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Fórum do mês de fevereiro – A Solidão

 

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“Todos nós já sentimos solidão. Somos seres sociais e, por isso, precisamos do contacto e das relações com os outros para nos sentirmos bem. Quando esta nossa necessidade não é satisfeita, sentimo-nos sós.

Solidão não é sinónimo de estar sozinho. Podemos escolher estar sozinhos e sermos muito felizes. Mas também podemos estar rodeados de pessoas e, mesmo assim, sentirmo-nos sozinhos, sem percebermos porquê.

Podemos sentir-nos sós devido às circunstâncias pessoais (após uma separação ou divórcio, quando o nosso trabalho e compromissos não nos deixam espaço para a vida social, após a reforma ou a vivência de um acontecimento traumático). Mas às vezes o sentimento de solidão é mais profundo, constante, vem de dentro de nós e não desaparece por muitos amigos que tenhamos. Podemos sentir que não existe ninguém na nossa vida com quem possamos partilhar os nossos sentimentos e vivências.

As pessoas que experienciam solidão têm tendência para ter uma baixa auto-estima, dificuldades em dormir e sentirem-se mais stressadas. Às vezes, o sentimento de solidão é tão esmagador que nos pode levar a ter pensamentos suicidas.

Quando nos sentimos sozinhos podemos tentar passar o máximo de tempo possível com outras pessoas ou, pelo contrário, podemos tentar esconder-nos do mundo.

A solidão pode ter um grande impacto na nossa saúde psicológica: pode contribuir para o desenvolvimento de um problema de saúde psicológica (como a ansiedade, a depressão ou as adições) e as pessoas que têm um problema de saúde mental podem sentir-se sós (devido ao estigma ou à discriminação, por exemplo).” Ordem dos Psicólogos Portugueses http://encontreumasaida.pt/

Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.
Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.
A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

 

Fórum do mês de fevereiro – A Higiene do Sono em crianças – Clique aqui para aceder

baby-care-child-cute-87394.jpeg“Não se pode viver sem dormir, assim como não se pode viver sem respirar. A alternância entre a vigília e o sono constitui um ritmo fundamental da espécie humana assumindo particular importância durante a infância.

Contrariamente ao que se pode julgar, o sono, ao qual consagramos um terço da nossa existência, não se limita a uma simples ausência de vigília. O sono é um estado muito complexo que serve para reorganizar todas as nossas funções e garantir a nossa recuperação física e psíquica. Durante o sono há renovação celular, produção de hormonas e anticorpos assim como síntese de proteínas e regulação metabólica. Nas crianças o sono contribui de forma  importante para o seu crescimento corporal.

Ao nascer, os ciclos de sono não são influenciados pela alternância entre o dia e a noite. O bebé dorme em média 17 horas e é a fome que o desperta. Gradualmente, após o 1º mês de vida, o sono vai-se consolidando em torno do período noturno. Por volta dos 6 meses o lactente faz 2 a 3 sestas durante o dia. A partir de 1 ano de idade, a duração do sono diminui em média para 14 a 11 horas e a criança faz três períodos de sono, um de noite e dois de dia: de manhã e à tarde. Entre os 15 e os 30 meses de idade suspende espontaneamente a sesta da manhã, mantendo a sesta da tarde que só abandonará entre os 3 e os 5 anos, ou mais tarde, em algumas crianças.

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Em relação ao número total de horas diárias de sono, as recomendações são as seguintes:

1) Lactentes dos 4† aos 12 meses: 12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)

2) Crianças de 1 a 2 anos: 11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)

3) Crianças de 3 a 5 anos: 10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)

4) Crianças de 6 a 12 anos: 9 a 12 horas sono noturno por 24 horas

5) Adolescentes de 13 a 18 anos: 8 a 10 horas sono noturno por 24 horas

† – Não foram contempladas nestas recomendações idades inferiores a 4 meses devido a uma ampla variação dos normais padrões e duração de sono nesta faixa etária, bem como à insuficiente evidência científica de associação com consequências na saúde.

Poderemos estimar que as crianças de 1 a 2 anos de idade necessitam de 10 -11 h de sono noturno e 2-4 h de sesta e as crianças de 3 a 5 anos 10 -11 h noturnas e 1-3 h de sesta.

O sono saudável exige duração/tempo adequado, boa qualidade, regularidade e ausência de distúrbios ou perturbação do sono.

