posso vacinar?

A vacina está disponível, gratuitamente, nos centros de saúde para alguns dos grupos de risco. As pessoas não abrangidas pela vacinação gratuita podem adquirir a vacina nas farmácias, sob prescrição médica, beneficiando de comparticipação de 37%.

A vacinação é gratuita nos Centros de Saúde para:

  • Pessoas com idade superior a 65 anos
  • Residentes ou internadas em instituições
  • Grupos de maior risco clinico, independentemente da idade, sem necessidade de declaração médica:
    • Diabetes Mellitus
    • Terapêutica de substituição renal crónica (diálise)
    • Trissomia 21
    • Doentes que estejam a aguardar ou que já tenham sido submetidos a transplante de células percursoras hematopoiéticas ou de órgãos sólidos
    • Profissionais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e Bombeiros com atividade assistencial
  • Com necessidade de declaração médica, referindo a sua inclusão num destes grupos de risco:
    • Sob quimioterapia
    • Fibrose quística
    • Défice de alfa-1 antitrispina sob terapêutica de substituição
    • Patologia do interstício pulmonar sob terapêutica imunossupressora
    • Doença crónica com comprometimento da função respiratória, de eliminação de secreções ou com risco aumentado de aspiração de secreções

 

Fontes:

UpTodate: Patient education: Influenza symptoms and treatment (Beyond the Basics) https://www.uptodate.com/contents/influenza-symptoms-and-treatment-beyond-the-basics?source=see_link#H1

DGS: Gripe. https://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/gripe.aspx

Marta Leite Ferreira. Observador. Esta Gripe é mesmo mais forte que o normal? http://observador.pt/explicadores/esta-gripe-e-mesmo-mais-forte-que-o-normal/09-o-que-acontece-se-uma-gripe-nao-for-tratada-convenientemente/

Saúde 24: http://www.saude24.pt/PresentationLayer/modulo_01.aspx?moduloid=44

Flu News Europe. http://flunewseurope.org/

CEAC Fórum do mês de Setembro – Aftas: Clique aqui

CEAC Fórum do mês de Setembro  – Aftas

 

CEAC FÓRUM –  As aftas são pequenas feridas ou lesões que surgem na boca, designadamente na mucosa bucal, na gengiva, na língua ou nos lábios. Podem surgir sozinhas ou agrupadas, são rasas, redondas ou ovaladas e podem assumir várias cores (branco, vermelho ou amarelado). Provocam dor, desconforto e dificuldades em comer, beber e até falar.

Qual é a origem das aftas

Nem sempre é possível saber o que deu origem a uma ou mais aftas, embora possamos desconfiar de algumas das causas:

  • Traumatismos;
  • Mordeduras acidentais na língua ou na zona interior da bochecha;
  • Escovagem dos dentes demasiado vigorosa;
  • Movimento de dentes mal posicionados ou afiados;
  • Mastigação de alimentos demasiado duros.

 

Consideram-se fatores de risco

  • História familiar/genética;
  • Fatores hormonais;
  • Stresse ou ansiedade;
  • Carência de certos nutrientes, como sais minerais (ferro e zinco) ou vitaminas (sobretudo vitamina B12 e ácido fólico);
  • Problemas dentários ou má higiene oral;
  • Dieta desequilibrada;
  • Sistema imunitário debilitado, algumas doenças ou reação a medicamentos.

 

Alimentos a evitar

As aftas reagem muito mal perante determinado tipo de alimentos. Para prevenir as aftas, evite ingerir:

  • Alimentos picantes ou muito condimentados;
  • Alimentos salgados, como alguns snacks, amendoins ou batatas fritas;
  • Frutas cítricas ou ácidas, como laranjas, limões e morangos;
  • Alimentos demasiado duros, como tostas ou frutos secos;
  • Alimentos ou bebidas quentes (como café);
  • Refrigerantes (por causa do açúcar branco);

 

O que comer

Como forma de prevenir e ajudar a tratar as aftas, faça uma alimentação saudável, privilegiando:

  • Alimentos que forneçam a quantidade necessária de vitaminas e sais minerais;
  • Alimentos macios, como sopas de legumes e purés;
  • Bebidas frias, como água e chás.

 

Prevenção e tratamento das aftas

Normalmente, as aftas desaparecem em cerca de uma a duas semanas, de forma espontânea, mesmo sem qualquer tratamento. No entanto, podem ser recomendados alguns produtos ou fármacos para ajudar a aliviar os sintomas e prevenir possíveis infeções. Assim, o tratamento poderá incluir:

  • Soluções antisséticas e antibacterianas (colutórios para bochechar, géis ou gotas);
  • Analgésicos e anti-inflamatórios de aplicação local (sob prescrição médica).
  • Gel protetor da mucosa oral

 

Sabia que…

As aftas não são contagiosas, não se devendo a agentes como vírus, bactérias ou fungos.

 

Atenção!

As aftas não devem ser confundidas com herpes. Este sim, é contagioso. No caso do herpes, as lesões surgem sobretudo nos lábios ou à volta da boca e dão sintomas diferentes, como sensação de picada ou queimadura.

Artigo retirado de: https://www.saudecuf.pt/mais-saude/artigo/aftas-qual-a-origem-e-que-alimentos-evitar

Aos tratamentos convencionais é possível suplementar recorrendo às Terapias não Convencionais (TNC’S).

Estudos clínicos demonstram que os suplementos com L-lisina ajudam na recuperação das lesões decorrentes de infeção e previnem ainda a ocorrência de recaídas periódicas.

Os resultados protetores, obtidos com a suplementação com L-lisina, podem ser potenciados quando esta é combinada com vitamina C, complexo B e zinco. Aconselha-se ainda a toma regular de acidófilos, que promovem a saúde intestinal associada a uma colonização por bactérias benéficas, que estimulam a imunidade do organismo, bem como de alguns homeopáticos, nomeadamente o Borax, Mercurius Solubilis e Sulfuricum Acidum.

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