É da responsabilidade das famílias cumprir as regras essenciais para a higiene do sono, por:

1) promover um horário regular de deitar a criança todos os dias mantendo essa regularidade aos fins-de-semana, com uma diferença máxima de 30 minutos;

2) ter uma rotina de deitar estabelecida com um ritual que precede a ida para a cama sempre idêntico (vestir o pijama-lavar os dentes-contar história, a título de exemplo);

3) deitar a criança ainda acordada permitindo o uso de objeto de transição como uma fralda, chucha ou boneco;

4) evitar adormecer em local que não a própria cama;

5) evitar atividade estimulante antes de adormecer como exercício físico e

6) não permitir a utilização de ecrãs (televisão, telemóvel, tablet ou consola de jogos) antes de adormecer.

Se cabe às famílias promover o sono noturno de qualidade e em quantidade, é da responsabilidade das creches e dos estabelecimentos pré-escolares, para as crianças que os frequentem, garantirem o mesmo para o sono diurno, isto é, a sesta.

Tendo em especial consideração que a sesta na criança em idade pré-escolar não está garantida para a maioria das nossas crianças, consideramos que existe uma elevada percentagem de crianças em privação crónica de sono.

As crianças em idade pré-escolar (3 a 5/6 anos de idade) devem idealmente realizar 10 a 13 horas de sono/dia, entre 10 -11 horas de sono noturno e 1 a 3 horas de sesta.

A criança que inicia o seu dia no estabelecimento pré-escolar entre as 08h e as 09h necessita de cerca de 1h30 para que acorde, seja higienizada, ingira um pequeno-almoço adequado e seja para lá transportada. Assim, terá que ser acordada entre as 07h e as 07h30. Devido à realidade e limitações/impedimentos à qualidade de vida quotidiana familiar, principalmente para as famílias inseridas num contexto urbano, é de salientar que uma elevada percentagem só consegue que as suas crianças em idade pré-escolar (3 aos 5/6 anos) adormeçam entre as 21h e as 22h. Por conseguinte, a média de sono noturno será, na melhor das probabilidades, de apenas 9 a 10 horas. Atendendo ao anteriormente exposto, se para a criança entre os 3 e os 5 anos de idade, a duração total do sono em 24 horas deverá ser de 10 a 13 horas há de imediato uma falta de 2 a 4 horas de sono.

Num elevado número de crianças esta privação motiva a ocorrência de sestas tardias ou no trajeto até casa, com interferência no sono noturno e a alterações de comportamento que se repercutem sobre o bem-estar da criança e da família.

Desta forma, se a criança não fizer uma sesta ao início da tarde com uma duração mínima de 1 a 2 horas está em óbvia privação de sono.

A realização deste simples exercício prático permite-nos concluir que se a sesta não for promovida e incentivada nos estabelecimentos pré-escolares (públicos ou privados) as crianças ficam sujeitas a uma privação de sono crónica com consequências para a sua saúde orgânica e mental.

Vantagem da Sesta

Existe clara evidência científica de que dormir com qualidade e no número de horas recomendado, numa base regular, está associado a melhores resultados na saúde, nomeadamente a nível da atenção, comportamento, aprendizagem, memória, regulação emocional, qualidade de vida e saúde mental e física. Tem aparecido, no entanto, uma ou outra referência sugerindo a possibilidade da sesta poder perturbar o sono noturno.

A sesta parece promover uma alteração qualitativa na memória que envolve a abstração. A abstração, particularmente importante para os lactentes em desenvolvimento, é essencial no desenvolvimento cognitivo e da linguagem, permitindo grande plasticidade na aprendizagem. Na idade pré-escolar, a sesta tem sido referida como recurso valioso para a consolidação da memória.

Num estudo efetuado por Kurdziel L et al verificou-se que as sestas, nas crianças em idade pré-escolar, favorecem a aprendizagem na medida em que facilitam a memorização adquirida precocemente durante o dia quando comparadas com intervalos equivalentes em vigília. Este benefício da sesta é maior nas crianças que fazem a sesta de uma forma habitual apesar da idade. A diminuição do desempenho quando privadas da sesta não é recuperada durante a noite de sono subsequente. Consideraram assim que as sestas nas crianças favorecem o cumprimento dos objetivos académicos da educação precoce e que, por isso, deve ser preservada a respetiva oportunidade. Estes autores consideraram mesmo a indicação da sesta para apoio de crianças com dificuldades de aprendizagem.

Até quando se deve realizar a sesta.

Como entre os adultos, existem “grandes” e “pequenos” dormidores. Algumas crianças aos 4 anos de idade despertam em plena forma depois de dormirem apenas 10 horas e não conseguem fazer a sesta, enquanto outras têm dificuldade em acordar após 11 horas de sono noturno e necessitam de uma sesta de 1 a 2 horas no início da tarde.

Podem ser indicadores que a criança está já pronta para um único ciclo diário de sono à noite quando:

 1) há resistência prolongada na hora de adormecer à noite porque não está cansada;

2) apresenta despertares noturnos ou acorda muito mais cedo de manhã em comparação com a rotina prévia;

3) incapacidade em adormecer durante o período inicial de 30 a 40 minutos de sesta e

4) tem a capacidade de passar todo o dia acordada com preservação da atenção, humor e atividade sem necessidade de ter uma sesta.

Embora o sono insuficiente esteja ligado a uma variedade de problemas comportamentais, de atenção e cognitivos, nem todas as crianças têm as mesmas alterações em resultado da perda de sono ou em associação a um sono mais curto.

A variabilidade individual na necessidade do sono é influenciada por fatores genéticos, comportamentais, médicos e ambientais. Uma compreensão mais clara dos mecanismos biológicos subjacentes à necessidade do sono requer ainda investigação científica.

Como anteriormente destacado, durante o período pré-escolar a maior parte das crianças precisa de cumprir biologicamente um ciclo de sono bifásico (sono noturno + sesta). A partir dos 4/5 anos de idade algumas crianças começam a transição para o ciclo de sono monofásico (só sono noturno) embora a franca maioria continue a necessitar de realizar a sesta até aos 5/6 anos de idade para permitir o pleno desenvolvimento da sua saúde e bemestar.

Efetivamente não existem recomendações claras que estabeleçam quando é que uma criança deixa de precisar da sesta ou de quanto tempo esta deve durar. Na ausência de evidência científica, mas perante um balanço dos possíveis benefícios e deletérias consequências que a privação da sesta pode ter numa criança, a possibilidade de a fazer deve ser implementada até à idade escolar, devendo as necessidades de sono ser tidas em conta, individualmente.

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REPERCUSSÕES A CURTO E A LONGO PRAZO

À luz dos conhecimentos científicos atuais, a privação da sesta em idade pré-escolar pode condicionar um vasto leque de perturbações orgânicas, físicas, psíquicas e emocionais, por vezes, com consequências a curto e longo prazo, que podem mesmo ser irreversíveis.

As famílias preocupadas com a qualidade ou quantidade de sono da sua criança, quer seja por estar a dormir muito pouco ou muito além das horas recomendadas anteriormente referidas, deverão consultar o pediatra ou o médico de família da criança para a avaliação de uma possível patologia do sono.

Sabe-se que a perda de sono e a sua fragmentação afetam de modo direto o humor e a sua regulação, com irritabilidade e distúrbios na modulação dos afetos. As manifestações da privação de sono infantil são variadas, desde os vulgares sinais de sonolência, como esfregar os olhos ou deitar a cabeça sobre a mesa de trabalho, a comportamentos externalizantes, como aumento da impulsividade, agitação motora e agressividade, bem como distração e incapacidade para concluir tarefas.

Nas crianças, a privação de sono está, ao contrário dos adultos, mais frequentemente relacionada com sintomas de impulsividade e pouca atenção que podem ser confundidos com a perturbação de défice de atenção e hiperatividade.

A privação de sono afeta também as funções neuro-cognitivas com diminuição da flexibilidade do pensamento, do raciocínio abstrato, da destreza motora e da memória, com subsequente comprometimento da aprendizagem.

Há ainda uma relação clara estabelecida com o aumento de lesões acidentais e quedas frequentes, tendencialmente ao fim da tarde.

Além das consequências sobre o neurodesenvolvimento e o comportamento, os distúrbios do sono na infância têm sido associados à ocorrência de patologia orgânica do foro cardiovascular, imunológico, do metabolismo da glicose e da função endócrina, nomeadamente com risco aumentado de excesso ponderal/obesidade e de hipertensão arterial.

A disrupção do sono infantil e juvenil tem efeitos deletérios nos pais, aumentando nomeadamente o risco de depressão materna e de disfunção familiar.”

Retirado do documento  “RECOMENDAÇÕES SPS-SPP: PRÁTICA DA SESTA DA CRIANÇA NAS CRECHES E INFANTÁRIOS, PÚBLICOS OU PRIVADOS.”

Folheto da Associação Portuguesa de Sono

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Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.
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Para participar basta clicar em INSERIR COMENTÁRIO, não esquecendo de indicar o seu nome e curso para que o seu contributo seja avaliado. Os vossos comentários serão primeiro sujeitos à aprovação do professor pelo que podem não ficar imediatamente disponíveis.

Aguardo as vossas participações com expectativa, o vosso contributo é muito importante para o sucesso deste fórum!

Fórum do mês de janeiro- A Obesidade Infantil

 

Antes de mais, desejo-vos um feliz ano novo!

Após a época festiva e, numa altura em que se fala tanto na alteração das políticas públicas sobre alimentação, proponho a discussão sobre o tema da obesidade.

A obesidade infantil é considerada pelo Organização Mundial de Saúde como um dos desafios mais graves de saúde pública do século XXI. O problema é mundial e tem aumentado a um ritmo alarmante. Globalmente, em 2013, o número estimado de crianças com excesso de peso com menos de cinco anos de idade era mais de 42 milhões. Cerca de 31 milhões delas vivem em países em desenvolvimento.

Excesso de peso e obesidade são definidos como ” acumulação anormal ou excessiva de gordura que apresenta um risco para a saúde ” .

É difícil desenvolver um índice simples para medir o excesso de peso e obesidade nas crianças e adolescentes porque os seus corpos passam por uma série de alterações fisiológicas à medida que crescem . Dependendo da idade, existem métodos diferentes para medir o peso de um corpo saudável.

A obesidade infantil está associada a uma maior probabilidade de morte prematura e incapacidade na vida adulta. As crianças com excesso de peso e obesas são mais propensas a ficar obesos na idade adulta e a desenvolver doenças não transmissíveis (DNT) como diabetes e doenças cardiovasculares numa idade mais jovem. Para a maioria das DNT resultantes da obesidade, os riscos dependem parcialmente da idade de início e da duração da obesidade.

As consequências para a saúde mais significativas relacionadas com excesso de peso e obesidade infantil, que muitas vezes não se manifestam até à idade adulta, incluem:

as doenças cardiovasculares (principalmente a doença cardíaca e derrame);
diabetes;
distúrbios músculo-esqueléticos;
certos tipos de cancro (do endométrio, mama e cólon).

Pelo menos 2,6 milhões de pessoas morrem por ano devido ao excesso de peso ou obesidade.

Razões para as crianças e adolescentes se tornarem obesos

A principal causa de excesso de peso e obesidade infantil é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. O aumento global do excesso de peso e obesidade infantil são atribuíveis a uma série de fatores, incluindo:

A mudança global na dieta para o aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos que são ricos em gorduras e açúcares, mas pobre em vitaminas, minerais e outros micronutrientes saudáveis;
A tendência para a diminuição dos níveis de atividade física devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de brincar.

A Organização Mundial de Saúde reconhece que o aumento da prevalência da obesidade infantil é resultado de mudanças na sociedade. A obesidade infantil está associada principalmente com uma alimentação pouco saudável e baixos níveis de atividade física.

Mas o problema está ligado não só ao comportamento das crianças, mas está também, cada vez mais, ligado ao desenvolvimento de políticas sociais e económicas nas áreas de agricultura, transportes, planeamento urbano, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição e comercialização, bem como a educação.

O problema é social e, portanto, exige uma abordagem multidisciplinar.

Ao contrário da maioria dos adultos, as crianças e adolescentes não podem escolher o ambiente em que vivem ou a comida que comem. Eles também têm uma capacidade limitada de compreender as consequências a longo prazo do seu comportamento. Eles, portanto, requerem uma atenção especial no que diz respeito ao combate da epidemia da obesidade.

O papel dos pais

A promoção de dietas saudáveis e atividade física regular adequada são fatores importantes na luta contra a epidemia da obesidade infantil. Por isso cabe aos pais:

Ter alimentos saudáveis e bebidas saudáveis disponíveis em casa
apoiar e incentivar a atividade física
limitar a exposição a práticas de marketing (por exemplo, limite de visualização de televisão);
ensinar as crianças a resistir à tentação e estratégias de marketing;
fornecer informações e competências para fazer escolhas alimentares saudáveis.
reduzir o tempo de não-ativo (por exemplo, ver televisão, computador);

Simultaneamente os pais são aconselhados a viver e promover um estilo de vida saudável, porque o comportamento das crianças é muitas vezes moldada pela observação e adaptação ao estilo de vida dos pais.

O papel da escola

A promoção de dietas saudáveis e actividade física na escola é essencial para combater a epidemia de obesidade infantil. As crianças e adolescentes passam um tempo significativo das suas vidas jovens na escola, o ambiente escolar é o cenário ideal para adquirir conhecimentos e competências sobre escolhas saudáveis e para aumentar os níveis de atividade física.

Resumindo, o excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas com estes fatores, são em grande parte evitáveis. Assim, a prevenção é a opção mais viável para conter a epidemia de obesidade infantil.

O objetivo na luta contra a epidemia da obesidade infantil é alcançar um equilíbrio de energia que pode ser mantido ao longo do tempo de vida do indivíduo.

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Fórum do mês de janeiro – A Obesidade

Antes de mais, desejo-vos um feliz ano novo!

Após a época festiva e, numa altura em que se fala tanto na alteração das políticas públicas sobre alimentação, proponho a discussão sobre o tema da obesidade.

Factos
A obesidade é evitável.
Em 2014, mais de 1,9 bilião de adultos, com 18 anos ou mais velhos, estavam acima do peso ideal. Destes, mais de 600 milhões eram obesos.
39% dos adultos com 18 anos ou mais estavam acima do peso em 2014, e 13% eram obesos.
A maioria da população do mundo vive em países onde o excesso de peso e a obesidade mata mais pessoas do que o baixo peso.
42 milhões de crianças menores de 5 anos apresentavam excesso de peso ou obesidade em 2013.
O que causa a obesidade e excesso de peso?
Obesidade é definida como aumento de gordura anormal ou excessivo que pode prejudicar a saúde.
O Índice de massa corporal (IMC) é um índice simples, relação peso altura, que é comummente usado para classificar o excesso de peso e a obesidade em adultos. É definido como o peso de uma pessoa em quilogramas dividido pelo quadrado da sua altura em metros (kg / m2).
A definição da OMS é:
um IMC maior do que ou igual a 25 é excesso de peso.
um IMC maior do que ou igual a 30 é a obesidade.
A causa principal da obesidade e do excesso de peso é um desequilíbrio energético entre as calorias consumidas e as calorias gastas. Globalmente, tem havido:
um aumento da ingestão de alimentos altamente energéticos que são ricos em gordura;
um aumento na inatividade física devido à natureza cada vez mais sedentária de muitas formas de trabalho, mudando os modos de transporte, e a crescente urbanização.
As mudanças nos padrões alimentares e de atividade física são muitas vezes o resultado de mudanças ambientais e sociais associadas ao desenvolvimento e à falta de políticas de apoio em sectores como a saúde, agricultura, transportes, planeamento urbano, meio ambiente, processamento de alimentos, distribuição, marketing e educação.
Quais são as consequências de saúde comuns de excesso de peso e obesidade?
doenças cardiovasculares (principalmente doenças cardíacas e acidente vascular cerebral), que foram a principal causa de morte em 2012;
diabetes;
distúrbios músculo-esqueléticos (especialmente osteoporose – uma doença degenerativa altamente incapacitante das articulações);
alguns tipos de cancro (endométrio, da mama e cólon).

O risco para estas doenças não transmissíveis aumenta com o aumento do IMC.
A obesidade infantil está associada a uma maior probabilidade de obesidade na idade adulta, a morte prematura e incapacidade na vida adulta. Mas, além de um aumento dos riscos futuros, as crianças obesas sofrem também de dificuldades respiratórias, aumento do risco de fraturas, hipertensão, marcadores precoces de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e efeitos psicológicos.
O excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas, são em grande parte evitáveis. O ambiente e a comunidades onde estamos inseridos são fundamentais na formação das escolhas das pessoas.

Ao nível individual, as pessoas podem:

limitar o consumo de energia a partir de gorduras totais e açúcares;
aumentar o consumo de frutas e produtos hortícolas, bem como legumes, grãos integrais e nozes;
praticar atividade física regular (60 minutos por dia para crianças e 150 minutos por semana para adultos).

A responsabilidade individual só pode ter o seu efeito completo, onde as pessoas têm acesso a um estilo de vida saudável. Portanto, a nível da sociedade é importante:

apoiar os indivíduos no seguimento das recomendações acima descritas, através de um compromisso político sustentado e através da colaboração de diversos intervenientes públicos e privados;
promover a atividade física regular e ter mais escolhas alimentares saudáveis disponíveis e facilmente acessível a todos – especialmente os indivíduos mais pobres.

A indústria alimentar pode também desempenhar um papel significativo na promoção de dietas alimentares saudáveis :

reduzir a gordura, açúcar e teor de sal dos alimentos processados;
garantindo que as escolhas saudáveis e nutritivas estão disponíveis e acessíveis a todos os consumidores;
praticar marketing responsável, especialmente o destinado a crianças e adolescentes;
assegurar a disponibilidade de escolhas alimentares saudáveis e apoiar a prática de atividade física regular no local de trabalho.
Resumindo, o excesso de peso e a obesidade, bem como as doenças não transmissíveis relacionadas com estes fatores, são em grande parte evitáveis. Assim, a prevenção é a opção mais viável para conter a epidemia da obesidade.
Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.
Participe e desenvolva, no seu ponto de vista, o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda comentar as participações dos colegas.
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Fórum do mês de dezembro – Feliz Natal!

Sem Título

Natal é tempo de presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra.

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As melhores memórias do Natal não se devem resumir à abertura dos presentes, afinal o Advento prolonga-se durante muito mais tempo e pode estar recheado de muitos momentos especiais para mais tarde recordar. Envolver as crianças nas preparações natalícias é uma excelente maneira de lhes incutir todo o espírito mágico desta quadra.

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Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema Natal e as crianças, pesquise ou identifique tradições, atividades a desenvolver e dicas sobre os presentes para desfrutar ao máximo desta quadra em família.

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O post de cada formando não deve exceder a pág. A4 e deve ser submetido até ao final da semana. A sua participação conta 20% para a avaliação da Unidade.

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Desejo-vos um FELIZ NATAL e um 2018 cheio de sonhos e concretizações pessoais e profissionais!

Fórum do mês de dezembro – Feliz Natal!

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Natal é tempo de presentes, presentes, presentes… e o Pai Natal, claro! Para as crianças, a quadra natalícia resume-se, praticamente, a estas duas coisas. Coisas importantes, sem dúvida, mas limitativas. Afinal, o Natal é muito mais do que isso e é fundamental que as crianças o percebam – só assim podem viver e recordar, ano após ano, o verdadeiro espírito da quadra.

As melhores memórias do Natal não se devem resumir à abertura dos presentes, afinal o Advento prolonga-se durante muito mais tempo e pode estar recheado de muitos momentos especiais para mais tarde recordar.

Também associamos o Natal à família, mas nem todos passam o Natal em família.

Como sabemos nem todas as pessoas têm oportunidade de passar o Natal em família, seja pela distância, seja por não terem família, porque estão institucionalizadas, ou pelas mais diversificadas razões.

Este mês proponho-vos uma reflexão/debate sobre o tema Natal e a família, pesquise ou identifique tradições, atividades a desenvolver e dicas sobre como desfrutar ao máximo desta quadra.

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Fórum do mês de novembro – A prevenção e tratamento da gripe em crianças

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Chegou o tempo frio e com ele a famosa gripe que não deixa ninguém indiferente. Este mês vamos falar sobre a gripe nas crianças, sintomas e tratamento .

A gripe é uma infeção respiratória aguda de curta duração. É causada pelo vírus Influenza, que ao entrar no nosso organismo pelo nariz, multiplica-se, disseminando-se para a garganta e restantes vias respiratórias, incluindo os pulmões. Os primeiros sintomas da doença surgem entre 1 a 4 dias após a infeção pelo vírus– é o chamado período de incubação – e a sua severidade varia de acordo com a pessoa infetada.

Sintomas

Nas crianças, os sintomas dependem da idade. Nos bebés, a febre e prostração são as manifestações mais comuns. Os sintomas gastrintestinais (náuseas, vómitos, diarreias) e respiratórios (laringite, bronquiolite) são frequentes. A otite média pode ser uma complicação no grupo etário até aos 3 anos. Na criança maior os sintomas são semelhantes aos dos adultos.

Determinadas complicações podem surgir aliadas a sintomas mais graves, como o desenvolvimento de bronquite e pneumonia.

Tratamento da gripe em crianças e bebés

Para a febre, não é necessário o uso de antibióticos. Os antibióticos só serão receitados pelo médico no caso em que a febre se prolongue por mais de 3 dias.

O tratamento da gripe consiste na redução dos sintomas com o uso de nebulizadores para a desobstrução das vias respiratórias altas (quando o médico achar  necessário), o repouso do paciente, e a contínua ingestão de líquidos.

Aqui fica um video útil  sobre as medidas a tomar.

Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação. O conhecimento e a adoção de medidas preventivas é muito importante quando falamos de gripe e de crianças, onde o contágio se dá muitas vezes na escolinha ou então através de um elemneto da família.

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Fórum do mês de outubro – Ansiedade

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“Todas as pessoas já se sentiram ansiosas. A ansiedade é um sentimento que experimentamos de vez em quando, perante situações em que nos sentimos ameaçados ou stressados. Por exemplo, perante o pensamento de ir fazer um exame, ir ao hospital ou a uma entrevista de emprego, é comum sentirmo-nos tensos, preocupados, nervosos, termos medo de fazer “figura de parvos” ou duvidarmos da nossa capacidade para sermos bem sucedidos. Estas preocupações podem afectar o nosso sono, apetite e capacidade de concentração. Mas, se tudo correr bem, a ansiedade desaparece. Este tipo de ansiedade até pode ser positiva e útil.
No entanto, se os sentimentos de ansiedade nos sobrecarregarem, se o nível de ansiedade for elevado durante longos períodos de tempo, o nosso desempenho pode ser afectado e torna-se mais difícil lidar com a nossa vida quotidiana. Podemos sentir que estamos a ficar sem controlo, que vamos morrer ou enlouquecer.
A ansiedade tem efeitos no nosso corpo e na nossa mente. Do ponto de vista físico, podemos experienciar tensão muscular, dor de cabeça, batimento cardíaco acelerado, náuseas e vómitos, vontade de ir à casa de banho, dificuldade em dormir ou sensação de “borboletas no estômago”. Do ponto de vista psicológico, a ansiedade pode tornar-nos mais receosos, alerta, nervosos, irritáveis, incapazes de relaxar e de nos concentrarmos.
A ansiedade pode afectar o nosso pensamento e as nossas relações com os outros. Se temos medo que aconteça o pior, podemos ficar muito pessimistas. Por exemplo, se um amigo se atrasa para um jantar, podemos começar a ficar preocupados se ele terá tido um acidente ou se não quer a nossa companhia, quando afinal esse amigo pode apenas ter perdido o comboio.
As pessoas respondem à ansiedade de forma diferente, por isso, quando a ansiedade invade as suas vidas, podem experienciar ataques de pânico sem razão aparente, desenvolver uma fobia de sair de casa, isolar-se da sua família e amigos e ter pensamentos obsessivos ou comportamentos compulsivos, como estar constantemente a lavar as mãos.
Enfrentar a ansiedade é o primeiro passo para quebrar o ciclo de medo e insegurança.”

Artigo retirado do site da Ordem dos Psicólogos.

Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião.
Esta atividade de Fórum permite debater e abordar novas ideias, visa o desenvolvimento e a discussão de temas atuais, relacionados com os temas propostos nas Unidades, no âmbito da formação.

Sabia que a ansiedade em doses moderadas pode ser benéfica e até necessária?

Participe e desenvolva, no seu ponto de vista o tema exposto a debate. Se desejar, apresente exemplos representativos do que pretende ilustrar. Pode ainda, comentar as participações dos colegas.
O post de cada formando, não deve exceder a pág. A4 e deve ser enviado até ao final da semana. A sua participação conta em 20% para a avaliação da Unidade.
Bom Fórum para todos!

Fórum do mês de outubro – Os jovens e as Novas Tecnologias

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No Fórum deste mês vamos falar dos jovens e da sua forma de utilização da Internet, e de como as tecnologias digitais, como as Redes Sociais, podem trazer consequências graves, a nível social e do indivíduo.

Proponho que ponderem sobre este tema, leiam o seguinte artigo, vejam o vídeo e dêem a vossa opinião. Podem também comentar as opiniões dos colegas.

Refira ainda, no seu entender como se poderia abordar este problema, e que soluções fariam sentido num panorama futuro, relativamente à utilização da Internet pelos jovens?

Se desejar, apresente casos práticos representativos do que pretende ilustrar.

Mais de 70% dos jovens portugueses apresenta sinais de dependência da Internet. Estudo do ISPA mostra também que 13% dos casos são graves, podendo implicar isolamento e comportamentos violentos.

Vejam este video:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/psiquiatra-explica-os-perigos-da-dependencia-da-internet/55dcfd510cf2f02c40ad132f

Este é o retrato de uma geração que vive quase permanentemente ligada. Através dos computadores ou dos dispositivos móveis, os jovens e adolescentes nacionais passam muito do seu tempo na Internet. Um tempo excessivo em muitos casos. Um estudo do ISPA mostra que quase três quartos da população até aos 25 anos apresenta sinais de dependência do mundo digital. Em casos mais extremos, o vício do online pode implicar isolamento, comportamentos violentos e obrigar a tratamento.

 “Percebemos que a dependência da Internet é generalizada”, sintetiza a investigadora da Unidade de Intervenção em Psicologia do ISPA – Instituto Universitário, Ivone Patrão, coordenadora deste estudo. Nos últimos dois anos, este trabalho passou por três fases de aplicação de questionários junto de jovens e adolescentes dos 14 aos 25 anos, envolvendo quase 900 inquiridos. Esta é, portanto, uma imagem com grande angular do que está a acontecer em muitas casas.

Os exemplos recolhidos pelo PÚBLICO corroboram os resultados da investigação. Quase todos os casos partilham também o pedido para que seja mantida a reserva da identidade dos jovens envolvidos. As histórias repetem-se, porém, e soam familiares aos pais. Alguns adolescentes deixam para trás um percurso académico de bom nível para se fecharem no quarto a jogar computador dia e noite. Há amizades de infância que são postas de lado em detrimento do contacto online. O isolamento em relação à família, as mudanças de comportamento, os casos de violência inexplicável face ao insucesso num jogo digital ou à proibição de continuar ligado são outros comportamentos comuns.

Os investigadores do ISPA também enumeram alguns componentes-chave para identificar os casos de dependência da Internet numa espécie de retrato-tipo do jovem viciado no mundo online: grau elevado de importância conferido ao computador ou aos dispositivos móveis; sintomas de tolerância face ao uso; sintomas de abstinência face ao não uso (como irritabilidade, dores de cabeça, agitação e por vezes agressividade) e, em casos mais extremos, recaída face às tentativas sucessivas para parar.

Os números a que chegou a equipa de Ivone Patrão no ISPA dão uma outra camada de leitura desta realidade. Há quase três quartos (73,3%) dos jovens que apresentam sintomas de viciação na Internet.

Destes, 13% exibem níveis severos de dependência, que se manifestam através dos comportamentos mais extremos descritos pelos pais e referidos pelos investigadores. Os próprios jovens parecem ter noção disto, uma vez que mais de metade (52,1%) dos inquiridos se perceciona como “dependentes da Internet”.

 Maioria frequenta o secundário.

Os investigadores do ISPA chegaram também a outro retrato-tipo: os jovens dependentes são sobretudo do sexo masculino, não têm relacionamento amoroso e frequentam o ensino secundário. Este foi um dos primeiros resultados a que a equipa da Unidade de Intervenção em Psicologia chegou, em 2012, quando aplicou um primeiro questionário – desenvolvido pela Nottingham Trent University, que é parceira deste trabalho, e à qual estão ligados os outros dois autores deste trabalho, Halley Pontes e Mark Griffiths – de modo a validá-lo para a realidade portuguesa. As conclusões iniciais motivaram a continuação da investigação nas duas fases seguintes, que agora são divulgadas publicamente.

Outros estudos recentes confirmam os sinais de uma geração cada vez mais dependente da tecnologia, levando mesmo a situações-limite em que “é posto em causa o bem-estar físico” dos jovens e adolescentes, conta a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa Cristina Ponte, que liderou os projectos EU Kids Online e, mais recentemente, Net Children Go Mobile.

Neste último trabalho, cujos resultados nacionais serão discutidos numa conferência no final do mês, 6% dos jovens admitem ter ficado “sem comer ou sem dormir por causa da Internet”, por exemplo. “Há uma pressão para estarem sempre ligados”, avalia esta especialista. Na sua investigação recolheu exemplos que atestam esta situação, como a de um menino de 12 anos que contava, por entre risos, que no smartphone e no tabletnunca se fica offline, por causa dos sinais sonoros com os alertas para as actualizações no email ou nas redes sociais. O rapaz dava também conta da forma como os amigos ficavam zangados se ele não respondesse rapidamente a alguma mensagem, por exemplo, mesmo no horário em que devia estar a dormir.

“Os jovens estão a usar demasiado as tecnologias. Quase minuto a minuto”, confirma Rosário Carmona, psicóloga, que tem tratado casos de dependência da Internet no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Cadin), em Cascais. “Quando lhes pergunto se já foram ao email hoje, eles riem-se. Não foram ao email, porque não saíram do email”, descreve.

Fonte: http://www.publico.pt

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Reflita sobre o assunto e se desejar recorra a exemplos de situações concretas para ilustrar a sua opinião. Como técnico de saúde dê a sua opinião sobre o uso destes equipamentos por crianças e jovens.

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Fórum mês setembro

No tema do mês de setembro, proponho uma reflexão sobre a educação…

 

“Antes que uma criança perca sua cor ou se notarmos que ela a está perdendo, os adultos têm a responsabilidade de iluminar a vida dela e de dar cor ao seu olhar.”

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